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A democratização da alimentação funcional: por que é importante?

A democratização da alimentação funcional: por que é importante?

Já falamos em outra publicação sobre a importância de semear a essência e a acessibilidade da alimentação funcional. Entender os seus benefícios e para quem se destina é fundamental, tanto para quem consome quanto para quem comercializa.

Se você ainda não leu o conteúdo anterior, sugiro que você faça essa leitura inicial e depois volte aqui para compreender o que significa a democratização da alimentação funcional e por que é importante que ela seja inserida no cotidiano das pessoas. 

Graças aos avanços tecnológicos e às novas pautas alimentares, indústria e comércio atualmente atendem a uma diversidade de opções gastronômicas, no entanto, pessoas com intolerância ainda enfrentam um mercado escasso.

Isto é, precisam mudar suas rotinas para se adaptar, pois não encontram ou pouco encontram lugares que disponibilizam produtos seguros, saborosos e de qualidade que atendam às suas restrições alimentares. Se você não vivencia isso, aposto que alguma pessoa muito próxima a você entende o que estou falando.

Não se trata apenas do produto não preparado. Me refiro à comercialização de alimentos funcionais que estejam ao alcance dessas pessoas, em postos de gasolina, escolas, cantinas de faculdade e por aí vai. Aqueles ambientes comuns que, para os intolerantes, acabam sendo excludentes por não oferecerem opções.

 

A responsabilidade da indústria de alimentos nas relações de consumo

Qual a importância de compreender até onde vai a responsabilidade social da indústria em relação ao consumidor? 

São muitos os aspectos, mas aí vai um bom exemplo: o direito à informação na rotulagem dos alimentos como prevenção de erros que afetem a saúde dos consumidores. Não é uma escolha, é lei.

É aí que pode “morar o perigo”, pois muitas vezes os rótulos dos produtos omitem alguma informação, ou não informam com clareza ou se apresentam de forma incorreta. E isso, para qualquer pessoa com alguma doença alimentar, como os diabéticos, os intolerantes a lactose, glúten etc., pode causar sérios problemas. 

Essa é apenas uma parte da legislação e das obrigações que empresas e indústrias de alimentos precisam cumprir. E depois? Vamos entender como pode ser feito o processo de incentivo para esse determinado produto chegar ao mercado.

 

A presença da alimentação funcional na rotina das pessoas intolerantes 

A Não de Queijo tem bem claro o seu propósito como empresa: oferecer mais do que apenas o produto, mas também promover a liberdade de pessoas com intolerância. Que elas possam ir a qualquer lugar e não se sentirem deslocadas ou constrangidas por não compartilharem uma refeição com amigos, por exemplo.

Temos certeza que outras marcas que produzem alimentos funcionais compartilham do mesmo sentimento. No entanto, o comércio, de maneira geral, parece não atender com prioridade às necessidades dos intolerantes.

Acompanhar essa tendência pode ser uma ótima oportunidade de negócio para os pequenos, médios e grandes empreendedores. No entanto, não se trata apenas de uma vantagem competitiva.

Ao movimentar uma pauta sobre tornar a alimentação mais inclusiva, é sobre contribuir para que mais pessoas estejam à mesa e, quando tudo isso passar, que elas possam compartilhar lugares públicos sem medo e com mais opções no cardápio.  

 

Mas, afinal, como o comércio pode abrir oportunidades? 

Primeiramente, é preciso compreender que esse público não se sente representado o suficiente e que suas necessidades precisam ser atendidas urgentemente, seja na oferta de um produto embalado ou no preparo de um prato funcional que respeite todas as medidas de segurança para não ocorrer contaminações. 

Há muitas marcas segmentadas no mercado, como a Não de Queijo, que produz produtos alimentícios para intolerantes. Ao construir uma parceria com esses produtores, o seu comércio estará incentivando a circulação de novos produtos em todo o mercado, tornando-os mais acessíveis a todos, sem deixar de lado o estímulo para a movimentação da  economia.

Assim como investir na estrutura disponível em seu ambiente para que ela possa receber e expor de forma adequada esses produtos ou mesmo na adaptação de uma cozinha específica para o preparo do alimento. 

Não existem dificuldades, apenas adaptações! E assim, juntos, é possível democratizar a alimentação funcional e aproximar esse público que merece ser atendido de forma inclusiva e segura. 

Do Campo à Mesa

Comunidade Sebrae
Paulo Pereira
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Criador e CEO da Gliadinafree Indústria e Comércio de alimentos LTDA, detentora da marca Não de Queijo.

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