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Ecossistemas de Empreendedorismo Inovadores e Inspiradores

Ecossistemas de Empreendedorismo Inovadores e Inspiradores

O Sebrae e a Anprotec lançaram no dia 09 de junho o estudo Ecossistemas de Empreendedorismo Inovadores e Inspiradores. A publicação, baseada na metodologia MIT iEcosystem do Massachusetts Institute of Tecnology, traz um paralelo sobre os elementos necessários para a análise de um ecossistema de inovação de alto impacto.

O estudo analisa o ecossistema de inovação de 7 cidades. 4 internacionais – Berlim (ALE), Haifa (ISR), Manchester (ING) e Toronto (CAN) – e 3 nacionais – Porto Alegre (RS), Santa Rita do Sapucaí (MG) e Campina Grande (PB).

Um dos cernes da metodologia do MIT são as instituições alicerce, ou seja, instituições, regras, práticas e normas que permitem que investimentos em uma ampla variedade de capacidades e ativos possam ser efetivamente protegidos e alavancados em benefício da economia. Incluem-se leis, mecanismos para proteção dos direitos de propriedade (especialmente a propriedade intelectual), instituições financeiras, abertura para novas ideias (incluindo em âmbito científico) e facilidade para fazer negócios.

As cidades analisadas possuem características semelhantes que a posicionam como ecossistemas de alto impacto:

  • Combinação de recursos públicos e privados no apoio ao empreendedorismo;
  • Subsídios, empréstimos e opções de financiamento em condições favoráveis e flexíveis para startups;
  • Incentivos fiscais para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI);
  • Fluxo de talentos locais das universidades e alta qualidade do ensino superior;
  • Capacidade de atração de capital de risco;
  • Qualidade dos ambientes de inovação em termos de infraestrutura e suporte aos empreendedores e startups;
  • Diversidade de ambientes de inovação e integração entre eles;
  • Facilidade para trabalhar e residir na cidade;
  • Cooperação e colaboração eficazes entre startups, empresas, governo e universidades.

Abaixo, extraído do Estudo, são apresentados alguns elementos de cada uma das cidades investigadas:

Caso Berlim (Alemanha)

A Alemanha conta com um importante protagonismo dos Ministérios de Educação e Pesquisa (BMBF) e de Assuntos Econômicos e Energia (BMWi), que financiam e suportam um complexo sistema de inovação juntamente com outras entidades, destacando-se as sociedades privadas sem fins lucrativos, em especial a Fraunhofer e a Max Planck. O protagonismo e o papel articulador dessas entidades permitem a criação de uma indústria dinâmica e inovadora, bem como um ambiente propício ao empreendedorismo e à inovação.


Caso Manchester (Inglaterra)

O sistema de inovação do Reino Unido conta com diversas instituições que atuam na criação e compartilhamento de conhecimento e outras que oferecem boas condições e apoio às atividades de inovação. No centro desse sistema encontra-se o Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial (BEIS), responsável pela relação do setor de Ciência e Tecnologia (C&T) com o setor produtivo britânico. Na cidade de Manchester, percebe-se um grande protagonismo das universidades da região, que além de pro- verem talentos, também atuam fortemente na promoção do empreendedorismo (com seus parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras, coworkings e outros mecanismos) e no apoio aos negócios da região. Além do apoio dos mecanismos e áreas de inovação, as startups podem contar com diversas oportunidades de capital privado e apoio governamental.


Caso Haifa (Israel)

A cidade de Haifa é hoje a terceira maior cidade de Israel, atrás apenas de Jerusalém e Tel Aviv, e está se tornando um novo polo científico-tecnológico global. O Haifa Economic Corporation exerce um papel chave no ecossistema de empreendedorismo e inovação da cidade, por meio de seus parques tecnológicos e outras iniciativas que propiciam a formação de uma forte comunidade empreendedora. Além disso, Haifa apresenta uma forte política governamental de estímulo à inovação e ao empreendedorismo, apoiada nas atividades da Israel Innovation Authority (IIA). Além disso, a cidade possui: talentos locais (em especial das universidades da região) e internacionais; mecanismos e áreas de inovação, com destaque para o Haifa Economic Corporation (HEC), que promove na região diversas oportunidades de apoio a empreendedores e startups.


Caso Toronto (Canadá)

Toronto tem chamado a atenção de grandes empresas e projetos inovadores. Recentemente, uma divisão da Alphabet propôs investir US$ 1,3 bilhão para viabilizar um bairro de alta tecnologia de cinco hectares, contando com esquinas ajustáveis, vias aquecidas para bicicletas e moradias com alto cunho tecnológico. Toronto, como a capital financeira e principal lócus intelectual do Canadá, possui uma formação intensiva em recursos humanos altamente qualificados, com quatro universidades públicas e uma universidade privada, crescente fluxo de capital de risco, apoio governamental, suporte aos empreendedores e grandes empresas, além de diversas áreas de inovação com 53 aceleradoras, 63 incubadoras, 29 pré-incubadoras, 72 coworkings e 216 investidores.


Caso Santa Rita do Sapucaí (MG)

Apesar de ser uma pequena cidade do interior mineiro, Santa Rita do Sapucaí destaca-se por possuir todos os elementos que a credenciam como um ecossistema de inovação de alto impacto. Constatou-se a presença do apoio e estímulo governamental com incentivos fiscais, formação de recursos humanos altamente qualificados, destacando as três principais instituições de ensino e pesquisa (INATEL, ETE e FAI), desenvolvimento científico, constituição de empresas estabelecidas e conectadas globalmente, além de uma forte promoção à cultura empreendedora, a partir de diversas feiras tecnológicas que mobilizam a cidade.


Caso Campina Grande (PB)

Campina Grande conta com mais de 50 mil estudantes matriculados nas 16 instituições de ensino superior públicas e privadas em graduação, pós-graduação e cursos técnicos. A produção de capital humano qualificado nessa cidade é razão de destaque. Somam-se a este fator o pioneirismo em áreas de inovação, tendo um dos primeiros parques tecnológicos do Brasil, com a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, e diversos mecanismos de geração de empreendimentos inovadores, como a Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Criativos e Inovadores (ITCG) e o Centro de Inovação e Tecnologia Telmo Araújo (CITTA). Essa junção de fatores proporciona a estrutura necessária para converter o capital intelectual em resolução de problemas da sociedade e desenvolvimento econômico.


Caso Porto Alegre (RS)

A liderança do governo local na década de 90, para estimular a inovação na capital gaúcha, gerou efeitos positivos com a construção de diversos parques tecnológicos na região. Atualmente, o poder público continua a tomar iniciativas inovadoras para o estímulo ao empreendedorismo local, seja facilitando as informações, seja promovendo mecanismos de geração de empreendimentos inovadores como o Sistema de Inovação e Empreendedorismo de Porto Alegre (poa.hub), por exemplo. Recentemente, no início de 2018, as três maiores universidades da capital, UFRGS, PUCRS e Unisinos, lançaram a Aliança pela Inovação, uma articulação a fim de potencializar ações de impacto com o objetivo de avançar o ecossistema de inovação e o desenvolvimento da cidade, transformando-a em polo gerador de novos empreendimentos, atraindo investimento e retendo talentos.


Link para acesso ao estudo:

https://informativo.anprotec.org.br/estudoecossistemas?utm_campaign=ebook_gratuito__ecossistemas_de_empreendedorismo_inovadores_e_inspiradores&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

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