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Fases e formas de Investimento em Startups

Fases e formas de Investimento em Startups

Como conseguir fechar o primeiro contrato de investimento para sua startup?

Existem diversas formas de conseguir investimento para a startup.

Seja através de contrato com investidores-anjo, fundos de investimento em venture capital private equityventure debt ou por meio de aceleradoras, amigos, familiares e investidores de primeira viagem.

No entanto, antes da assinatura de um contrato de investimento, é preciso tomar alguns cuidados e conhecer certas cláusulas constantes em praticamente todos os acordos celebrados no ecossistema de startups.

Além disso, é preciso saber em qual estágio de maturidade a sua startup empresa se encontra, tendo em vista que isso irá influenciar no valor de investimento recebido e na porcentagem do capital social que será cedida.

Escolhendo o melhor tipo de investimento para a Startup

Primeiro, você precisa identificar quais as necessidades da sua empresa, assim como, o que está disposto a abrir mão para obter o capital que precisa.

Deste modo, é importante conhecer a diferença entre EquityDebt.

Equity

Este primeiro, é a forma de investimento mais tradicional no ecossistema, tendo em vista que a maioria dos empreendedores brasileiros estão em sua primeira empreitada.

Assim, em razão das baixas chances de conseguirem crédito junto aos bancos tradicionais e as altas taxas de juros praticadas no mercado, os fundadores buscam alternativas de obterem capital. Deste modo, a principal forma de investimento encontrada é na de equity.

Neste tipo de investimento, o empreendedor celebra um contrato de investimento em que, para obter o valor que deseja para a sua startup, oferece uma parte do capital societário, com a perspectiva de que o investidor obtenha retornos financeiros no longo prazo.

É importante destacar que este tipo de contrato de investimento em uma empresa pode ser celebrado tanto por pessoa jurídica quanto por pessoa física, por exemplo, como ocorre nos investimentos de investidores-anjo ou fundos de venture capital.

Porém, você precisa possuir uma estrutura societária que seja possível o ingresso destes investidores no quadro social da empresa. Para saber mais, clique aqui.

Dependendo do cheque pretendido, a porcentagem sobre o capital social será diferente, ou seja, quanto maior o valor investido, menor a participação societária do investidor.

Debt

Já o Debt, é a forma que a economia tradicional sempre adotou, mais comum para os micro e pequenos empresários e empresas familiares. 

Portanto, nada de novo por aqui.

O empreendedor irá assumir uma dívida, se sujeitando ao pagamento de juros praticados no mercado (altíssimos por sinal), em troca de receber o dinheiro que necessita.

Por outro lado, não precisará conceder quotas ou ações da sua empresa, mas correrá o risco de não conseguir arcar com os valores estipulados em contrato, pois, na maioria das vezes, os primeiros anos da startup não resultam em lucros, mas sim em custos para encontrar seu mercado ideal, modelo de negócios, MVP, e por aí vai. 

 

Com o crescimento no ecossistema de startups no brasil e a baixa nos juros do mercado, os investidores tem buscado realizar investimentos através do equity, porém, também estão sendo criadas novas instituições, como por exemplo, fundos de venture debt, mas isso fica para um outro artigo.

O que saber antes de fechar o primeiro contrato de investimento para a startup?

É recomendável que ao buscarem o seu primeiro investimento, através do investidor-anjo, os empreendedores saibam apresentar um bom pitch e conheçam os indicadores a seguir;

  • Lifetime value (LTV): a duração estimada da permanência do cliente na empresa e quanto isso dá de retorno para a startup;
  • Custo de Aquisição de Clientes (CAC): valor gasto para a conversão de leads em clientes pagantes, ou seja, deve ser considerado o investimento em marketing, propaganda, eventos, entre outros;
  • CHURN: a taxa de rotatividade dos clientes, ou seja, o tempo que demora para os clientes saírem da empresa;
  • Burn rate: o quanto a empresa está gastando por mês para bancar sua operação;
  • Valuation pré -money: o quanto a startup está valendo agora, antes do investimento.

Além disso, é essencial que a empresa possua seus ativos intangíveis protegidos, ou seja, possua o registro de sua marca, patente, software, desenho industrial, entre outros. Saiba mais sobre a importância e como fazer estes tipos de registro aqui

Conclusão

Desta forma, tendo os founders estruturado seu negócio e "arrumado a casa" para receberem aportes financeiros, é preciso que celebrem um contrato de investimento, o que falamos mais especificadamente neste artigo aqui.

Mesmo com a enorme quantidade de contratos disponíveis online para a formalização dos investimentos nas startups, recomenda-se a busca por assessoria jurídica nestas operações, visto que cada caso possui suas peculiaridades, sendo necessário a atuação de um advogado especialista em startups na operação.

Ficou com alguma dúvida? Comente aqui embaixo que teremos o prazer de respondê-la.

Estamos com inscrições abertas para mentorias jurídicas gratuitas para o mês de outubro. É só mandar email para atendimento@filgueirascosta.com.br  com o assunto “Mentoria + Nome da sua Startup”.

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Bernardo Filgueiras Costa
Bernardo Filgueiras Costa Seguir

Advogado Empresarial. Especialista em Startups e Propriedade Intelectual. Pós-graduando em Direito Empresarial pela Escola Brasileira de Direito. Sócio fundador do escritório Filgueiras Costa Advogados.

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