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Os 6Ds do crescimento exponencial: compreendendo o ciclo das grandes inovações tecnológicas.

Os 6Ds do crescimento exponencial: compreendendo o ciclo das grandes inovações tecnológicas.

Vivemos em uma era econômica que, até então, é a mais dinâmica já experimentada pela humanidade. As mudanças acontecem diariamente e cada vez mais inovações são colocadas a prova, em uma velocidade inédita e de maneira exponencial. Muitas vezes, essas inovações não se adaptam ao mercado e às legislações vigentes logo de início, justamente porque são criadas para o futuro. E, quando é chegado o momento, quando esta tecnologia em questão atinge sua curva de crescimento, é o mercado que se adapta a elas.

Esta é uma das principais lições que necessitamos compreender: as tecnologias de um futuro não tão distante estão literalmente sendo criadas hoje, em uma empresa que pode estar aí, do seu lado. Ou até mesmo pela sua empresa.

Vejamos exemplos famosos e populares. Apple, Netflix, Uber, Spotfy, dentre tantas outras dos tempos atuais, promoveram mudanças impactantes e desestabilizaram ou tornaram obsoletas as concorrentes de seus respectivos mercados, exigindo que muitas se reinventassem para continuar ativas. Ou, até mesmo, fazendo com que algumas desaparecessem, como é o caso das locadoras de vídeo, nunca mais vistas após a “era Netflix”.

Este tipo de inovação é a chamada inovação disruptiva, ou seja, que rompe barreiras e causa um choque no mercado. Porém, podemos observar que é um mecanismo de transformação que passa por um processo. Nenhuma das empresas citadas acima chegou ganhando uma grande fatia de mercado do dia para a noite.

Para inovar de forma disruptiva é necessário, portanto, compreender o momento econômico, social e tecnológico global, e ter paciência para acompanhar os resultados e impactos que uma nova tecnologia disruptiva pode causar em um cenário próximo.

Os 6 Ds da disrupção e o ciclo de uma tecnologia exponencial

Peter Diamandis, co-Fundador da Singularity University, é um dos principais autores que defende a disrupção como algo essencial para a Nova Economia, nos ajuda a compreender melhor este processo. Ele defende que as tecnologias passam pelos 6Ds da disrupção. Sendo eles:

Digitalização, Decepção, Disrupção, Desmaterialização,
Desmonetização e Democratização.


Vejamos cada caso.

1. Digitalização  |  É preciso compreender que qualquer produto ou serviço passível de digitalização, tem um potencial de crescimento exponencial. Peter nos conta isso usando o exemplo da Kodak, que criou a câmera digital. Porém, não enxergou o potencial da tecnologia no futuro, e manteve seu modelo de negócio com as câmeras tradicionais, para continuar vendendo filmes. Ou seja, o que ainda não foi digitalizado, será. Se não for por você, será por um concorrente seu.

2. Decepção  |  Ao lançar algo com tanto potencial disruptivo, começa a fase da decepção. Ou seja, mesmo que o produto inicie a fase de vendas, não é logo de cara que ele terá resultados globais. Mas, é preciso observar que, diante da necessidade e da novidade, logo de início seu crescimento já é exponencial, ou seja, com números que se duplicam com uma velocidade regular e cada vez maior. No entanto, é preciso paciência, pois os resultados começam pequenos.

3. Disrupção  |  Finalmente a inovação atinge o ponto em que abala completamente o mercado. Uma inovação que impacta todo o cenário, cria seu próprio mercado, desbanca concorrentes e torna obsoletas as tecnologias existentes.

4. Desmaterialização  |  O que era físico, passa a ser digital, se desmaterializando. Pegando o exemplo dos smartphones, quantos itens diferentes seriam necessários hoje para fazer tudo que os nossos celulares fazem? Calculadora, rádio, câmera, agenda, GPS, etc.

5. Desmonetização  |  A tecnologia tem o potencial de fazer com que estas inovações fiquem cada vez mais baratas e acessíveis e esse potencial é o que o autor chama de “desmonetização”.

6. Democratização  |  A inovação disruptiva passa por fim pela democratização. Ou seja, se democratiza a partir dos preços mais baixos, empodera pessoas por meio da tecnologia e fazendo com que a concorrência se adapte.

Analisando, passamos a entender que os 6Ds não são uma fórmula mágica, mas refletem o ciclo de vida de várias das soluções mais inovadoras do mundo (como demonstrado no gráfico acima). Podemos extrair, portanto, uma importante lição para os empreendedores: é preciso se antecipar para alcançar sucesso e disrupção em um mercado futuro, e não desistir quando os resultados ainda não forem aparentemente os melhores.

 

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"Ah! Um agradecimento especial à Fernanda Rodrigues que me ajudou com esse texto"

Empresas Inovadoras

Comunidade Sebrae
Lucas Ferreira Lima
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Coordenador Estadual da linha estratégica de Potencialização no Sebrae Paraná.

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