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Pulses: tendência da alimentação no Brasil

Pulses: tendência da alimentação no Brasil

Brasil avança em diversas frentes de pesquisa para disponibilizar todos os pulses, o que é bom para o produtor e melhor ainda para o consumidor

Quando pensamos no futuro da alimentação não podemos descartar qualidades importantes como nutrição e sustentabilidade. A esses, ainda devemos acrescentar baixo custo, indispensável para um país continental e populoso como o Brasil. Quais alimentos se enquadram nesses quesitos? Os pulses, sem dúvida.

O brasileiro nato não vive sem feijão, seja ele carioca, preto, fradinho ou outro. Atualmente, existem cerca de 35 diferentes feijões conhecidos e consumidos de Norte a Sul no país. O feijão faz parte da merenda escolar e é básico para almoço e jantar de famílias desde a classe A até a E. Ele é o ingrediente principal do nosso mais famoso prato típico: a feijoada.

Não há dúvidas quanto às propriedades nutritivas do feijão. Além disso, ele e os demais pulses podem durar anos sem perder seu valor nutricional quando armazenados apropriadamente, evitando o desperdício.

Um ponto que vale destacar é o aumento no consumo dos demais pulses. O grão-de-bico nacional já é uma realidade, o que torna o produto mais acessível a uma camada da população que antes não tinha o hábito desse alimento em sua mesa. Recentes campanhas de informação, principalmente da Embrapa, têm demonstrado que a cultura dos pulses é muito sustentável.

A Embrapa Hortaliças possui pesquisas avançadas sobre ervilha, lentilha e grão-de-bico. A instituição tem trabalhado com novos segmentos dessas espécies, para atender tanto o mercado interno, quanto externo motivados pela maior valorização da proteína vegetal e pelo aumento no número de veganos e vegetarianos, que tem contribuído para algumas mudanças no perfil de consumo.

Os pulses exigem pouca água em sua produção, fixam nitrogênio no solo, possuem baixa emissão de carbono, além de outras muitas vantagens para o cultivo.

Um prato de feijão custa cerca de US$ 0,20 para o brasileiro hoje. É um alimento acessível que sacia a fome de verdade, podendo requentado, congelado, transformado, reinventado, revisto e dividido. Sim, podemos dividir nosso feijão com o mundo.

Temos três milhões de hectares com feijões e é possível aumentar esse número com qualidade nas áreas irrigadas e diversificação para atender mais países. Certamente, não faltam motivos para considerar os pulses como o futuro.


https://blogs.canalrural.com.br/blogdofeijao/2020/11/16/pulses-tendencia-da-alimentacao-no-brasil/

Do Campo à Mesa

Comunidade Sebrae
Brenda Cristina Pinheiro
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