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Professor Educador: uma oportunidade para reinventar-se

Professor Educador: uma oportunidade para reinventar-se

Professor é educador? Por que afirmamos que o professor é educador e empreendedor, ao mesmo tempo? Por durante muito tempo, buscamos na história da formação do professor, os fundamentos que definissem a profissão do educador. Para António Nóvoa, em seu livro Profissão professor, destaca que existem muitas iniciativas e experiências que buscam um caminho novo para a formação de professores. As mais interessantes centram-se numa formação profissional dos professores, isto é, numa ideia que parece simples, mas que define um rumo claro: a formação docente deve ter como matriz a formação para uma profissão.

Caso concordarmos com a visão de Nóvoa em que a profissão define o professor como sujeito das suas ações, podemos afirmar que uma característica fundamental do professor é se reinventar todos os dias na sua atividade profissional. Nesta perspectiva, o reinventar-se apresenta certas dificuldades e riscos, uma vez que temos a necessidade de envolvimentos emocional, afetivo e racional com outros seres humanos (crianças, jovens e adultos).

A formação profissional preconiza um avanço na compreensão de que o professor, hoje, em meio aos desafios da pandemia da COVID 19, o enfrentamento de um dilema social e, porque não, ético/moral: a saúde e a economia. Há uma dificuldade intrínseca em responder esse dilema, ou seja, a dificuldade aparece por inteiro na ação pedagógica na qual o educador media alguém no desenvolvimento de suas capacidades e na própria capacidade do professor em mediar a construção de saberes e conhecimentos. Ao realizar essa ação, o educador se envolve numa espécie de relação de poder, porque intervém sobre o outro e tem a responsabilidade pela orientação valorativa com que conduz esse processo, incluindo aí toda a amplitude de relações com o outro, desde sua negação até o reconhecimento.

 Outro aspecto importante é que o professor precisa se reinventar em meio aos seus hábitos e enfrentamentos no ensinar, provocando nele mesmo mudanças significativas, exigindo a cada dia uma nova estrutura mental que se perceba mais criativo, mais inovador na sua profissão. Emerge, assim, a necessidade do professor empreender na sua profissão e constantemente provocar mudanças em seus hábitos, reconstruindo e aprimorando suas habilidades.

Para Philippe Perrenoud, enquanto sugestão para “se reinventar”, no livro 10 Competências para Ensinar, entende as competências como a capacidade de “mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações) para solucionar uma ou mais situações problemas, com pertinência e eficácia”. Destaca-se três competência que poderão ajudar a responder as questões iniciais, deste texto. A primeira diz respeito a quinta competência - Trabalhar em equipe. A segunda competência, vincula-se a oitava competência - Utilizar novas tecnologias. A terceira e última competência refere-se décima competência – Administrar a própria formação.

Em tempos de crise, recordar de tais competências, em meio as dez citadas no livro, oportuniza definir o professor como educador e empreendedor. Enfrentar a crise significa colocar em prática a relação existente entre as competências para ensinar com as dez características do comportamento empreendedor: a Busca de oportunidade e iniciativa; A Persistência; Correr riscos calculados; Exigência de qualidade e eficiência; Comprometimento; Busca de informações; Estabelecimento de metas; Planejamento e monitoramento sistemático; Persuasão e rede de contatos; Independência e autoconfiança.

O professor na crise poderá enxergar oportunidades, através da iniciativa pessoal e governamentais, que as tecnologias de aprendizagem permitem a aproximação virtual entre aluno e professor. Para tanto, desafia-se a aprender cada vez mais, replanejando e monitorando os alunos para que saiam da zona de conforto e, também busquem sua autonomia, desenvolvam sua criatividade levando em conta ações de qualidade e eficiência, no novo modelo de convivência social. Muitos são os desafios para os professores, mas acreditar que em meio à crise, socializam-se novas experiências e dão novos significados a sua profissão, isso afirma que o professor é educador e empreendedor no processo ensino aprendizagem.

E para finalizar, nos conte, de que forma você professor está usando a tecnologia e os comportamentos empreendedores para reinventar suas práticas educativas?

 


Elizandra Fiorin Soares - Mestre em Educação (UFSM), coordenadora do Curso de Pedagogia da Unetri Faculdades (Barracão-PR), sócia-proprietária da empresa FSPP Consultoria Empresarial e Educacional Ltda.

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