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Startup não é igual a ter produto de graça

Startup não é igual a ter produto de graça

Empresas de economia real precisam entender que startup não sinônimo de produto de graça

Eu fui numa reunião a um tempo atrás. O assunto era um evento que aconteceria na cidade e como seria possível montar conteúdo para que empresas tradicionais entendessem o mundo das startups. Ideia vai e ideia vem, e uma pessoa da mesa solta a seguinte frase: pois é, podemos fazer com que nossas empresas consigam produtos em parceria [de graça] ou mais barato com as startups, isso será ótimo!

Fiz aquela cara de paisagem que estou treinando há tempos para situações emergenciais, mas que nunca funciona, e continuamos no assunto conteúdos. Saí da reunião, o evento aconteceu (foi bem bacana por sinal) e agora estou aqui para escrever sobre isso. Um pouco tarde, claro, pois não posso dar muitas pistas por aí.

Por que um produto de startup não é igual a produto de graça?

Porque startup é um método de desenvolvimento de negócios. Neste sentido, claro, que em muitos casos, na fase inicial de testes e validação, as startups escolhem parceiros para testarem a solução. Porque, em troca, oferecem a solução sem custo. Porém, isso não será ao longo de toda a vida do negócio. Muito pelo contrário!

O método startup prevê que o negócio cresça rápido e não há crescimento de negócio sem faturamento. Isso é básico, pois se não vende, não há negócio. Para quem tem startup há algum tempo também e nada vende, ainda não há um negócio.

Por isso, é importante entender que a startup possui um método diferenciado de teste e validação de todas as etapas do negócio, mas como tal, não pode se dar ao luxo de colocar no mercado sua solução de graça. Além disso, se o preço da solução for baixo, as vendas terão que ser maiores para manter, no mínimo, o ponto de equilíbrio entre receita e despesa. Não tem nada de mágico até aqui, todo negócio busca esse ponto de equilíbrio, no mínimo.

Empresas de economia real e a inovação aberta

O conceito de inovação aberta trouxe para as empresas uma visão de que para inovar é possível olhar para dentro e para a fora, buscando em clientes, institutos de pesquisa ou startups soluções inovadoras. Por sua vez, as startups possuem uma forma diferente de desenvolver o negócio e assim estão avançando cada vez mais rápido.

Empresas de economia real que conseguem entender a dinâmica das startups estão, por exemplo, fazendo bons negócios, seja na forma de investimento, seja para a inserção de soluções inovadoras no mercado. Então, esse é o ponto.

Em primeiro lugar, digamos: aquele que pensa pequeno e aquele que pensa grande! Quem pensa pequeno, está em busca de uma solução barata, desenvolvida por pessoas mais jovens e que possam ser “domadas” quando necessário. Quem pensa grande, está olhando para a inovação, para novos mercados e para uma nova forma de ganhar dinheiro. Acho que era isso que eu devia ter falado na reunião, ei você: pensa grande ou pequeno? Já sei como ele pensa, não consegui disfarçar o espanto.

Empresas Inovadoras

Comunidade Sebrae
Tatiana Fiuza
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Gestora, sócia da Vlinder Estratégias para Inovação. Atuante no ecossistema de inovação de Londrina e atuou também no de Florianópolis. Mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia pelo PROFNIT-UEM. Mestre em Geografia pela UEL.

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