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Educação financeira para idosos: o perigo dos empréstimos consignados

Educação financeira para idosos: o perigo dos empréstimos consignados

Cuidar das finanças pessoais na terceira idade pode ser um verdadeiro desafio. Muita gente pensa que após tantos anos de trabalho e preocupações com dinheiro, é o momento de curtir a vida. Quem me dera!
 

A educação financeira para idosos é uma ferramenta essencial para garantir a autonomia e auxiliar a tomada de decisões, ela ajuda a ter uma qualidade de vida mais tranquila.

Dados do Disque 100 – canal de informações e denúncias de violações dos direitos humanos do governo federal – apontam que os idosos são o segundo grupo de pessoas mais vulneráveis e em 2020 foram registradas 48 mil queixas de violência. 

A negligência representou quase 80% do total de denúncias recebidas. Na sequência vem a violência psicológica (24%) e abuso financeiro (20%), violência física (12%) e institucional (2%). Em geral, as violações são praticadas pela própria família, como filhos, netos, genros, noras, entre outros.

De acordo com um levantamento da Federação Brasileiras de Bancos (Febraban), houve aumento de 60% nas tentativas de golpes financeiros contra idosos desde o início da pandemia da covid-19. 

 

Como fazer um controle de gastos na terceira idade?

Para ter uma vida confortável, os idosos precisam ter um orçamento e planejamento financeiro detalhado para conseguir pagar todas as despesas, ter dinheiro para o lazer e uma reserva de emergência para situações imprevistas. 

O primeiro objetivo sempre é formar uma reserva de emergência, mas depois poder estabelecer outras metas para suas finanças e ficar menos suscetível a gastos desnecessários.

Colocar tudo na ponta do lápis é a primeira iniciativa para fazer a gestão do dinheiro e o controle de gastos. Pode ser no bom e velho caderninho, que fica acessível a qualquer momento.

Para facilitar, a dica aqui é utilizar o modelo de orçamento 50/30/20 que vai dividir a sua renda em gastos essenciais, supérfluos e investimentos. 

  • 50% para essenciais: moradia, alimentação, condomínio, plano de saúde, telefone, transporte, entre outros;
  • 30% para supérfluos: compras, presentes para familiares ou amigos, comida em restaurante, entre outros;
  • 20% para guardar: este é o percentual indicado para poupar dinheiro todos os meses e montar a reserva de emergência ou realizar um sonho.

Vale lembrar que os percentuais são ajustáveis à sua realidade financeira , portanto você poderá fazer um 70/20/10 ou 80/10/10. 

Desta forma, é possível visualizar as suas finanças pessoais na totalidade e fazer o controle de gastos para não dar um passo maior do que a perna. Sem planejamento, é muito fácil se perder nas contas e acabar gastando mais do que deveria. Mas é importante lembrar que apenas planejar não basta, pois é preciso comparar, no final das contas, quanto realmente foi gasto em relação ao planejado. 

O perigo dos empréstimos consignados

A facilidade do crédito consignado para ajudar um filho que passa por dificuldades financeiras ou fechar as contas do mês podem desestabilizar o orçamento dos idosos. Isso porque esta modalidade de empréstimo desconta as parcelas direto do pagamento e, caso não seja algo muito bem planejado, pode virar uma bola de neve e deixar o saldo vermelho no final do mês. 

A inadimplência entre pessoas com mais de 60 cresce ano após ano. É por isso que a educação financeira é uma ferramenta fundamental para que os idosos e pessoas de qualquer faixa etária não fiquem endividadas. Quando você sabe cuidar do seu dinheiro, tem condições de avaliar as suas finanças pessoais e tomar decisões antes de ceder ao impulso de pegar dinheiro emprestado sem avaliar as consequências. 

Para quem recebe apenas a aposentadoria, por exemplo, é muito importante ter ciência de que se contratar um crédito consignado, a renda dos próximos meses será menor e, consequentemente, terá impacto no padrão de vida. 

Como você está planejando seu futuro financeiro? Me conta nos comentários!

 

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