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O Brasil e o Comércio Internacional

O Brasil e o Comércio Internacional

Na década dos anos 80 do século XX circulava na mídia brasileira uma frase promovida pelo governo federal que afirmava “Exportar é o que importa”. Durante muito tempo o governo brasileiro buscou e busca incentivar as exportações dos chamados produtos não tradicionais para mercados não tradicionais.  As exportações brasileiras se compõem principalmente de commodities ou matérias primas (produtos tradicionais) e são exportadas para mercado conhecidos como a China, os Estados Unidos, Japão, países do MERCOSUL e União Europeia (mercados tradicionais).

Segundo dados da OMC - Organização Mundial do Comércio, o Brasil foi o 27º 

exportador global de mercadorias em 2019, com fatia de 1,2% do total global. Já no lado das importações, o país preservou o 28º lugar, com 1,0% do total mundial. Para ser a decima economia do mundo, a posição ocupada como trader internacional é muito tímida. Uma justificativa dessa situação é a de que o acesso ao mercado internacional, principalmente na exportação, exige um conhecimento muito especializado e de que o mercado interno é grande demais para se aventurar no mercado externo.

E ainda mais. Há uma grande concentração no número de empresas brasileiras que participam desse mercado internacional. Segundo dados do SEBRAE, no ano de 2020 há mais de 19 milhões de CNPJs ativos. E segundo dados do Ministério da Industria e Comercio Exterior – MDIC, no mesmo ano, há apenas 21.852 empresas exportadoras e 36.269 importadoras, totalizando 58.121 empresas que participam no mercado internacional. Isso representa 0,30% do total de CNPJs.

O Brasil e suas empresas brasileiras ainda tem muito a navegar para serem verdadeiras players e traders internacionais.

Alguns empresários entrevistados em consultorias especializadas em comércio exterior afirmaram que há muita dificuldade para superar os trâmites       burocráticos, a documentação exigida. Outros ainda estão na dúvida se os seus produtos tem qualidade internacional. E o maior entrave apresentado está na logística internacional. Custo de fretes, prazos, e até os materiais utilizados na embalagem dos produtos.

Para outras empresas, a sua organização interna ainda tem que ser melhorada para poder enfrentar esse desafio. Conseguir profissionais capacitados que gerenciem o processo internacional. Outros afirmam que os gastos da transação, além de ser elevados, tem um ciclo operacional bastante longo o que pode afetar o fluxo de caixa. E também a falta apoio institucional no sentido de buscar mercados no exterior.

Na importação observa-se um rápido crescimento das operações, principalmente de produtos de consumo imediato como celulares, confecções, materias primas e insumos, máquinas industriais, entre outros. E, agora em tempos de pandemia, a importação de material ligado com a proteção à saúde. Muitos brasileiros, seja na forma de pessoa física ou de CNPJ estão entrando neste mercado. Ainda que a rápida elevação da taxa de cambio representa um risco financeiro imediato e que pode inviabilizar o negócio, os preços acabam se adequando no mercado interno.

O comércio exterior brasileiro parece que está se encaminhando de atividade econômica inexpressiva  para uma atividade econômica central o que pode viabilizar novos e excelentes empreendimentos de pequeno porte.

Mas sem esquecer que o comércio internacional, seja na importação ou na exportação é determinado por regras, normas técnicas e legislações, de natureza fiscal, administrativa, financeira, comercial e logística que devem ser seguidas rigorosamente para conseguir os resultados esperados.

A INTERNET, os meios digitais, as mídias sociais estão a facilitar as transações internacionais proporcionando ambiente na geração de novos negócios e de pequeno porte.

Pense nisso!

Fontes de pesquisa:

https://datasebrae.com.br/totaldeempresas/

http://www.mdic.gov.br/index.php/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior/empresas-brasileiras-exportadoras-e-importadoras

Finanças e Tributos

Comunidade Sebrae
JOSE JOAQUIN CACERES
JOSE JOAQUIN CACERES Seguir

 Economista  Consultor de Negócios Internacionais  Consultor em Finanças Corporativas  Ministrante de Cursos de Capacitação Empresarial  Palestrante sobre Planejamento e Gestão Financeira  Professor universitário: ensino presencial e EAD

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