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O que o macarrão, molho de tomate, plantas e pets tem em comum?

O que o macarrão, molho de tomate, plantas e pets tem em comum?

Se você for a um supermercado vera que os molhos de tomate estão próximos a seção de macarrão. Isso acontece devido a uma técnica de vendas chamada “Cross selling”. Ela procura deixar próximos os produtos que têm sinergia de demanda, para que um provoque a venda do outro.

O Professor Hélio Junqueira apresentou recentemente um estudo onde mostrou que o consumo de plantas e pets foi potencializado pelo COVID, devido ao impacto que a pandemia provocou no consumidor, trazendo o agravamento das doenças emocionais e ao mesmo tempo a ressignificação das casas, como espaços de maior interação social, busca de um ambiente de proteção contra o caos do mundo e busca desses hobbies como caminho para alcance do equilíbrio.

O que acontece é que o mercado de pets, que já vinha em crescimento antes do COVID é algo em torno de 7x maior que o mercado de plantas. Bem, uma vez que a motivação de consumo é similar e que se verifica cada vez mais identidade entre os PET LOVERS  e os PLANT LOVERS, é de se esperar que essas cadeias se aproximem no futuro próximo.

O consumo de plantas e flores sempre esteve associado a compra para presentes e eventos, mas o que a pandemia fez foi acelerar a compra para uso próprio. No Brasil essa motivação representava algo em torno de 15% do mercado, enquanto na Europa essa mesma motivação representa mais de 50% do consumo.

O consumo de plantas e flores no Brasil foi estimado em R$9 bilhões para 2020 e o movimento do segmento pet é estimado em algo em torno de R$60 bilhões no mesmo ano.

Ora, se os consumidores tem perfil semelhante, tendo inclusive havido o crescimento da “dupla personalidade” (consumidor de pets = consumidor de plantas) durante o COVID e se temos a perspectiva que o consumo para uso próprio tenha uma explosão (buscando algo em torno dos 50% do total de consumo verificado na Europa), podemos esperar um crescimento do nicho de plantas para 2021/2023, especialmente nos varejos especializados do consumo próprio (supermercados, viveiros, gardens, Ceasas, lojas de atacadistas).

Para que esse movimento aconteça as lojas precisam despertar para um novo modelo de negócio, incorporando o mix de pets e mudando sua forma de comunicação, para passar a abordar o hobby e não o produto.

Pets e Urban Jungle provocam no consumidor uma sensação de conexão, de recuperação de controle, de equilíbrio, do prazer das atividades manuais, da valorização do tempo, do prazer pela vida.

Como diz o professor Clovis de Barros;

Uma vida que vale a pena ser vivida!

Em nosso site www.negocioscomflores.com.br estamos divulgando uma serie de lives que mostra o potencial dos gardens e de como os empreendedores do setor podem se beneficiar dessa oportunidade.

Augusto Aki

Do Campo à Mesa

Comunidade Sebrae
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