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Densidade nutricional em densas emoções

Densidade nutricional em densas emoções

Nunca se percebeu tanto a necessidade de ter reservas nutricionais do que nesse tempo de ameaças à saúde e à vida.
Os princípios da nutrição sempre foram a quantidade, qualidade, harmonia e adequação, mas eles soavam muitas vezes como românticos, inatingíveis ou até desnecessários.

As perguntas que se faziam à mesa, no restaurante, no consultório, na academia quando se referiam a um alimento eram: É calórico? Engorda?

Quando se deu conta que o que se faz com sua saúde efetivamente conta e vale para a sobrevivência, despertou-se um grande movimento para escolher, comprar melhor e especialmente consumir alimentos que promovam saúde, garantam vitalidade, e em último e não menos importante, contribuam imunidade e com a cura.
As perguntas agora são outras: É nutritivo? Tem antioxidantes? Tem fatores anti-inflamatórios?

É uma nova tendência? O que se ouve em tempos de  ¨novo normal¨?
Buscam-se alimentos que promovam a saúde, contribuam com a imunidade, ajudem na cura  e que forneçam grande quantidade e uma diversidade de nutrientes.

Agora os interesses certamente melhoraram, buscam maior conhecimento e a segurança de qualidade do alimento.

Lembrar que a densidade de nutricional significa quanto você obtém de nutrientes em uma mesma quantidade de calorias. Mais nutrientes e em maior variedade.
Mas cuidado, olhar os alimentos como um remédio pode contribuir com a visão de que somente fontes exóticas e caras, alimentos vindos de altas montanhas, vales asiáticos, das profundidades dos oceanos fazem essa função. Podem ser a fonte de uma obsessão por micronutrientes, para canonizar ou demonizar injustamente certos alimentos e para transformar a alimentação em um processo sem alegria e estressante.

Alimentos de origem conhecida, com produção segura, manuseio e processos adequados podem fornecer nutrição e qualidade de vida com preço justo. E acima de tudo isso reconhecer a individualidade biológica para encontrar os sinais de suficiência, nem pouco nem demais.

A comida é muito mais do que remédio. A comida está intrinsecamente relacionada às relações humanas e à comunidade. Comida é celebração do amor e da alegria e cada investimento no conhecimento do bem precioso que é o alimento, levará a um seguro caminho para saúde.


Lili Purim Niehues - Nutricionista CRN308/8
Conselheira Associação Brasileira de Nutrição Esportiva

 

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