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Vai passar! Tudo vai passar!

Vai passar! Tudo vai passar!

 

Adoro artesanato desde a infância! Estudei em colégio de freiras onde trabalhos manuais faziam parte do currículo e minhas primeiras correntinhas de crochê aprendi com uma tia avó de minha mamãe aos cinco anos de idade!

Ao longo dos anos, eu aprendi muitas coisas lindas, em crochê, tricô, bordados, costura criativa, etc., mas a vida me ofereceu outro caminho até a minha aposentadoria. Me aposentei aos 60 anos, em outubro de 2017, como auxiliar de serviços gerais no HMM no setor de Nutrição.

Sempre fui muito criativa e até por conta de baixos salários, meus presentes aos meus afetos sempre foram algo que eu havia feito com minhas mãos... "Só quem faz sabe o prazer que isso proporciona". É muito bom dizer “fui eu quem fiz”!

Meu sonho era me tornar artesã profissional. Planejei que quando eu me aposentasse, conseguiria empreender e ao longo do tempo fiz aquisições em máquina de costura e vários materiais para tal.

 Quando me aposentei, resolvi mudar para São Paulo para ficar mais próxima ao grande mercado de insumos para meu empreender. Aluguei minha casa em Maringá e lá fui eu. Infelizmente, não fui muito feliz, pois fui premiada por “Capsulite adesiva” nos dois ombros. Passei a sentir dores incapacitantes, primeiro no ombro esquerdo e depois no direto, a ponto de não conseguir me vestir sozinha. Tentei quase dois anos tratamento em SP pelo SUS. Fiz até acupuntura. Nada resolveu, pois, é tudo muito moroso, não havia continuidade no tratamento, quando começava a melhorar, parava e voltava ao início.

Resolvi voltar a Maringá. Venceu o contrato de meu inquilino e pedi a casa. Em Maringá tenho o convênio da PMM com o SAMA. Fiz fisioterapia e tratamento rigoroso com medicação pesada. Por fim vi melhoras!

Em fevereiro de 2020 me associei com ajuda da Marlei a Associação Gralha Azul e comecei a fazer feiras aos domingos no Parque do Ingá. Fiz exatas quatro feiras e veio a Pandemia. Não tive contato nem com os integrantes da Associação de maneira efetiva. Faltou tempo.

Tenho material e muita vontade. Não tenho nenhuma aptidão com as ferramentas digitais. E como "Passarinho só não faz verão" tenho buscado tutoriais no YouTube, mas tenho dificuldade com a linguagem técnica utilizada. Hoje, acompanhando um tutorial, teria que fazer um print - Não faço nem ideia o que seja isso -, terei que buscar aprender e entender a tal da internet. Não vou desistir!

Estou cumprindo o isolamento e tenho me resguardado por mim e por quem tem que sair e não tem a opção de ficar em casa. Estou em compasso de espera e penso: VAI PASSAR, VAI PASSAR.

Enquanto isso, aproveito o material que comprei e vou criando. Tenho coisas lindas prontas, mas nenhum contato com ninguém pessoal. Enfim, estou absolutamente reclusa!

O que me fortalece é justamente meu DEUS maravilhoso e o dom de poder criar diariamente, mesmo que seja um brinquinho simples em crochê. Sinto muita falta de família, amigos, sociabilização, mas sou grata pela minha vida, minha saúde, minha fé e minha esperança! Aguardo por dias de muitos abraços! Sou grata pela possibilidade de fazer contatos virtuais, mas mesmo esses, me são difíceis ainda.

Silvina Andrienco

https://www.facebook.com/silvinaandrienco.sil

Empreendedorismo Feminino 👠

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