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Sou a Minha Melhor Versão

Sou a Minha Melhor Versão

Tânia Terezinha Luza, tenho 49 anos, sou casada há 29 anos, tenho 2 filhos:  Felipe 26 e Camile 16. Ingressei no mercado de trabalho com 14 anos, vendia revistas e gibis numa banca. Depois atuei como auxiliar administrativo em empresas privada e pública. Professora por formação, lecionei por 10 anos, enquanto conciliava meu tempo com o escritório de Representação do meu esposo.

Ter dois trabalhos em áreas totalmente diferentes tem ônus e Bônus. Compensava financeiramente, mas as vezes eu sentia que não estava plenamente em nenhum. Os dois trabalhos exigiam muito, eu trabalhava em média 12h por dia, e como toda mulher que trabalha, eu sou dona de casa, mãe e esposa. Quando eu engravidei da minha segunda   filha, ficou difícil manter essa carga horária. A empresa de Representação, ia muito bem e precisava que eu estivesse presente em tempo integral, pois eu atuava no departamento financeiro, administrativo e comercial.  Me vi numa “encruzilhada”, tendo que decidir qual caminho seguir. De um lado empresa familiar e de outro a estabilidade de um emprego público. Escolhi a família. Ter flexibilidade de horário e poder estar presente com os filhos, foi o fator decisivo. Focando em um único negócio, vi o escritório decolar, e aumentar o faturamento consideravelmente, mas me sentia a intrusa do negócio, pois esse era o negócio do meu esposo, foi ele que começou, e ter que dar satisfação das minhas decisões, principalmente na parte financeira, era uma coisa que me incomodava muito, pois desde meus 14 anos eu tinha independência.

Após 6 anos, com os filhos já crescidos, comecei a buscar um novo negócio. Eu tinha aprendido a vender, mas queria algo independente, pensei em voltar para a Docência, mas recomeçar seria um trabalho árduo. Até que numa madrugada de domingo, acordei com uma ideia de negócio: “vou montar uma loja de colchões, num formato diferente”, foi com essa frase que acordei ele no meio da noite, claro que ele me mandou dormir... rsrs.  Desse dia em diante foram muitos obstáculos. Primeiro convencer o marido que daria certo, depois apresentar a proposta para Americanflex e convencer a todos que meu modelo de negócio daria certo. Quando eu falava ninguém me dava credibilidade, e os obstáculos eram muitos, mas eu não desistia. Intuitivamente eu fui construindo aquilo que eu acreditava e devagarzinho conquistando o respeito das pessoas.

Eu conhecia a Americanflex porque nós somos representantes na região, então sabia que o produto era de qualidade, e meu propósito era ajudar as pessoas a fazer a compra certa do colchão. Comecei meu negócio pequeno, pouco capital de giro e os primeiros anos não foi fácil. Eu tinha que provar o por que eu não queria ser só mais uma porta aberta, foi difícil. Me reinventei várias vezes, mudei as estratégias, e continuo aprendendo. Ser empreendedor não é pra pessoas acomodadas, você tem que “respirar” o teu negócio, por isso você tem que ter paixão e acreditar no que você faz.

Minha loja tem 9 anos, o faturamento vem aumentando a cada ano. Hoje tenho o respeito e credibilidade das pessoas e dos fornecedores. Uma carteira de clientes de causar inveja a qualquer empresa, com alto índice de satisfação. Sou uma referência no segmento de colchões, coleciono elogios pela excelência no atendimento.

O meu plano de gestão está focado na qualidade dos produtos que vendemos e pelo atendimento diferenciado que damos aos clientes. Para nós, cada cliente é único, suas necessidades e expectativas são respeitadas, por isso não entregamos apenas um produto, mas um trabalho, que vai desde indicação do produto, como consultoria de tamanhos, tecnologias que melhor se adequa ao apresentado pelo cliente.

Como toda empresa, estamos sempre inovando, buscando soluções e treinamentos constante. Conhecer a fundo o produto que você vende, identificar as “dores” dos clientes, surpreender desde a primeira abordagem até a entrega do produto, atenção ao pós-venda e pesquisa de satisfação, faz com que estejamos sempre atentos a qualidade do trabalho ofertado.

Para nós, experiência não é anos fazendo a mesma coisa, é a capacidade de nos reinventar, e recomeçar sempre que necessário. Mas não precisamos fazer isto sozinho, há 2 anos participo dos programas oferecidos pelo Sebrae “Sebrae Delas”, são cursos, palestras, consultorias e mentorias.  Fazem com que você pense e repense seu negócio, aumente sua Network e esteja atento as novas tendências empresarias e comportamentais.

A expectativa para 2020 era grande. Bons projetos, economia dando sinais de crescimento, o ano que antecede a nossa primeira década de existência, estava tudo se encaminhando para ser um sucesso, até que meados de março vem a Pandemia... o mundo parou, portas fechadas, incertezas, medo, Pânico, Instabilidade total. Como recomeçar não é problema para mim, recomecei estudando, fazendo consultorias, mentorias, buscando entendimento para viver esse “novo normal . Adaptabilidade foi a minha bandeira. Aproveitei os dias sem clientes, e fiz os ajustes necessários para seguir em frente. Revisei preços, intensificamos atendimento On line, focamos na nossa segurança e dos clientes e fomos nos fortalecendo, vivendo um dia de cada vez e nos ajustando. As coisas começaram a acontecer, abril foi o mês que mais vendemos no primeiro semestre, fechando o semestre com crescimento em comparação ao mesmo período do ano passado.

O que eu aprendi com a Pandemia? Aprendi que temos que estar preparados diante do inusitado, que não existe cartilha pronta, que empreender é para pessoas destemidas, que “corda bamba” é o Status do empreendedor. Ser resiliente é uma necessidade, que o jogo não está ganho, que é um reinvente-se constante, mas que acima de tudo é muito compensador.

Essa sou eu, minha vida, meu trabalho, minha pequena contribuição para os que assim como eu acreditam nos seus sonhos e tem coragem para persegui-los.

Empreendedorismo Feminino 👠

Comunidade Sebrae
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