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Deu Ferrugem na Soja! E agora?

Deu Ferrugem na Soja! E agora?

A soja (Glycine max) é cultivada por quase toda parte do mundo, sendo a principal cultura do agronegócio brasileiro,  com sua origem relatada em 2.883 AC no continente asiático, teve seu início de domesticação na China, oriunda de um cruzamento entre espécies selvagens, que ao longo do tempo evoluiu nas espécies que conhecemos hoje. Sendo uma cultivar produzida em grande escala pelos agricultores (de grande e pequeno porte), isso fez com que ao longo do tempo naturalmente desencadeasse uma alta gama de doenças dessa cultura. Já foram relatadas aqui em nosso país cerca de 40 doenças causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides que afetam diretamente a cultura da soja. Com diversos agentes etiológicos causadores de doença, as principais delas, algumas tão severas podendo até a causar a morte da planta.

Entre os agricultores de Soja, a doença que é mais temida é a ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), que como o nome sugere, teve sua primeira identificação no continente asiático. Seu agente causal é de etiologia fúngica, e é disseminada pelo vento mas também sobrevive em restos de culturas, ocorre em praticamente todo território produtor de soja no Brasil, devido ao seu clima temperado, a quantidade de água no ambiente proporcionada pelo sereno da noite, tem de ser de no mínimo 6 horas por dia, isso favorece a sobrevivência e reprodução do patógeno. Ela foi diagnosticada pela primeira vez em 2001, a doença mencionada causa lesões nas folhas da planta onde pode se perceber pequenas pontuações de cor marrom, onde, os efeitos que essas lesões podem causar são a redução da área fotossintética, assim, diminuindo a radiação solar interceptada e a eficiência na utilização dessa radiação solar, esta também, influência na taxa fotossintética das partes verdes aparentemente saudáveis ao redor da lesão. Um dos principais sintomas apresentado pela planta são as folhas amarelarem e caírem precocemente, interferindo na formação e no enchimento das vagens, peso final dos grãos e qualidade das sementes. Uma lesão causada por esta infecção, também pode servir como porta de entrada para outros patógenos se infiltraram no sistema dessa planta.

Buscando a melhoria na agricultura, tem se desenvolvido novos cultivares resistentes a esse fungo. A tecnologia vem então, com o intuito de dar um suporte de segurança ao agricultor, este é dado com plantas resistentes e fungicidas eficazes no controle da doença, uma forma de maneja-la que tem mostrado resultado positivo diante de pesquisas de várias entidades de estudo como a EMBRAPA SOJA, por exemplo, tem mostrado que a rotação de cultura com espécies de gramíneas como o milho (Zea mays) e o trigo (Triticum spp.),  nas quais a doença não sobrevive porque não é específica desse tipo de vegetal, melhor dizendo não se alimenta dessas planta assim o esporo que é a estrutura reprodutiva que foi deixado na palhada no campo na safra passada não terá plantas hospedeiras para se instalar, assim não completara seu ciclo e não chegara a próxima safra.

O resultado disso é positivo, pois, o agricultor tem uma melhor opção de manejo que gera uma estabilidade na produção de sua lavoura sem gerar tantos gastos, já que as outras espécies de plantas também agregam valor econômico, com isso se obtém  um produto adequado com plantas saudáveis, como resultado final terá um aumento na sua margem de lucro e uma lavoura mais saudável e livre de pragas.

E então a leguminosa seguirá para a industrialização e exportação principalmente pra China, onde se transformará em diversos produtos alimentícios, posteriormente retornará para nosso país, e estará disponível nas prateleiras de supermercados, ao alcance de todos nós em forma de alimento como: óleo de cozinha, carne, leite e outros produtos que serão consumidos por nós, e também na fabricação de rações, que servirão como complemento de proteínas na alimentação dos animais, que a torna ainda mais importante.

Viva a Tecnologia na Soja! 

Do Campo à Mesa

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