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Luiza Lazarotto Trajetória Empreendedora

Luiza Lazarotto Trajetória Empreendedora

Meu nome é Luiza Maria Lazarotto, tenho 57 anos, divorciada, e mãe de duas filhas. Sou pedagoga e também artesã.

Até a década de 90 me dedicava exclusivamente às tarefas domésticas, e cuidar das minhas filhas, vivíamos do salário do meu marido como Bombeiro Militar. Nesta época, houve uma crise no estado de Santa Catarina, e os militares ficaram alguns meses sem receber os salários. Precisávamos fazer alguma coisa com urgência para prover o sustento da família, e começamos por onde tínhamos condições, como vendedores ambulantes.

Pegamos uma época de ouro para o comércio pra quem vivia na Fronteira, além de termos um movimento extraordinário de clientes argentinos, o valor do peso (moeda argentina) era equiparado ao dólar, além do lucro da venda, ainda lucrávamos no câmbio. Nesta época, conseguimos construir nossa própria casa, um sonho distante para quem vivia com a renda de funcionário público assalariado.

Existia nesta época uma intolerância e um preconceito muito grande para com os vendedores ambulantes, e uma dificuldade ainda maior em conseguir alugar uma peça comercial para estabelecer meu negócio, já que os alugueis tinham preços exorbitantes e cotados em dólar.

No final dos anos 90, a dificuldade em conseguir o alvará, a construção de uma grande estrutura no local onde trabalhávamos, aliado a queda no movimento argentino, não permitiu que continuássemos trabalhando daquela forma. Foi necessário começar mais uma vez. Mudamos de ramo, e trabalhamos por dois anos com uma pequena frutaria, nesta época já conseguíamos pagar um aluguel em uma peça modesta.

Trabalhar com o ramo alimentício nunca foi uma coisa que me atraiu, e aos poucos, fazendo muito artesanato (sapatinhos e roupinhas de bebê em tricô e crochê) voltei a inserir artigos para presentes, acessórios e papelaria, e fui transformando a frutaria na Lua Presentes. Nome que que além de homenagear o satélite terrestre também representam as iniciais do meu nome e das minhas filhas (Luiza, Andressa e Ammanda).

Em 2005 após um divórcio inesperado e repentino, aliado a mais uma crise econômica na Fronteira, precisei reconstruir meu negócio mais uma vez. Por falta de condições em manter o aluguel onde estava estabelecida, precisei mudar pra uma peça comercial menor e não tão bem localizada. Já quase sem mercadorias e sem dinheiro para investir, e com muitas dividas para pagar, precisei fazer muito artesanato para manter e aos poucos retomar o funcionamento do meu negócio.

Ao longo dos últimos 15 anos, participei de inúmeros treinamentos e consultorias oferecidos pelo Sebrae, como por exemplo Formação do Preço de Venda, Gestão de Visual de Vitrines, Gestão, e inovação.  Estes treinamentos, aliados a criação da categoria MEI, me auxiliaram a manter sempre o pé no chão, e continuar a construção do meu negócio de forma prudente e concreta.

Ainda não tive a possibilidade de contratar funcionários e nem fazer um up grade para a categoria Simples, mas tenho plena convicção que é apenas uma questão de tempo, com trabalho duro, e pés no chão, continuarei empreendendo e crescendo.

 

Empreendedorismo Feminino 👠

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