[ editar artigo]

Ambientes de Inovação: Primeiro as primeiras coisas

Ambientes de Inovação: Primeiro as primeiras coisas

Vem do inglês “First things first” Primeiro as primeiras coisas, a inspiração para esse texto de abertura de uma série pretendida em diferentes aspectos dos ambientes de inovação. A referência é provocação a uma reflexão ao senso de posição atual e direção a que se pretende à inovação no ambiente.

Importante iniciar fazendo algumas perguntas preliminares como exercício básico de posição e que poderá auxiliar na jornada de desenvolvimento e consolidação dos ambientes de inovação. O tradicional modelo 5W2H, acrônimo em inglês das perguntas que auxiliam a iluminar – literalmente no sentido de trazer à luz – algumas dimensões do problema a ser resolvido: O que, Por que, Como, Aonde, Quando, Como e Quanto.

Certamente os ambientes de inovação são desejados, mas deve-se destacar o conceito de inovação – e nesse se fazem muito importantes, iniciando pela necessidade em separar-se inovação de inovação tecnológica.

Os conceitos são importantes, disciplinados e convencionados de forma a oferecer bases comuns para caraterização, mensuração e gestão transpostos em manuais aceitos internacionalmente, como é o caso do Manual de Oslo (denominado com proposta de diretrizes para coleta e interpretação de dados sobre inovação tecnológica pela OCDE -  Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico na década de 1990) e que deve ser separado do Manual de Frascati (documento que orienta conceitual e metodologicamente a atividade de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D, também proposto pela OCDE, com sua primeira edição em meados da década de 1960). Seguidos, os conceitos ajudam na precisão de objetivos e, consequentemente de direções, entre outras dimensões possíveis.

A inovação caracteriza-se e tem o propósito de produzir algo novo ou substancialmente aperfeiçoado em favor do aumento de competitividade – deve-se ter isso sempre em consideração.

Também importante delimitar o universo, iniciando pela própria inovação, devendo-se diferenciar inovação de inovação tecnológica. A inovação é, em si, mais abrangente podendo contemplar impactos nas dimensões econômica, científica, tecnológica, social e ambiental, enquanto a inovação tecnológica busca impacto econômico em processos, produtos e em serviços.

As tecnologias desempenham um papel fundamental na inovação que, em fato, pode ser considerada uma interface (com foco em competitividade), entre tecnologia e o mercado, no conceito amplo de praça, qualquer que seja.

Quanto mais precisamente estabelecidos, mais assertivos tendem a configurar-se estes ambientes e, portanto, lhes permitindo melhores resultados. Entram aqui pontos importantes: Qual a direção pretendida pelo ambiente: É econômica? Social?

A inovação pode ser uma resposta estratégica associada a múltiplas possibilidades: vantagem competitiva e sobrevivência em um ambiente pujante, entre outras.

Deve-se destacar os contornos da inovação: O seu caráter geográfico (territorialidade), o “meio-ambiente”, dito ecossistema – análogo àqueles de natureza biológica, com todas as espécies que compõe e condições habilitadoras, marco legal, entre outras possibilidades.

Quais são as áreas-foco estratégicas que representam uma vantagem competitiva ou comparativa para a respectiva região em que se deseja dedicar os esforços de diferenciação por meio da inovação?

Existem elementos e forças no território, incluindo cultura, recursos e outros aspectos que podem lhe conferir caráter único. Há teorias que defendem que a competição e inovação, por extensão não se dá exclusivamente no plano das corporações, mas que os ambientes (geografia, territorialidade) desempenham um papel importante nas estratégias competitivas – reforçado pelo aspecto de que empresas multinacionais localizam centros de competências, pesquisa, desenvolvimento e inovação, distribuídas em múltiplas localidades e/ou países.

A inovação depende de uma instância estratégica de planejamento, com cenários estabelecidos, objetivos, inclusive de mercado que são perseguidos, em que essa faz parte do composto estratégico.

Portanto a inovação e suas derivações não ocorrem per se mas fazem parte de um contexto que deve ser observado.

Ainda que muito do exposto possa parecer óbvio para muitos, constitui-se em um repertório, não exaustivo, que nem sempre é observado, mas que faz parte necessária do início de uma jornada ganhadora. Posicionar estrategicamente facilita ter claros direção e esforço necessário para se perseguir um cenário objetivo estabelecido.

O SEBRAE/PR tem apoiado ecossistemas de inovação em todos os estados, com sua respectiva caracterização, iluminando os contornos de cada um em direção ao seu desenvolvimento, entre eles estão as regiões de: Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Umuarama, Guarapuava, Cascavel, Medianeira, Pato Branco e Dois Vizinhos. O estudo mais recente contemplado foi de Curitiba e região metropolitana, que teve a síntese apresentada nessa primeira semana de maio.

Ambientes de Inovação

Comunidade Sebrae
Izoulet Cortes Filho
Izoulet Cortes Filho Seguir

Administrador de empresas, com habilitação em comércio exterior, Pós-Graduado em Política, Estratégia e Planejamento e Mestrando em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia. Atuante há 20 anos no ambiente tecnológico em favor da inovação

Ler conteúdo completo
Indicados para você