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Simplificando a Gestão Financeira

Simplificando a Gestão Financeira

Não importa se estamos diante de uma crise financeira,  nos recuperando dela ou se está prevista no horizonte a longo prazo, a gestão financeira deve ser um instrumento continuamente utilizado pela sua organização.

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Especialmente, em um país cujas pequenas empresas respondem a 96% dos pedidos de falência. Com a falta de planejamento, dificuldades em aplicar a disciplina financeira e a própria crise instalada no Brasil, os empreendedores devem desenvolver novas formas de lidar com a sobrevivência de suas empresas.

Por isso, a gestão financeira tem tanta relevância no meio corporativo.

Por que implementá-la?

Qualquer princípio de administração prevê uma tomada de decisão integrada, em que uma estratégia não prejudique outras áreas e objetivos da empresa, e que tampouco impacte negativamente a sua saúde financeira. Por exemplo: não adianta contratar vinte novos funcionários, se a empresa não suporta ainda esse crescimento e nem dispõe de recursos para acomodar essas dezenas de recém-contratados.

Em tempos de crise financeira, inclusive, o desenvolvimento sem os devidos cuidados pode causar o efeito contrário: com menos renda, qualquer investimento indevido pode causar um desastre grande nas contas.

Assim, a gestão financeira deve ser aplicada para contribuir com mais poder analítico nessas decisões. Sem falar em outras características que deveriam estimular qualquer gestor a implementá-la, como:

  • organização financeira para lidar com as entradas e saídas de recursos;
  • compreender os principais objetivos da organização, e aprendendo a alcançá-los sem riscos;
  • noções básicas de capacidade de organização para honrar seus compromissos financeiros, em primeiro lugar.
  • Se temos uma crise financeira à frente, então, esses princípios de gestão podem ser cruciais para a manutenção e, até mesmo, o crescimento gradual da empresa.

 

Avalie os recursos da empresa

Primeiramente, calcule quais são os custos (fixos e variáveis) da organização, para saber exatamente o quanto é necessário para mantê-la funcional. Por mais que o crescimento seja menor, nesse período, é importante ter um norteamento sobre quais valores os funcionários devem atingir para garantir que o mês termine “nivelado” financeiramente, ao menos.

Corte gastos

A gestão financeira pode servir, também, como uma ferramenta de monitoramento. Descubra quais despesas são supérfluas ou, ainda, quais processos têm rendido prejuízos para a organização. Estancar esses problemas, muitas vezes, já é uma alternativa para obter mais renda em curto prazo.

Estude novas maneiras de aumentar o faturamento

Se o faturamento cai drasticamente, em tempos de crise financeira, oriente-se por meios que ajudem a melhorar os índices. Alguns exemplos:

  • promoção de produtos/serviços parados há mais tempo no estoque;
  • serviços diferenciados que a concorrência não pratique (como entregas mais rápidas);
  • oferecendo mais vantagens para o consumidor de formas de pagamento;
  • estratégias acessíveis de divulgação, como o marketing digital;
  • Lembre-se de alinhar essas ideias de acordo com os objetivos e necessidades da empresa, para que o orçamento não seja ultrapassado em nenhum momento.

    Reavalie os procedimentos internos

Que tal mapear toda a sua empresa? Avalie quais etapas do fluxo — ou mesmo áreas inteiras — podem ser integradas a outros processos e, com isso, reduzir o tempo de trabalho, a folha de pagamento e até mesmo promova mais qualidade ao processo como um todo.

Renegocie suas dívidas

Sua gestão financeira também pode contemplar um trabalho estratégico para dar “fôlego” ao fluxo de caixa da empresa. Para isso, avalie a possibilidade de renegociar os prazos e valores das dívidas corporativas.

Assim, você consegue arcar com os custos e retém parte da renda internamente, para eventuais emergências, enquanto organiza-se dentro desse contexto de crise financeira.

 

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