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O que o produtor de flores e plantas pode esperar de 2021?

O que o produtor de flores e plantas pode esperar de 2021?

O mercado de flores passou por uma roda gigante em 2020. No início da pandemia, em março, o sistema ruiu...

Com a grande concentração do mercado em São Paulo, de onde vem as flores e plantas que abastecem a todo o país, o impacto se torna muito mais importante quando o elo entre a produção e o mercado é prejudicada.

Assustados pelas incertezas que o COVID estava trazendo, os atacadistas não quiseram arriscar seu capital de giro em compras e o produtor perdeu 90% da sua produção. Depois  disso, parte se confirmou, com o cancelamento dos eventos e logo o setor de flores de corte, que já estava mal há 3 anos, travou de vez (e até agora não se recuperou).

As flores de vaso também foram impactadas, mas se viraram através dos supermercados e a seguir a através dos gardens.

O setor de paisagismo e de plantas verdes envasadas foram aqueles que se recuperaram mais rápido e conseguiram inclusive crescer. Um pela mudança rápida da demanda e outro pelo aquecimento da construção civil.

Outro fator relevante é que nas datas de pico, como dia das mães e namorados, como os produtores de São Paulo reduziram sua produção e sua estrutura produtiva, os produtores regionais conseguiram aumentar suas vendas e abrir as portas para uma relação de longo prazo com os mercados locais...

E o que esperar de 2021? 

Bom, depende da cadeira onde você está sentado e da sua disposição de mudar sua forma de trabalhar no mercado:

  • Produtor de plantas verdes envasadas – as vendas continuarão aquecidas, porem é preciso e possível inovar. Inovar através de novas variedades, através de tamanhos diferentes e através de cachepos. Esse grupo de produtos é colecionável e altamente interativo, assim, ao conseguir inovar as vendas estão garantidas.

 

  • Produtor de flores em vaso – esses têm demanda para ganhar mercado, se conseguiram domesticar produtos do paisagismo (trazer para dentro de casa, e  em tamanhos menores, plantas que são usadas no jardim). Aqui se abre a possibilidade tanto para as plantas floristas quanto para as folhagens coloridas.

 

  • Produtor de flores de corte – será preciso aqui uma estratégia hibrida. De um lado devem voltar os eventos, com o aquecimento da economia (crescimento previsto de 3,5%) e da busca de comemoração da vida, por termos “vencido” a pandemia. A recuperação fomenta os eventos de negócios e a comemoração fomenta os eventos sociais. O produtor local precisa construir uma sombra de futuro com as floriculturas e os decoradores locais... oferecer garantia de oferta (nem que tenha que revender produtos para completar seu mix), metas comuns e plano de ação conjunto para promover as vendas. De outro lado, conectar-se ao consumidor final também será possível. Isso poderá ser feito através do turismo rural, através das feiras semanais de flores e arte e através do relacionamento via web. Se souberem fazer essas lições de casa, os produtores regionais podem inclusive ganhar mercado.

 

  • Outros – deve crescer o mercado para fornecedores de insumos, para as flores secas, para as flores preservadas, para parcerias entre produtores de flores e de horticultura, de acessórios para jardinagem, aplicativos, logística e da indústria de vasos/cachepos/embalagens.

 

  • No varejo teremos também muitas oportunidades – as pessoas seguirão várias tendências que favorecem de flores:
  1. Urban Jungle
  2. Home Gardening
  3. Cocooning
  4. Do it Yourself
  5. Horticultura
  6. Hygge

Porem essas oportunidades não chegarão a cada um automaticamente.

“A venda começa antes da venda”

E quem conhecer mais sobre o cliente colhera os resultados agora. Tanto por saber ofertas de maneira mais individualizada quanto adquirir A ATENÇÃO ECONFIANÇA DO CLIENTE. Podemos dizer que para a nova fase, o relacionamento será mais importante que o preço!

Toda essa análise do setor remete para um pilar central – ESTRATEGIA.

Estratégia para adequar o negócio individualmente, estratégia para construir pontos de atuação coletiva e estratégia para propor parcerias entre empresas para explorar mercados específicos (exemplo – condomínios).

Estarão os empresários do setor preparados para dar esse salto?

O Sebrae Maringá investirá esforços para apoiar o setor em sua região e a mobilização começara em um evento virtual no final de outubro. Queremos mostrar possibilidades e engajar para levar as empresas dispostas a construir um futuro sustentável e promissor.

Ação colha e leve de girassóis – uma experiência completa ofertada por produtor americano

Quer participar? Augusto Aki – Consultor Sebrae Responsável pelo site  www.negocioscomflores.com.br e pelo termo de referencia em FOCO NO MERCADO pelo Sebrae. 

akiaugusto@gmail.com

 


 

 

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