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Desenvolvimento de projetos de forma criativa e visual

Desenvolvimento de projetos de forma criativa e visual

Olá, tudo bem?

Falando sobre desenvolvimento de projetos eu, acredito enormemente, que eles devem ser sempre construídos de forma criativa e visual, sejam eles pessoais ou desenvolvidos dentro da empresa onde se está atuando. Existem inúmeros modelos e abordagens disponíveis para serem trabalhadas e adaptadas, porém devemos estar atentos a como tais ações serão implementadas, considerando o contexto em que estarão inseridas.

O modelo que particularmente mais me agrada é a abordagem do Design Thinking, já que ela ajuda a estimular a capacidade de ser intuitivo, reconhecer padrões e desenvolver ideias que tenham significado não apenas funcional, como também emocional.

Trata-se de uma ferramenta de inovação na solução de problemas que estimula o trabalho colaborativo e coletivo com uma perspectiva de empatia plena entre os parceiros de negócio. Com as pessoas no centro do desenvolvimento, a abordagem funciona em 05 etapas:

  • Empatia

A pergunta que se faz é a seguinte: conseguimos de fato nos colocar no lugar das pessoas? Através de observação e interações definem-se as necessidades e insights que ajudam a moldar o olhar em relação aos clientes. Aqui, uma ferramenta que me agrada bastante é o “Canvas da Proposta de Valor”, onde podemos compreender profundamente o cliente e criar produtos e/ou serviços que se conectam diretamente aos seus desejos, solucionem seus problemas.

  • Definição

Definir o que desenvolver, de forma incremental e interativa. O escopo do projeto pode não estar detalhado, mas precisa ser definido. Nesta etapa, o Project Model Canvas pode ser uma ferramenta interessante, ao ser uma metodologia simples e prática de planejamento de projetos.

DICA: “Coloque o Canvas Proposta de Valor e o Canvas MVP para funcionarem juntos, criando uma linguagem comum de geração de valor na sua empresa ou ideia de negócio. Use-os para inventar e melhorar as propostas de valor que atendam aos perfis dos seus clientes, numa empreitada que nunca termina.”

  • Ideação

Etapa onde efetivamente começa a se pensar fora do lugar comum, propondo soluções para o problema proposto. Não há limite de ideias nesta fase, sendo indicado que tenha variedade de perfis das pessoas envolvidas na ação. Aqui pode ser trabalhado o “Canvas do Modelo de Negócios”, uma ferramenta de planejamento estratégico que permite desenvolver e esboçar modelos de negócio novos ou existentes, sendo um “quadro” formado por blocos que cobrem as principais áreas de um negócio: clientes, oferta, infraestrutura e viabilidade financeira.

  • Prototipagem

Fase de validação das ideias geradas. É o momento de ver o que se encaixa no projeto, juntar propostas, fazer ajustes e colocar a mão na massa. Esta é a etapa onde o conceito de inovação aberta deve estar mais presente, fazendo o desenvolvimento em parceria com parceiros de negócio e clientes. Aqui uma dica que já testei em diferentes projetos e funcionou muito bem: usar a ferramenta “Storyboard” como um pré protótipo. Ela é uma prática comum em produções cinematográficas (enredos dos filmes), sendo um visual que traz as principais “cenas” de um produto/serviço de forma rápida e objetiva, oferecendo uma “prévia” daquilo que será prototipado, dando uma noção mais clara possível do produto final.

  • Teste

Chegou a hora de experimentar os protótipos que foram desenvolvidos, validar com parceiros de negócios/clientes e escolher o que faça mais sentido, gerando resultados para a empresa.

O que precisa ficar claro, independente da metodologia, abordagem ou ferramenta utilizada, é que quando falamos de desenvolvimento de projetos, sejam eles novos ou não, partimos do pressuposto que se sabe o problema que está resolvendo. Parece fácil, mas não é. É por isso que muitos produtos e serviços não tem o sucesso projetado, pois há um desalinhamento entre problema e solução, com empresas entregando ao final o que o cliente não deseja.

“Needs First” antes de “Ideas First”

É muito comum empresas fracassarem em seus projetos, e vejo isso como algo bastante positivo, já que é uma forma de aprendizado quando se deseja construir algo verdadeiramente impactante. O fracasso, entretanto, normalmente custa caro. É por isso que um dos princípios de empresas inovadoras é fracassar da forma mais rápida e barata possível.

Deixo aqui para vocês duas dicas de livros que possuem diversas ferramentas e que uso muito no meu dia a dia, tanto nas minhas aulas de pós graduação como projetos profissionais:

📍 Gamestorming – Jogos Corporativos para Mudar, Inovar e Quebrar Regras ;

📍 Sprint – O método usado pelo Google para testar e aplicar novas ideias em apenas 05 dias.

Ambos são práticos, objetivos, criativos e visuais (diria até divertido), auxiliando muito na criação de novas ideias, engajamento da equipe e análise de problemas, explorando novas possibilidades de negócio.

Finalizo por aqui estimulando que, independente do seu segmento de atuação e ideia de projeto, crie constantemente metodologias ≠ de trabalho, faça uma comunicação de forma criativa com seu(s) cliente(s) ou potenciais, crie novas formas de monetizar o seu negócio, utilize-se de ferramentas digitais, ouça o cliente, suas ideias e dicas, sempre busque parcerias (Open Innovation) e invista em capacitação, você certamente não vai se arrepender dos resultados obtidos.

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