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Primeiro aparelho portátil de RM na história está em fase de estudos nos EUA

Primeiro aparelho portátil de RM na história está em fase de estudos nos EUA

Publicado na revista JAMA Neurology, um estudo recente realizado em pacientes de uma unidade de UTI hospitalar mostra resultados promissores com o teste do primeiro aparelho portátil de ressonância magnética (RM) na história. 

O dispositivo inovador detectou com eficácia anormalidades cerebrais em quase todos os pacientes estudados, abrindo caminho para novas capacidades de diagnóstico à beira do leito.

Desenvolvido pela empresa Hyperfine, o sistema de imagem por RM no POC (ponto de atendimento ao paciente, do inglês Point of Care) foi revelado pela primeira vez em 2019. Segundo a empresa de tecnologia em saúde, O dispositivo é 20 vezes mais barato, usa 35 vezes menos energia e é 10 vezes mais leve que os atuais aparelhos de ressonância magnética.

 

Vantagens comparado aos aparelhos tradicionais


Os aparelhos tradicionais de RM são dispositivos grandes e caros, exigindo salas personalizadas para conter os poderosos campos magnéticos usados ​​para a geração de imagens. Até recentemente, a perspectiva de um aparelho de ressonância magnética portátil era inimaginável. Mas, os avanços recentes no poder da computação permitiram que as imagens fossem produzidas usando ímãs menores.

aparelho de rm

Os campos magnéticos usados nos aparelhos de ressonância magnética são quantificados com uma unidade de medida chamada Tesla (T). Para comparação, a maioria dos aparelhos atuais dependem de ímãs poderosos variando de 1,5 T a 3 T. O novo aparelho portátil da Hyperfine usa um ímã significativamente menor de apenas 0,064 T.

Isso significa que o aparelho pode ser facilmente manuseado ao lado do leito do paciente, sem implementar medidas de proteção no ambiente ao redor. O aparelho também usa menos eletricidade do que os grandes aparelhos de ressonância magnética, permitindo que seja alimentado, simplesmente, por uma tomada de parede padrão.

Os pesquisadores da Yale Medicine testaram a eficácia do aparelho em 30 pacientes internados na UTI de neurociência do Hospital Yale New Haven, nos Estados Unidos. Segundo os profissionais, o aparelho detectou, em 29 dos pacientes, uma variedade de anormalidades que vão desde tumores cerebrais até AVCs.

 

Aparelho portátil de RM contra a Covid-19


O estudo também aproveitou a oportunidade para estudar os efeitos neurológicos do COVID-19 em 20 pacientes internados em terapia intensiva. Dada essa natureza, esses pacientes geralmente não podem ser transportados para salas de RM para realização de exames de imagem. Portanto, essa análise de prova de conceito sugere que a portabilidade do aparelho POC permite que muitos mais pacientes sejam investigados. 8 dos 20 pacientes com COVID-19 mostraram anormalidades neurológicas agudas associadas à doença.

 

Lançamento do Aparelho Portátil de RM


Entretanto, mais testes são necessários antes que o aparelho seja lançado comercialmente para a prática clínica e mais estudos precisarão comparar diretamente esses resultados de ressonância magnética POC com os resultados de ressonância magnética convencional.

Porém, a empresa Hyperfine é clara ao afirmar que este novo aparelho não foi projetado para ser um substituto às imagens tradicionais de ressonância magnética e sim complementar essas ferramentas de diagnóstico.

Se efetivamente validado em testes posteriores, o aparelho portátil oferecerá novas e grandes oportunidades de diagnóstico para os médicos. Por exemplo, em situações de terapia intensiva o aparelho permite uma avaliação rápida de lesões neurológicas e a nova capacidade de coletar medições em série, introduzindo perfis de imagem temporal do mesmo paciente ao longo de vários dias ou semanas.

Além disso, a mobilidade do aparelho também permite um melhor diagnóstico em ambientes rurais ou remotos. Os desenvolvedores levantaram a hipótese de até mesmo integrar o aparelho em ambulâncias para avaliações móveis de pacientes. Isso poderia oferecer aos paramédicos, por exemplo, a capacidade de diagnosticar um AVC antes mesmo de o paciente chegar ao hospital.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site https://star.med.br/ . O estudo foi publicado na revista JAMA Neurology.

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