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Quais empresas sofrerão mais rápido com a crise?

Quais empresas sofrerão mais rápido com a crise?

 

Não existe nenhuma dúvida que todas as empresas estão se ressentindo de alguma maneira, e, é óbvio que: algumas mais e outras menos.

 

Nosso foco é falar sobre aquelas empresas que já se veem diante de sérios problemas ou que até já tenham sucumbido.

 

Que o motivo é a falta de dinheiro, nenhuma novidade... passo então, a comentar quais perfis de empresas, avaliados pela sua forma de gestão que formam o primeiro pelotão neste grupo de risco:

 

  1. EMPRESAS SEM RESERVAS FINANCEIRAS E SEM CRÉDITO – Essas certamente já ficaram ou estão próximos do seu último suspiro.   

PORQUÊ?  Já na primeira medida do fechamento total, onde quase tudo parou por no mínimo 15 dias, as empresas sem reservas para seus compromissos diários, diante da queda brutal no seu faturamento, deixou de acumular seus parcos recursos e já não têm mais condições de reação, pois, se antes da crise a situação já não era boa, nesse momento, superá-lo está muito mais distante de acontecer;

 

2. EMPRESAS COM ALTO CUSTO OPERACIONAL – Estas serão as próximas candidatas a fechar. 

PORQUÊ?   Empresas com alto custo operacional (aquelas que têm elevado custo com aluguel, folha de pagamento, sócios, custos de estrutura), obrigam-se a vender intensa e continuamente – SEM PARAR – do contrário, cada dia que se passa suas contas vão se acumulando muito e rápido, e, rapidamente elas se tornam insustentáveis;

 

3. EMPRESAS DE REAÇÕES LENTAS OU QUE SEQUER TENTARAM MUDAR DURANTE A CRISE – Não se ajustar imediatamente nesse período, leva o negócio a “ir para o fim da fila” na preferência do consumidor. 

PORQUÊ?  Quando grande parte do mercado já saiu na frente, apresentando suas novas propostas a público, obviamente a preferência dos consumidores passa a ser por daqueles que agiram rapidamente e com novas propostas. É preciso ser rápido e se reinventar!

 

4. EMPRESAS CUJOS PRODUTOS SEJAM, MESMO QUE, MOMENTANEAMENTE SUPÉRFLUOS – Para estas empresas é preciso mudar imediatamente, partindo a produzir e/ou ofertar itens de primeira necessidade ao invés dos supérfluos.

PORQUÊ?  Como a maioria dos consumidores dispõe atualmente de pouco dinheiro ou que, por precaução, limitarão seus gastos, itens supérfluos foram colocados de lado, e, além disso, segundo a maioria dos pesquisadores, a tendência é de uma grande mudança no comportamento de consumo, então, insistir em modelos de negócios que se enquadrem nesse grupo, estão certamente fadados a uma absoluta incerteza do que será seu futuro próximo, exceto que falir é o caminho mais lógico.

 

5. EMPRESAS CUJOS PRODUTOS SEJAM DE BAIXA DEMANDA – Baixa demanda significa vender pouco para poucos, e, quando todos estão limitando seus consumos, esse universo de poucas demandas reduz ainda mais.

PORQUÊ?    A incerteza é se esses poucos ainda estarão dispostos a continuar consumindo/comprando?

 

Recomendo que empresas que se enquadrem dentre estes grupos, que repensem imediatamente o seu modelo de negócio, insistir no incerto é mais doloroso que parar imediatamente!

Não quero dizer com isso, para que estes empresários deixem de empreender, pelo contrário, que avancem com empreendimentos impulsionados por novos e diferentes modelos de negócios... negócios que lhes possibilitem ganhar grandes mercados, com velocidade (formar rapidamente uma carteira de clientes), liquidez (vender e receber, produzir volume de dinheiro suficiente para suportar seus custos) e lucratividade (vender com margens de ganhos que possibilitem gerar riqueza).

Finanças e Tributos

Comunidade Sebrae
Edmilson Tanaka
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Consultor - WS BUREAU

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