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Glocalismo – A Inovação Perto de Casa!

Glocalismo – A Inovação Perto de Casa!

Hoje quero conversar com todos os apaixonados por inovação e desenvolvimento local.

QUE MOMENTO DA HUMANIDADE PARA CRIAR INOVAÇÕES! Que momento da humanidade com TANTAS OPORTUNIDADES DE INOVAR E AINDA VENDER PERTO DE CASA. Uma estratégia que passou a ser um diferencial competitivo para qualquer produto ou serviço, e sobrevivência de muitos negócios.

Tudo o que se imaginava ocorrer em dois, três anos; teve que acontecer em menos de dois meses para adaptar o suprimento de necessidades básicas da população e que ela pudesse ficar em casa, como determinação da Organização Mundial da Saúde. Outro aspecto dessa mudança tão rápida, foi a necessidade de comprar produtos que pudessem ser entregues de forma rápida em casa com foco para necessidades básicas das famílias em home office.     

Mudou tão rapidamente que muitas empresas precisaram se esforçar como nunca haviam feito e inovar para aproveitar as oportunidades e não perder mercado. Um bom exemplo, é a demanda de natureza digital que segundo a Anatel, aumentou em 70% no período do isolamento. A necessidade de álcool em gel, fez muitas empresas começarem a produzir para vender localmente, pois havia falta de produtos. E muitos outros setores puderam se beneficiar localmente, porém tiveram que se modificar, inovar no seu negócio de forma rápida.

TENDÊNCIAS E CONCEITOS

Nesse movimento imenso e louco, houve também uma aceleração da tomada de consciência da população de modo geral, que contribuiu para que esse movimento que era uma das macrotendências citadas em vários estudos nos últimos dois anos, o Glocalismo, pudesse tomar o espaço que acredito seja pra ficar. Também percebo que é um conceito de mercado de excelente estímulo à inovação sustentável de produtos e serviços, o qual podemos também chamar de desenvolvimento sustentável local, onde o crescimento de cada comunidade é estimulado de todas as formas para que as soluções, mercado, produção, etc.; beneficiem inicialmente o local da empresa.  

Nesse slide demonstramos, o quadro das 4 Macrotêndencias e a cada uma delas, as indicações de tendências com foco para as economias locais. Este estudo vem sendo desenvolvido pelo Sebrae nos últimos anos e até 2019 o Glocalismo era uma das tendências de novos comportamentos de consumidores, porém hoje, já aparece intrínseco em toda a mudança de comportamento de consumo da sociedade em várias tendências. Acesse e tenha uma ótima leitura deste material.   


Fonte: Guia de Tendências Para Pequenos Negócios 2020/21  https://apihml.pr.sebrae.com.br/storage/caderno_tendencias/home/2020/conteudo.pdf

Mas, onde surgiu este termo? O GLOCALISMO é um termo introduzido pelo sociólogo Zygmunt Baumanpara adaptar a paisagem da globalização às realidades locais para que possam estudar melhor suas relações com os círculos internacionais. É a criação ou distribuição de produtos e serviços concebidos para um mercado global ou internacional, mas modificado de acordo com as leis ou cultura loca local, também sendo consumidos localmente.”  

Algumas vezes este conceito é adotado por grandes corporações para o desenvolvimento de um novo produto, onde se estuda a cultura e necessidades de um determinado local para toda a pilotagem, até a consolidação do produto para ser introduzido em mercados globais. Exemplo, a IBM com o Craigslist e Meetups, na aplicações web glocalizadas. É a criação de estruturas organizacionais locais que trabalham em culturas e necessidades locais para se tornarem multinacionais ou globais.

DESGLOBALIZAÇÃO – Uma modalidade bastante comentada no momento, durante a pandemia do COVID19, pois trata-se de um conceito do processo contrário à globalização de mercado. A globalização continua ocorrendo, mas o conceito de desglobalização vem para fomentar o ponto de partida de saída da crise econômica da maioria dos pequenos negócios, para voltar a vender seus produtos e criar inovações que possam vender localmente, onde normalmente a empresa está inserida e conhece melhor seu público, por isso venda mais rápida. São muitos os desafios, porém o glocalismo vem promover um novo caminho para o crescimento local. Ou seja, criar inovações estudando as necessidades básicas essenciais da sua comunidade, do seu bairro, da sua cidade ou estado; fica mais fácil de compreender quais inovações terão uma boa adesão do consumidor e consequentemente os produtos vendidos de forma direta e rápida.  

Outro fator à ser considerado, são a redução dos custos de logística e transporte, além do tempo de entrega. Como a maioria da população começou a comprar pela internet, o alto volume de entrega, tornou mais caro o transporte. Este fator, é um ponto negativo, porém muito positivo para os produtos locais, pois tendem a ser mais competitivos no preço, quando produzidos e vendidos no mesmo local.

NA PRÁTICA DA ECONOMIA LOCAL

Muitas campanhas de comunicação tem surgido após a pandemia, no sentido de estimular ao consumo de produtos e serviços locais; no próprio bairro, cidade ou estado. Campanhas que mobilizam governos, sociedade, empresas e meios de comunicação para estimular a reação da economia local. Uma delas, é a campanha que está veiculando nesse momento sobre o Compre Produtos do Paraná, idealizada pelo Federação das Indústrias do Paraná para incentivar a compra e consumo de produtos feitos no estado, como uma estratégia para aumentar as vendas da Industria e, como estímulo a geração e manutenção do emprego. Fonte – Reportagem da RPC https://globoplay.globo.com/v/8602590/programa/ 

Outras possibilidades de campanhas ocorrem, como a do Sebrae em fomentar o consumidor de modo geral para comprar das pequenas empresas.  

 Sem contar com aqueles negócios que surgiram, à partir do isolamento e/ou desemprego, onde as pessoas perceberam grandes oportunidades de negócio, somados às habilidades existentes.

Na tomada de decisão da compra local, o que passou a ser mais valorizado?

Este conceito de comprar e valorizar o produto local, já é um legado que o COVID 19 deixou para a sociedade. Outra percepção predominante nos estudos de mercado, é que a sociedade despertou para exigir na hora da compra, por produtos que transmitem mais segurança e confiança, pois demonstra o sentido contrário do pensamento da maioria das pessoas, o vírus trouxe insegurança. O outro ponto importante é a empatia, a população em geral, se sente atraída pela empresa que demonstra responsabilidade social, compromisso com o cuidar das pessoas e contribuir para diminuir os problemas existentes. Ou seja, a comunicação, a estratégia do negócio e o marketing, baseado em causa e em propósito, é a mais valorizada. Um bom exemplo disso, é a Magazine Luiza na criação da plataforma de marketplace - Customer Success. Este é um exemplo de uma grande empresa, porém, isso também ocorre naquela padaria do bairro, que percebeu a necessidade e começou a fazer marmita e entregar em casa.   

Outro legado que o COVID19 deixa, é que a maioria das empresas, tiveram que ser muito mais criativas para se superarem e se reinventarem, criando inovações surpreendentes com baixo investimento financeiro para continuar atendendo seus clientes. É um grande aprendizado para mudar o mindset da inovação.

Estudar as necessidades locais, é com certeza o primeiro passo para criar novos produtos. O que o seu bairro está precisando? Quais as características do local?  

A inovação que fica:

É nesses momentos que o mercado e o consumidor ganham. Quantos novos serviços surgiram no meu bairro, na minha cidade, no meu estado. As inovações que vieram para suprir as necessidades essenciais, surgem de empresas que as vezes, nem se esperava.  Só uma tragédia como essa da pandemia, poderia trazer tamanha reflexão e lições, como a necessidade de cada empresa ter que trabalhar a empatia e a colaboração para resolver os problemas dos clientes.

Acredito que teremos uma mudança de mindset em favor da colaboração entre empresas, setores e sociedade, no sentido de privilegiar os produtos e serviços localmente e estes, se gerarem valores como citamos, de: empatia, causa, propósito, compromisso, confiança, segurança e produtos inovadores; colherão bons resultados de performance e de inovação dos seus produtos para sua vizinhança!

CONVITE AOS LEITORES

Prezados leitores, sobre esses temas, podemos falar muito mais. Façam parte da Comunidade Ambientes de Inovação, onde vocês podem contar as suas histórias das inovações locais, estudando o mercado onde você mora e surpreendendo seus vizinhos com ideias inovadoras que deram certo. Nos conte e contagie mais pessoas apaixonadas pela inovação à se inspirarem com outras ideias e que possam assim, contribuir e motivar mais empresas à sobreviver, crescer e contribuir para toda a nação. Queremos todos participando, comentando nossos artigos, escrevendo, seguindo e compartilhando com seus contatos.  

Sucesso e vamos aprender à aprender juntos!


Irene Hoffelder Vioti - Consultora, palestrante e escritora nas áreas: Estratégia empresarial, sustentabilidade, inovação e storytelling empresarial.

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Irene Hoffelder Vioti
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Mestranda em Administração Estratégica de Negócios pela UNAM - Universidad Nacional de Misiones - Argentina. Consultora, palestrante, instrutora e escritora nas áreas: Estratégia empresarial, sustentabilidade, inovação e storytelling empresarial.

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