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Startup contribui com os desafios da produção mundial de alimentos

Startup contribui com os desafios da produção mundial de alimentos

Setenta e cinco por cento das plantas cultivadas dependem da ação dos polinizadores para serem produzidas no campo. Essas plantas representam mais de um terço da nossa dieta.

E quando o assunto é polinização, as abelhas são nossos principais aliados. Estima-se que a polinização contribua com mais de R$ 700 bilhões anualmente para o setor de alimentos no mundo.

Porém algo estranho está acontecendo. As abelhas estão sumindo, e isso é uma grande ameaça para quem produz o brócolis, o melão, a abóbora, a melancia, a maçã, a cereja e grande parte das frutas, vegetais e amêndoas. Isso mesmo, até 50% dos enxames estão morrendo por ano em alguns países.

Especialistas afirmam que o sumiço das abelhas é resultado de vários problemas ocorrendo ao mesmo tempo - agricultura intensiva, pesticidas, falhas no manejo das colmeias, urbanização, mudanças climáticas. As abelhas estão cada vez com menos espaço para viver e menos comida para se alimentar.

Uma nova solução irá ajudar os apicultores a enfrentar esses problemas nunca vistos antes e que estão resultando na morte massiva de abelhas em todo o planeta. Uma startup irlandesa utiliza tecnologia IoT e comunicação wireless de longo alcance para monitorar colmeias. A ApisProtect irá causar um impacto positivo na agricultura ao permitir que os produtores gerenciem melhor suas colmeias com muito menos custo.

São cinco tipos diferentes de sensores instalados no interior das colmeias - sensores de movimento, de temperatura, de umidade, de dióxido de carbono e de som, que coletam informações em tempo real do que está acontecendo com o enxame. Em conjunto com técnicas de big data e machine learning os dados brutos captados pelos sensores são transformados em insights e alertas para auxiliar os apicultores a prevenir a morte de abelhas e aumentar a produtividade das colônias.

Fundada em 2017 pela CEO Fiona Edwards Muprphy, a ApisProtect já arrecadou U$ 1,8 milhões em investimentos para acelerar o crescimento da empresa. Com isso poderá monitorar colmeias em diferentes condições em três continentes, especificamente no Reino Unido, nos Estados Unidos e na África do Sul.

A expansão para outros continentes fará com que a startup amplie o conhecimento para outras subespécies de abelhas, climas diversos, outras culturas polinizadas e a diferentes problemas enfrentados pelos apicultores ao redor do mundo. E o mais importante, quanto maior o volume de dados coletados de apiários provenientes de diferentes partes do mundo são inseridos no sistema, mais os algoritmos do machine learning são potencializados, pois vão gerando um aprendizado contínuo e aprimorando os relatórios e insights que irão possibilitar os produtores gerenciar melhor sua produção

Previsto para entrar no mercado em 2020, a startup oferecerá um modelo de assinatura anual por colmeia. O serviço oferecerá alertas caso a temperatura esteja muita baixa ou muito elevada, se sofreu ataque de animais e oferecer relatórios com informações uteis sobre a saúde da colmeia, identificar quais são boas ou não, ou procedimentos que o apicultor necessita tomar para aprimorá-las.  É a tecnologia a favor da produção de alimentos.

 

Fontes:

https://www.apisprotect.com/double-growth

https://www.wired.com/story/buzz-behind-app-can-monitor-beehives-remotely/

http://www.globalaginvesting.com/15-minutes-fiona-edwards-murphy-ceo-apisprotect/

https://www.apisprotect.com/inmarsat-partnership

https://spoonuniversity.com/lifestyle/foods-that-rely-on-bees-for-pollination

http://www.globalaginvesting.com/15-minutes-fiona-edwards-murphy-ceo-apisprotect/

https://www.apisprotect.com

         

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