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Questionamentos para a Educação na sociedade hiperconectada

Questionamentos para a Educação na sociedade hiperconectada


Neste exato momento há milhares de iniciativas pelo mundo para conectar ideias: fóruns internacionais, comitês, semanas acadêmicas, movimentos regionalizados, plataformas colaborativas, órgãos específicos, instituições, organizações da sociedade civil e movimentos sociais — todos muito importantes, claro. Diante disso, percebe-se o surgimento de novas propostas de valor multicultural e expressão social em meio aos desafios contemporâneos. É no campo das ideias que as novas guerras são travadas. Mas nesse contexto, educadores estão na luta?

Ao longo de 2020, compartilhei por aí (e por aqui) o quanto o avanço científico e as possibilidades trazidas pela transformação digital estão mudando o mundo como um todo. E agora que a maioria parece despertar para isso, temos cada dia mais uma “narrativa globalizada” reverberada em uma variedade de canais à disposição daqueles que se propõem ao enfrentamento dos desafios. São lutas sustentadas no campo das ideias pela legitimidade e a autenticidade de seus protagonistas. Antes mesmo da Educação, é sobre a humanidade em si.

Claro, como educadores, temos o papel de  questionar tanto quanto facilitar a busca por respostas. Portanto, hoje quero deixar alguns questionamentos:

  • Num futuro próximo, a tecnologia será capaz de testar, materializar e viabilizar “automagicamente” as melhores ideias para um mundo melhor?
     
  • O que aconteceria se fôssemos remunerados instantaneamente cada vez que alguma tecnologia violasse nossa privacidade?
     
  • E se houvesse insights transparentes e imparciais sobre a efetividade de cada manifestação pública?
     
  • E se as câmeras e lentes de nossos smartphones capturassem mais episódios de violência, racismo, preconceito ou outro mal, ampliando as plataformas oficiais de denúncias?

 

  • A revolução tecnológica será capaz de prover a efetivação dos direitos humanos?

 

  • Políticas públicas voltadas para a liberdade de expressão ampliariam a aplicação prática dos discursos democráticos?
     
  • Por causa das tecnologias digitais, o ensino vai mesmo se tornar acessível e democrático a todos?
     
  • O "novo normal" já é comum... E se nos próximos normais tivermos uma segunda ou terceira onda de pandemia, teremos aprendido com a primeira?

 

  • O modo “automático” oferecido pelas novas tecnologias poderia automatizar também a responsabilização de indivíduos por seus crimes contra o meio ambiente, contra os animais, contra as “minorias”?

 

  • Um novo governo mundial daria conta da demanda regionalizada (pra não dizer marginalizada) e supriria a todos os povos, tribos, culturas igualmente?
  • Se as hipóteses fossem reais, o que seria o mundo? E por qual motivação?


Entre hipóteses, proposições e provocações, além da expectativa quase utópica de que alguma solução possa vir do mero acaso, uma coisa é certa: estamos no limiar de mudanças históricas. O mundo como percebemos (e conhecemos) torna-se cada vez mais o mundo no qual (e pelo qual) devemos sobreviver. É nossa obrigação humana ser melhor que antes. E nesse meu constante (re)pensar, Educação é a plataforma para o desenvolvimento em todos os contextos.

A meu ver, não há garantias plenas e cada ser humano deve ser protagonista frente a esses desafios. O conhecimento compartilhado, percebido e digerido continua sendo a força capaz de romper barreiras e conectar mais que as ideias — CONECTAR AS PESSOAS.

Devemos muito às perspectivas históricas que nos trouxeram até aqui, na mesma proporção em que tememos o retorno dos capítulos obscuros. Educar? Por favor, sempre. E cada vez melhor. Como? Por tudo o que podemos nos tornar juntos, com tudo o que já somos capazes. É preciso insistir no APRENDER, DESAPRENDER e REAPRENDER que Alvin Toffler perpetuou.

De repente, o futuro já não é tão amanhã. Até que venha um “novo reino” (sem ofensa a qualquer credo ou força política) ou "decolemos para Marte" de vez (como propõem alguns tais visionários), um “endereço melhor” ou alguma realidade ainda desconhecida no Universo, cabe-nos aqui manter o incessante questionamento — sem abrir mão da educação proativa. De fato, o tempo nos dirá.

Como disse Eurípedes, poeta grego lá no século V: “O tempo vai explicar tudo. Ele é um conversador, e não necessita de questionamento antes que ele fale”.

Desafios da Educação

Comunidade Sebrae
Marcos Félix
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🎬 Multimedia Storyteller | Mentor de Empreendedorismo Criativo e Negócios Digitais 📢 #Criatividade #EducaçãoDigital #Web 🔎 #Futuros 💡 Percepções cotidianas e experiências para desenvolver profissionais e negócios. 🌎 CEO at Mflix Media™

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