[ editar artigo]

A história de uma amante pelo artesanato

A história de uma amante pelo artesanato

Sou Loiva Maria Dezan, tenho 52 anos, sou natural de Ampére no sudoeste do Paraná, onde nasci e vivi por 28 anos, em uma casa simples no interior, estudei em escola pública pois era mais perto de minha casa. No período matutino frequentava as aulas, e no período da tarde ajudava meus pais nos trabalhos do dia a dia. Após ter concluído o ensino fundamental, cursei o magistério.

 

Em 1987, comecei a trabalhar como professora em uma comunidade do interior de Ampére à 10 quilômetros da minha casa, onde trabalhei por 3 anos com turmas multisseriadas, era responsável pelo ensino dos alunos e também a documentação, limpeza e o lanche e muitas vezes catequista e orientadora educacional.

 

Após alguns anos, fui trabalhar em uma escola na cidade onde só trabalhava meio período e o outro ajudava meus pais na roça, também comecei a frequentar grupos de jovens, voluntariado na igreja local e na coordenação da pastoral da juventude, com esses grupos tive oportunidades de frequentar vários eventos regionais promovidos pela diocese.

 

Com isso fiz novas, amizades e experiências, contribuindo para meu conhecimento intelectual e de lideranças, também conheci neste período meu futuro marido, que residia em Pato Branco.

 

Neste período sempre tive interesse no artesanato, pesquisava muito e criava acessórios com sucatas, e  cartões para alunos confeccionarem nas datas alusivas, como: dia dos pais, mães, páscoa, natal entre outros, utilizava o que podia para  reciclar, também comecei a fazer costuras, pequenos reparos e realizei um curso de confecções industriais, mesmo assim continuava lecionando em meio período pois era concursada.

 

Em 1996, casei e vim morar na cidade de Pato Branco, onde continuei trabalhando como professora municipal 40 horas semanais. Como meu marido era líder de grupo de jovens e da pastoral só transferi minhas atividades que desenvolvia em Ampére para Pato Branco.

 

Continuei fazendo muitos cursos de artesanatos e não perdia nenhuma oportunidade de ampliar meus conhecimentos nas técnicas artesanais como bordados, pinturas em tecidos, cartões em papel vegetais, flores artificiais entre outras.

 

 Em 1998, nasceu minha filha Dgenys, aonde nos trouxe muitas alegrias e uma nova experiências como pais. Nesse período já tínhamos nossa casa própria e nosso carro, mas, ainda não era uma pedagoga formada, pois quando morava com meus pais não tive condições de freqüentar uma faculdade por questões financeiras e pela distância.

 

Em 2001 tive a oportunidade de iniciar a faculdade pela UFPR, onde o curso era semi-presencial, com aulas nos finais de semana, durante a semana trabalhava, realizava os trabalhos da faculdade, e cuidava de minha filha, como também tentava produzir crochê, tricô, chinelos bordados, sempre era um dinheiro extra para o lanche na faculdade. Foram quatro anos de muito crescimento e dedicação e em 2005 conclui Pedagogia.

 

Em seguida cursei pós em Educação especial e jovens e adultos, mas sempre trabalhei com alunos pré ao 5ºano do ensino fundamental em escola pública, mas como todas as pessoas também tive uma decepção, ou uma nova experiência, a separação do matrimônio, muitas ideias diferenciadas no relacionamento, nossa filha já estava com 9 anos de idade, e achamos melhor cada um seguir seu próprio destino.

 

Tive uma fase de reflexão, aonde me questionava muito, os acertos, os erros e sempre procurei inovar e buscar capacitação em todos os cursos pedagógicos oferecidos para desenvolver o conhecimento da minha prática pedagógica e também de cursos em artesanatos.

 

Fui convidada a conhecer uma filosofia de vida chamada SEICHO-NO-IE, onde me identifiquei, pois trabalha o interior dos indivíduos, e o pensamento positivo, e até hoje sou divulgadora e também presidente da associação local.

 

Em 2014, iniciei uma pós CEEV (Ciclo de educação para a vida) onde no projeto de conclusão propos escolher um eixo para desenvolver, escolhi sobre o meio ambiente aplicado ao meu trabalho, então associei o tema a arte de criar jogos com objetos reciclados. o meu projeto se chamou “Transformar para brincar”, trabalhando o aprendizado e o lúdico, foi aprovado pela banca de avaliadores, um grande sucesso de realização pessoal. Fui convidada a apresentá-lo em seminário de educadores em Curitiba e Ibiuna e no Congresso Latino Americano realizado em São Paulo.

 

No início de 2019 aposentei-me após 32 anos trabalho em de sala de aula, como docente. Como gosto de artesanatos, fui criando e ampliando meus dotes para ocupar o tempo e também para presentear e ter uma segunda renda.

 

Gosto de ajudar o meio ambiente, e por este motivo estou realizando artesanatos com matérias reciclados como: calças jeans, garrafas, retalhos de tecido, vidros, flores em EVA, velas, sabonetes, bordados com patchowork, mascaras, biscuit, biscoitos decorados, aventais, bolsas, tapete, copos, castiçais e lustres.

 

Aprecio muito receitas caseiras valorizando o conhecimento do senso comum. Participo de projetos oferecidos pelo clube recreativo, em atividades física: hidroginastica, alongamento e caminhadas. Sem deixar de lado  um bom sucos natural com meus legumes, e frutas que colho no meu quintal.

 

No final do ano de 2019, conheci uma linha de produtos naturais chamada NATW’S LIFE, participei de vários treinamentos de utilização para o bem estar da saúde, estou como representante dos produtos e com boa aceitação no mercado.

 

Sou conhecedora que, o artesão enfrenta dificuldades, em expor seus trabalhos, pois nossa região ainda é pouco desenvolvida neste ramo comparando com estados do nordeste brasileiro e não possui incentivos e não existem parâmetros para podermos registrar nosso trabalho e comercializá-lo.

 

No final de 2019, fui informada por minha filha estagiária do SEBRAE da existência de um Projeto para mulheres empreendedoras, logo comecei a fazer parte do SEBRAE DELAS, mulheres de negócio onde participo de palestras, consultorias, trocas de experiências e conhecimentos que fazem refletir em que estou desenvolvendo, o que preciso para melhorar na confecção dos meus produtos. Tudo isso com intuito de poder lucrar e ser valorizada no que faço.

 

Como estou iniciando esse processo ainda não posso relatar novas experiências com relação a gestão, estrutura, funcionamento e entre outros eixos que envolvem uma empresa, mas saliento que meu objetivo é, criar o meu próprio negócio e vou precisar de muitas orientações vindas dos consultores do SEBRAE. Nós Mulheres de negócio devemos nos capacitar e acompanhar a evolução do mercado, em vários segmentos.

Empreendedorismo Feminino 👠

Comunidade Sebrae
Ler conteúdo completo
Indicados para você