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O Ginseng brasileiro e a sustentabilidade

O Ginseng brasileiro e a sustentabilidade

Também conhecido por:  suma, corrente, sempre-vida, corango, pára-tudo...

Nome comum: Ginseng brasileiro 

Nome científico: Pfaffia glomerata

Essa planta, desconhecida por muitos é usada tradicionalmente como estimulante, revitalizante e antiestresse.

Planta nativa de Querência do Norte PR.

Sabe onde fica?  

Curiosidade: Se dá o nome de Ilhéu aos que vivem nas ilhas fluviais do Rio Paraná.

Devido à similar morfologia de sua raiz a do ginseng asiático, a Pfaffia glomerata vem sendo utilizada em substituição ao conhecido como ginseng "asiático" (Panax ginseng), recebendo o nome popular de ginseng brasileiro. No entanto, o ginseng “asiático” e o “brasileiro” têm composições químicas diferentes e seus benefícios são únicos.

A produção de Pfaffia glomerata possui relevante importância para a economia e conservação da biodiversidade local e vice-versa. Com suas áreas de cultivo contidas na Área de Proteção Ambiental, APA, das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, unidade de conservação de uso sustentável, os produtores tem se organizado e adotado boas práticas de produção, colheita e processamento com objetivo de tornar os sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis, além de agregar valor à cadeia produtiva do ginseng brasileiro de Querência do Norte.

Como tudo começou (...) O Ilhéu, Misael Jefferson Nobre conta que em 31 de outubro de 2005, foi fundada a ASPAG – Associação de pequenos agricultores de Ginseng brasileiro com 41 produtores associados. De 2008 a 2015, após um período de poucas vendas, buscaram novos mercados, participaram de feiras gastronômicas, foram para o Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Curitiba.

Misael relata que levou tempo para atrair olhares ao produto e que foram muitos os esforços, tanto para reforma agrária, quanto para melhoria ambiental e produtiva das áreas de cultivo, com resultados significativos na renda e bem estar da comunidade.  Com clima, solo e altitude propícios ao cultivo da Pfaffia glomerata, Querência do Norte é conhecida por chineses, japoneses e franceses como o berço do ginseng brasileiro.

99% da produção é EXPORTADA para China, França e Japão. Quem espera para comprar é a Alemanha e USA, mas falta produção.  O 1% que fica no Brasil é vendido em alguns pontos como feiras livres, farmácias e mercado Municipal de Curitiba. O Ginseng também é utilizado na produção de cachaça, licores e no mel.

A produção média é de 600 toneladas por ano. Já chegaram a produzir 1000 toneladas em um ano, nas últimas safras, mas devido à redução das chuvas, no último ano caiu para 300 toneladas de produto in natura.

Estudos e pesquisas sobre a Pfaffia glomerata tem sido realizados no IFPR,Campus Umuarama no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade sob a orientação do Prof. Dr. Otávio Akira Sakai. Em pesquisa realizada pela mestranda Narliane Martins, identificou-se a presença do principal composto ativo de interesse da Pfaffia glomerata (beta-ecdisona) também nos chás das partes aéreas da planta (caule, folha e flores) apontando potencial do aproveitamento destas.  Com esta informação a ASPAG já está desenvolvendo uma nova linha de produtos.

Com Qualidade comprovada, a Associação Dos Pequenos Agricultores de Ginseng de Querência do Norte é a única do Brasil que tem autorização dos órgãos ambientais para o beneficiamento do produto. O Ginseng brasileiro de Querência do Norte tem certificação orgânica pela certificadora Ecocert, tanto no Brasil, como nos países do Bloco Europeu. Tem também o selo de origem de produto sustentável da Mata Atlântica e o selo de que é produzido por produtores da Reforma agrária e agricultura familiar. Em toda a produção do Ginseng é feita a rastreabilidade desde o plantio até a entrega na ASPAG garantindo a adoção de boas práticas e a segurança do produto.

Os benefícios do Ginseng são comprovados e valorizados.

Se é do PARANA, tem qualidade, é seguro e é bom.

 

Do Campo à Mesa

Comunidade Sebrae
Narliane de Melo Martins
Narliane de Melo Martins Seguir

Bióloga, mestranda em Sustentabilidade, especialista em Gestão Integrada de Territórios e Gerenciamento de Projetos.

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