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PENSAMENTO/INOVAÇÃO DISRUPTIVA

PENSAMENTO/INOVAÇÃO DISRUPTIVA

Pensamento disruptivo é um processo no qual uma empresa menor e com menos recursos é capaz de desafiar com sucesso as empresas estabelecidas.

A teoria da inovação disruptiva foi criada pelo professor de Harvard Clayton M. Christensen em sua pesquisa sobre a indústria do disco rígido e mais tarde popularizado pelo seu livro “The Inovado  r’s Dilema“, publicado em 1997.

Mercados e setores da indústria estão passando por uma transformação digital. Aquela velha abordagem: “vamos esperar para ver” hoje em dia não funciona. Sua marca, seus produtos e seus serviços sempre terão de evoluir, em processo contínuo, para permanecer relevante em um mundo dominado pelo aumento da disrupção.

O pensamento disruptivo precisa começar com uma pergunta simples: Existe uma maneira melhor de se fazer isso? Observar como as cosias são feitas (processos) e aplicar tecnologia, é um caminho simples para ter bons insights (modelos de negócios). Existem a nossa disposição, ferramentas e tecnologias para ajudar a melhorar o que temos atualmente. Por exemplo: GPS do celular, Arduíno, NFC, API’s , Beacons, frameworks, etc.

Cada vez mais, nos deparamos com tecnologias disruptivas, inovações disruptivas e empresas que fazem da disrupção seu diferencial competitivo.

Mas, para além das inovações de alto nível e últimas tecnologias, o termo diz respeito a um processo específico que impacta mercados e transforma hábitos de consumo.

Agora mesmo, você está usando várias tecnologias que já foram consideradas disruptivas, e a qualquer momento tudo pode mudar com mais uma novidade avassaladora.

Qual será a próxima?

Que produtos e serviços serão substituídos em breve?

Como seu negócio se posiciona nesses tempos de ruptura constante?

É importante lembrar que disrupção é uma força positiva. Inovação disruptiva não é o avanço da tecnologia. Tecnologia torna os produtos melhores. Disrupção torna os produtos e serviços mais acessíveis e baratos, tornando-os disponíveis em um mercado muitas vezes esquecido por grandes players com modelos de negócios engessados.

Para que serve a inovação disruptiva?

A inovação disruptiva serve para introduzir mais simplicidade, conveniência e um custo-benefício superior no mercado.

Seu impacto é especialmente importante em segmentos que mantêm altos preços e soluções complicadas como padrão.

Um exemplo clássico é o computador pessoal, que surgiu para desafiar a indústria de computadores corporativos da década de 1970.

Na época, a pioneira Apple começou a vender seus computadores para usuários que eram apaixonados por tecnologia, mas que jamais poderiam pagar US$ 200 mil pelas máquinas.

A ideia de levar os computadores para dentro de casa pareceu inusitada para muita gente no início, porém logo se mostrou acertada.

Pouco a pouco, tecnologias melhores e mais baratas surgiram para atender a todos os públicos e, assim, revolucionar a indústria e a vida de milhões de pessoas.

Como é o processo de inovação disruptiva?

O processo de inovação disruptiva começa com soluções e tecnologias experimentais e em pequena escala.

Tipicamente, os disruptores focam seus primeiros esforços em públicos que foram negligenciados pelas empresas incumbentes (que detêm uma fatia considerável do mercado).

No início, toda inovação desse tipo pode parecer pouco atrativa e restrita a um pequeno nicho, pois os lucros ainda não são aparentes.

Mas é exatamente essa a estratégia das empresas disruptivas: conquistar um público limitado com uma inovação radical, para depois elevar a qualidade da oferta até atender às expectativas do mainstream e dos públicos mais seletos.

Por se tratar de um processo longo, muitas empresas consolidadas sequer percebem a ameaça da inovação disruptiva tomando o lugar de seus produtos.

Por exemplo, a Blockbuster não prestou atenção na Netflix a tempo, como relata o próprio Christensen em artigo de 2015 para a Harvard Business Review.


Efeitos colaterais da inovação disruptiva

Como qualquer tendência econômica, a inovação disruptiva tem seus efeitos colaterais.

Um dos principais problemas das inovações mais radicais é seu componente destrutivo, pois o impacto repentino nos mercados gera vencedores e perdedores.

Para que a inovação disruptiva seja válida, teoricamente, os ganhos para a sociedade e consumidores devem ser superiores às perdas das empresas eliminadas.

Outro problema recorrente é a obsolescência programada, ou seja, a decisão de desenvolver produtos que se tornarão obsoletos propositalmente em determinado prazo, para obrigar os consumidores a comprar as novas versões.

Há ainda os impactos ambientais da saga pelas tecnologias mais avançadas, que podem custar muito caro para as futuras gerações. Vale a pena sair da caixa, enxergar o outro, livrar-se de ideias pré-concebidas e aceitar que a única coisa permanente é a mudança, que isso faz parte do processo.

 

Joelma Barbosa Katto

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