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GESTÃO EMPREENDEDORA NA EDUCAÇÃO – É PRECISO RECONHECÊ-LA

GESTÃO EMPREENDEDORA NA EDUCAÇÃO – É PRECISO RECONHECÊ-LA

Falar de empreendedorismo na Educação não é mais novidade. A Educação Empreendedora é discussão e prática presente nos ambientes escolares e em muitos casos já faz parte do currículo de formação dos estudantes. Assuntos como, inovação, criatividade, educação financeira e, é claro, empreendedorismo, são levados aos estudantes por meio de conteúdos e experiências que o estimulem a empreender. Ou seja, o foco é o ESTUDANTE!

O que nem sempre é objeto de discussão e reflexão, é o empreendedorismo praticado e materializado também no cotidiano de outros atores educacionais, em especial do trio gestor da escola: diretores, coordenadores e supervisores de ensino. Ao reconhecermos a atividade empreendedora destes atores pedagógicos, contribuímos significativamente com a quebra de paradigmas e fortalecimento dessa discussão dentro da escola.

Enquanto atividade executada por indivíduos específicos, o empreendedorismo se caracteriza como um processo iniciado pela identificação de uma oportunidade. E quantas oportunidades podem existir dentro de uma escola, não é mesmo?

Vejo que definir empreendedorismo é algo complexo. Mas, podemos perceber que as definições estão sempre associadas a palavras como: criatividade, inovação, oportunidades, sonhos, visão, invenção e outras tantas mais. Agora, volte-se a estas palavras, quantas vezes elas se materializam na ação dos gestores educacionais? Me arrisco a responder que praticamente todos os dias, se não, o tempo todo. O que me leva a seguinte afirmação: “O empreendedorismo sempre esteve dentro da escola, o que ocorre, é que agora passamos a reconhecê-lo”.

 

Pensando no trio gestor, duas ações-chave podem ser objeto de reflexão e guiar os passos destes atores pedagógicos para praticar a Gestão Empreendedora no exercício de suas funções, tornando-se influenciadores para a criação de novas perspectivas dentro da escola.

  1. identificar uma oportunidade que seja potencialmente valiosa no sentido de poder ser explorada em termos práticos para se produzir resultados sustentáveis;
  2. identificar as atividades envolvidas na exploração ou no desenvolvimento real dessa oportunidade e quem serão as pessoas envolvidas na execução.

Ao executar estas duas ações, além de explorar oportunidades de forma concreta e real, o gestor encontra novas soluções para a resolução de “velhos” problemas, aproveita melhor as habilidades e competências de sua equipe, gera engajamento e, principalmente, alcança melhores resultados. Mas, lembre-se: “Não basta lançar a ideia, é necessário administrá-la durante e após a sua implementação”.

Tenho certeza de que muitos gestores escolares podem ler este texto e dizer: “Eu pratico o empreendedorismo e não sabia”. Pois bem, isso é muito comum. O que precisamos então é reconhecer a gestão empreendedora e formar os nossos gestores escolares para praticá-la. Algo que me faz querer falar do INTRAEMPREENDEDORISMO, mas, isso é assunto para um próximo texto.

E então, inquietou por aí? Como você vê a prática do empreendedorismo na gestão escolar e educacional? Conte a sua experiência e percepção!

Com afeto,

Patrícia Rs

 

Desafios da Educação

Comunidade Sebrae
PATRICIA RODRIGUES
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Administradora e Pedagoga de formação. Atualmente, doutoranda em Educação, docente e coordenadora de cursos na Educação Superior. Busco integrar Gestão e Educação, de modo a propiciar novos contextos de formação para crianças, jovens e adultos.

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