[ editar artigo]

Planejando o seu FLUXO DE CAIXA!

Planejando o seu FLUXO DE CAIXA!

Equilibrar as contas e manter um fluxo de caixa positivo pode parecer uma tarefa fácil em períodos bons, porém, em tempos de crise se torna uma tarefa desafiadora.

O controle financeiro é uma das mais importantes atividades da empresa, principalmente em momentos de instabilidade econômica.

É necessário refazer o planejamento financeiro neste momento, tentar reduzir custos e controlar as entradas e saídas de dinheiro, são essas ações que garantem que a empresa se mantenha saudável financeiramente. 

Existem diversas ferramentas que otimizam o processo de gestão e que permitem entender o cenário financeiro da empresa e assim planejar os próximos passos. Uma dessas ferramentas é o fluxo de caixa!

Empresário Dinheiro GIF - Empresário Dinheiro Show GIFs

O Fluxo de caixa é uma das ferramentas mais simples e úteis no dia a dia da empresa que tem como objetivo controlar o fluxo do dinheiro ao longo do tempo, através dele você conseguirá enxergar o ocorrido (contas recebidas e pagas) e o à ocorrer (contas à pagar e a receber). 

O fluxo de caixa é de fácil elaboração para as empresas que possuem os controles financeiros bem organizados, ele deve ser utilizado para controle e, principalmente, como instrumento na tomada de decisões.

Alguma vez na sua vida empresarial, você já se perguntou: Estou vendendo bastante, mas onde está o dinheiro?

Avaliando a questão acima aliada a períodos de crise, como o que estamos vivendo, é possível entender a importância do Fluxo de Caixa e partir disso ver os reflexos que a crise causa.

 

1. Descontos maiores e aumento de prazos

Por conta do cenário de crise os consumidores estão mais inseguros e com isso mais conservadores. Muitas pessoas negociam as compras pedindo descontos maiores e aumento de prazos para pagamento. Para não perder a venda a maioria dos empresários aceitam as condições propostas pelo cliente e pelo mercado.

No caso do aumento de prazos o reflexo no fluxo de caixa é uma entrada menor de recurso por mais tempo. Para diminuir o reflexo de uma renda mensal menor, o jeito é aumentar o volume de vendas. Faça as contas: Se antes você vendia um serviço por R$ 1.000 em dez parcelas iguais, você tinha uma entrada de R$ 100 por mês no seu caixa. O Mesmo serviço de R$ 1.000 vendido em 16 parcelas contribuirá com R$ 62,50 no caixa, R$ 37,50 a menos, ou seja, você precisará aumentar as vendas em 60% para sustentar seu fluxo de caixa!

Como aumentar o volume de vendas nem sempre é possível outros problemas acabam surgindo. Abaixo o segundo reflexo!

 

2.  A queda no recebimento é mais rápida do que a queda dos custos

A redução de custos é muito comum em épocas de crise, mas na prática o impacto real no fluxo de caixa leva algum tempo para acontecer, porque a maior parte das despesas não podem ser descontinuadas do dia para a noite.

Por exemplo, ao demitir um funcionário o impacto imediato no fluxo de caixa é um aumento de gastos, pois há todo o custo de rescisão que precisa ser pago. É provável que o caixa sinta o alívio de uma demissão, 45 ou 60 dias depois da realização da mesma.

É claro que quando buscamos reduzir despesas olhamos as que mais consomem dinheiro, porém,  também devemos dar atenção às pequenas despesas que quando somadas representam uma parte relevante do orçamento.

Em alguns casos, novos investimentos e compras são inevitáveis, computadores ficam obsoletos, móveis quebram, máquinas param, obras ou ajustes em infra estrutura podem ser necessários. Esses gastos alteram e muito o fluxo de caixa, principalmente em época de crise, nestes casos o melhor a fazer é buscar uma fonte de financiamento de médio prazo com juros baixo. Nos momentos de crise é muito importante se cercar de fontes de financiamento baratas mesmo antes de precisar usá-las.

Escrevi exclusivamente sobre crédito e sobre as linhas de crédito neste post.

 

3.  Cancelamentos, inadimplência e devoluções

Em momentos como esse, por insegurança ou por questões financeiras, muitos clientes podem voltar atrás, devolvendo produtos adquiridos, não pagando por serviços prestados ou suspendendo serviços que não julgam essenciais.

Nestes casos é ideal se atendar para algumas questões:

A primeira é valorize as melhores práticas de atendimento e relacionamento com seu cliente. Ainda existem empresas que não possuem processos de relacionamento com o cliente, que não fazem pesquisa de satisfação, o que é um erro grave. Pense que se você não tiver relacionamento com seu cliente alguém o terá.

A segunda é rever seus contratos e garantir que sejam bons para ambos os lados mas que tenham regras claras quanto às devoluções, inadimplências e cancelamentos. Não tente intimidar seu cliente com multas ou juros abusivos pois além das questões jurídicas, você queimará sua imagem perante a sociedade, principalmente em um momento que a crise está afetando muitas pessoas financeiramente.

A terceira se refere aos processos e práticas de cobrança. Estabelecer um procedimentos de cobrança é tão benéfico para você quanto para o seu cliente.

Imagine que todo mês você envia as cobranças três dias antes do vencimento, um dia antes de vencer você envia uma mensagem com um lembrete para seu cliente, um dia após o vencimento você envia outra mensagem agradecendo quem pagou e alertando àqueles que não te pagaram, três dias depois você entra em contato pessoalmente dizendo que ainda não recebeu, dez dias depois você envia uma mensagem dizendo que precisa receber e que infelizmente terá que acionar os mecanismos para proteção de crédito, quinze dias depois você aciona os mecanismos de proteção ao crédito.

Seus clientes conhecerão este procedimento com o passar do tempo e se habituarão a ele.

Os cliente que não pagam precisam ser cobrados mas isso tem que ser feito com profissionalismo e educação. Lembre-se que algumas empresas estão passando por dificuldades e que poderão priorizar o pagamento para os fornecedores que melhor se relacionam. Naturalmente os chatos e mal educados podem ficar para o fim da fila.

De forma geral, em tempos de crise precisamos sim reduzir despesas, evitar cancelamentos e devoluções, agir contra a inadimplência, aumentar o volume de vendas e ter opções mais atrativas para pagamento. 

E aí, gostou da publicação?

Conta para a gente o que achou nos comentários e continue nos acompanhando 😉

Se você ainda não faz parte da Comunidade de Finanças, não perca tempo e vem participar com a gente!

Finanças e Tributos

Comunidade Sebrae
Mariana Carvalho
Mariana Carvalho Seguir

Consultora do SEBRAE/PR | MBA em Gestão Financeira | Especialista em Gestão Empresarial | Especialista em Controladoria | Head da Comunidade Sebrae de Finanças e Tributos

Ler conteúdo completo
Indicados para você