[ editar artigo]

Entrevista - Fomento à Inovação | com o Coordenador Estadual de Inovação do Sebrae/PR

Entrevista - Fomento à Inovação | com o Coordenador Estadual de Inovação do Sebrae/PR

Nessa Edição vamos trazer super dicas sobre fomento à inovação pelo Coordenador de Inovação do Sebrae Paraná, Weliton Perdomo.

 

1) Quais as dificuldades enfrentadas pelos empresários quando se trata de investimento em inovação?

Apenas 36% das empresas brasileiras inovam e dessas, apenas 2,4% inovam para o mercado mundial, de acordo com o MCTIC. Das empresas que inovam, é crescente o número daquelas que contam com algum benefício do governo.

Entre os fatores que mais se destacam pelos empresários, para as dificuldades de inovar são:

1) O risco alto

2) O custo elevado; e por fim,

3) A falta de financiamento disponível.

As condições para o setor no país foram aperfeiçoadas, mas o ambiente ainda contribui para que as empresas deixem de investir. As políticas são importantes, mas sozinhas não vão resolver. Temos que melhorar as condições econômicas e estimular a concorrência. Ainda existem barreiras importantes de serem transpostas quando o assunto é abrir uma empresa no Brasil, incluindo as barreiras de mercado.

 

2) Como o Governo/Estado, tem amparado essas questões?

Podemos identificar um sistema de certa forma composto por diversas instituições, mas que muitas vezes poderiam se interligar por um plano de comunicação e articulação. Afim de otimizar esforços e ampliar o campo de pesquisa, principalmente focado no desenvolvimento regional.

O governo lança recentemente um marco legal regulatório da Inovação, o Paraná atualiza e sua lei da inovação, porém, por mais que todos esses instrumentos legais pareçam surtir um efeito imediato, não é exatamente dessa forma. Ainda existe a necessidade de ampliar o apoio a pesquisa básica, uma das formas de gerar conhecimento a partir das academias.

 

3) Como está estabelecido o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação?

Podemos dizer que o “mapa” do Sistema Nacional de Inovação está estabelecido com diversos atores, que ainda precisa de uma efetiva comunicação afim de reduzir a sobreposição de esforços, otimizar as ações e divulgar os resultados alcançados pelas instituições.

Inicialmente o SNI, poderia ser resumido em um “Aparelho de Inovação”, com atores desconectados. Mas nos últimos anos alguns aspectos avançaram, talvez ainda não tenhamos um SNCT&I ativo, porém os recentes investimentos em fundos e pesquisas, principalmente por meio de bolsas de estudo, contribuíram para elevar o status de propagação da inovação. 

 

4) Que desenvolvimento estamos construindo por meio da política de ciência, tecnologia e inovação?

A Política Nacional de Inovação trouxe como grande novidade para o ecossistema de inovação nacional, a instituição de um arcabouço de governança das inúmeras ações relacionadas ao tema no País. Embora ainda falta de fato uma coordenação efetiva, e o interesse de grandes players, que alavancaria investimentos e projeções de indicadores.

Além disso, com a PNI buscou-se uma estruturação do planejamento e execução das políticas de inovação, por meio de uma divisão em níveis, e a partir da política seria elaborada a Estratégia Nacional de Inovação, com base nessa, os Planos de Inovação.

 

Weliton Monteiro Perdomo é Coordenador Estadual de Inovação no Sebrae/PR, Administrador de Empresas, Especialista em Estratégias Empresariais, com MBA em Finanças e mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação pela Universidade Estadual de Maringá.

Ambientes de Inovação

Ler conteúdo completo
Indicados para você