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A importância de se trabalhar Competências Socioemocionais na Educação.

A importância de se trabalhar Competências Socioemocionais na Educação.

Atualmente, o termo “competências socioemocionais” está presente nos grandes veículos de comunicação, principalmente nos estudos e nas formações pedagógicas, não somente no Brasil, mas praticamente no mundo inteiro. Em todo o meio educacional, muito se fala sobre a importância dessas competências para o pleno desenvolvimento do aluno e para uma boa convivência não somente no meio escolar, mas em toda a sociedade.

O termo “competência socioemocional” pode ser resumido como a capacidade que cada indivíduo tem de lidar com suas próprias emoções, desenvolver o autoconhecimento, melhorar os seus relacionamentos, bem como sua capacidade de colaborar e solucionar problemas no ambiente no qual está inserido. Em suma, essas competências socioemocionais servem para crianças e adultos aprenderem a colocar em prática as melhores atitudes e habilidades.

Abaixo são listadas e explicadas algumas competências socioemocionais:

* Empatia – É a capacidade para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente o outro indivíduo.

* Assertividade - É uma postura comportamental diante das pessoas e de situações cotidianas. Não está ligada ao que é certo ou errado; está ligada à nossa maneira de expor e defender nossas posições de maneira firme e direta sem sentir ou causar constrangimentos.

 * Autoestima – É um conjunto de sentimentos e pensamentos que cada indivíduo faz sobre seus próprios valores e competências. É a imagem e opinião, positiva ou negativa, que cada indivíduo tem de si mesmo.

* Ética - É um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. Graças à ética sabemos diferenciar o que é bom e o que é mau, ou seja, a capacidade de decidir com base em valores pré-estabelecidos.

* Autoconhecimento – É o conhecimento que o indivíduo tem sobre si mesmo. É conhecer a própria essência e ter pleno domínio de si mesmo.

* Confiança – É um estado psicológico que se caracteriza pela intenção de aceitar a vulnerabilidade, com base em crenças otimistas a respeito das intenções (ou do comportamento) do outro. A confiança está relacionada com a sensação de olhar para uma ação futura, que vai acontecer, e ainda não ter uma certeza empírica.

* Responsabilidade - É cumprir com o dever de assumir as consequências provenientes de nossos atos. Ser responsável significa ter a capacidade de cumprir com os seus compromissos assumidos.

* Autonomia – É a qualidade de ter independência, de ter a liberdade para tomar decisões, de ter responsabilidade sobre seus próprios atos, de ter autossuficiência. Refere-se à capacidade que os seres humanos apresentam de poder tomar decisões por si, sem ajuda do outro.

* Criatividade - A criatividade é a capacidade de criar, produzir ou inventar coisas novas, bem como a capacidade de transformar situações e inovar no modo de agir. Refere-se à capacidade de adaptar-se ao meio ou usar habilidades para criar soluções e forma inovadora.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê que as aprendizagens essenciais que as escolas brasileiras devem desenvolver ao longo de toda a Educação Básica, resumidas em dez competências gerais. Entre elas, são previstas competências ligadas a atitudes e ao caráter dos alunos, de forma que as escolas terão que incluir as habilidades socioemocionais nos seus currículos.

Essas competências gerais relacionadas aos valores e ao comportamento se alinham à proposta da Base de garantir aos alunos uma formação integral, que os prepare para os desafios que serão enfrentados no mundo moderno.

No ambiente escolar, as competências socioemocionais servem para crianças aprenderem a colocar em prática melhores atitudes e habilidades como as citadas acima. Dessa forma conseguem gerenciar melhor suas emoções, alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas, tomar decisões de maneira responsável, entre outras.

Podemos afirmar que a área da educação, cada vez mais, se esforça para enxergar as pessoas em sua totalidade. Isso significa que os processos pedagógicos utilizados no processo ensino-aprendizagem consideram os indivíduos a partir de múltiplos valores, sendo que as pessoas são o que são devido às suas inúmeras características.

Assim sendo, se a escola deseja oferecer uma formação integral, independentemente da sua linha pedagógica, tão importante quanto os conteúdos e as práticas educacionais é a atenção dada às competências socioemocionais.

Como acontece com os conteúdos curriculares e as noções de comportamento, as habilidades socioemocionais também precisam ser trabalhadas. Sem dúvida, essa responsabilidade passa pela família da criança, mas as instituições de ensino têm também essa atribuição, colaborando no desenvolvimento das competências e possibilitando o trabalho com as emoções e os sentimentos de forma geral.

Estudos apontam que o desenvolvimento da dimensão socioemocional tem muito a contribuir com a interação e o convívio dentro dos muros da escola, auxiliando a instituição no combate a vários problemas relevantes, como por exemplo o bullying. Isso devido ao fato de que os estudantes aprendem a respeitar as diferenças, a ter empatia e a se comunicar quando algo estiver errado.

Além disso, sem dúvida que habilidades socioemocionais como persistência, assertividade e autoconfiança, dentre outras, poderão ajudar diretores, professores e famílias a lidarem com o retorno às aulas presenciais quando as escolas reabrirem, ajudando a melhorar o aprendizado dos alunos e serem importantes instrumentos para lidar com a pandemia do novo coronavírus.

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