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Inteligência Artificial e vendas online, geram transformação digital das agroindústrias

Inteligência Artificial e vendas online, geram transformação digital das agroindústrias

A máxima de que a tecnologia encurta a distância e amplia as oportunidades vem modificando a ideia de que a transformação digital é uma realidade apenas para os grandes centros. Nessa pegada, o agronegócio passou a utilizar recursos digitais na promoção de estratégias e criação de ferramentas que possibilitem cada vez mais o gerenciamento de riscos e a ampliação do potencial produtivo. Incluindo ainda, a questão de tornar-se mais sustentável. 

O Paraná conta atualmente com cerca de 19,6 mil empresas do setor de tecnologia, ocupando a 4ª posição entre os estados da federação, segundo a pesquisa Tech Report 2020, elaborada e divulgada pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e a empresa de big data Neoway. Além disso, temos ao nosso favor a força das agroindústrias, o que me faz pensar a dimensão do nosso potencial de desenvolvimento.   

E a boa notícia é que a mobilização já vem ocorrendo de forma expressiva e organizada. Recentemente, por exemplo, a Fundação Araucária e a Lar Cooperativa Agroindustrial divulgaram o lançamento de uma chamada pública durante o “4º Workshop Parceiros da Inovação” promovido pela Lar. O objetivo é unir outro elo essencial para a transformação digital que são as instituições de ensino, berço de desenvolvimento e inovação. No Estado contamos com 20 mil doutores que poderão usufruir de R$ 200 mil disponibilizados para o edital que financiará bolsas de pesquisa para o desenvolvimento de projetos de cunho científico, tecnológico, de inovação e que atendam demandas da Cooperativa. 

Outra iniciativa que está despontando e se tornou uma iniciativa pública é o Laboratório de Inovação i-Lab Agro que vai buscar trazer mais competitividade também e tecnologia para o agro paranaense, da mesma forma que já é na produção de alimentos. Para isso, o Governo tem estimulado o desenvolvimento de startups voltadas para esse segmento, inclusive com perspectiva de exportação tecnológica.

E, em breve, a Granja do Canguiri, ex-residência oficial dos governadores, será a sede da Escola Agrícola 4.0. A área de 27 mil metros quadrados funcionará como suporte às atividades do Colégio Estadual de Educação Profissional Newton Freire Maia, que fica ao lado. O espaço oferecerá disciplinas relacionadas à inovação e ao uso de tecnologias aplicadas à agricultura familiar.

Depois desta visão geral, vou compartilhar como a disrupção tecnológica vem sendo aplicada pelo agro, em três exemplos que vale a pena olharmos com atenção, e inclusive, podem inspirar tantos outros negócios:

 

Inteligência Artificial aplicada à Agroenergia no Paraná

No Oeste do Paraná, mais de 50 municípios já trabalham soluções digitais no agronegócio. Isso porque, a região sedia 3 grandes parques tecnológicos, sendo eles: PTI, Biopark e Fundetec, que fazem parte do SRI – Iguassu-Valley – organização de incentivo a inovação que reúne cerca de 90 empresas, 25 instituições de ensino, 22 instituições de apoio. O SRI – Iguassu-Valley faz parte do POD (Programa Oeste em desenvolvimento) e opera em conjunto ao SEBRAE.

A grande movimentação no momento é a instalação do DataLab Iguassu-Valley, um laboratório de inteligência artificial e dados. Após o apoio do Governo, o laboratório funcionará como um Centro de Inteligência Artificial Aplicada à agroenergia, ou seja o grande foco está na busca por ofertar alternativas econômicas e ecologicamente viáveis para substituição de combustíveis fósseis.

Plataformas de vendas

 

Essa inovação percorre as agroindústrias por todo o país. Vamos agora diretamente para a Serra Gaúcha, e as adaptações para superar os desafios da pandemia. A oportunidade e o debate não poderiam ser mais atuais, afinal o Coronavírus impôs a necessidade de inovação. A partir da união de  50 agroindústrias da Serra, sendo 20 de Bento Gonçalves, 20 de Caxias do Sul e 10 de Flores da Cunha, estão sendo viabilizadas vendas dos produtos em uma plataforma online chamada Agro em Casa.

A plataforma foi a solução encontrada para continuar movimentando os negócios da região, além de atender a necessidade dos consumidores. A partir disso, estão sendo montadas cestas de produtos variados que serão oferecidos e entregues nas casas dos consumidores, com todos os cuidados necessários que este momento exige. A intenção é que esse serviço possa ser expandido para entrega em todo território brasileiro, em breve.

Outra alternativa encontrada por alguns produtores da agroindústria familiar é o atendimento por meio de encomendas via ligação ou WhatsApp. Os interessados em adquirir os produtos devem entrar em contato com os números disponibilizados para combinar a forma de pagamento e como será feita a entrega. São opções de frutas, verduras, legumes, frutas, pães, bolos, geleias, massas, sucos, entre outros, que poderão ser recebidas diretamente nas residências dos munícipes.

Lembra que lá no começo do texto falamos de encurtamento de distância?

Então aqui está claro como isso vem acontecendo. E a tendência de vendas online no setor já estava se apresentando como uma oportunidade real com maior ênfase desde o último ano. Já pensou em uma Amazon do Agro? No ano passado, a Bayer iniciou o projeto Impulso Bayer por meio do qual agricultores brasileiros passam a dispor de um novo modelo digital para apoiá-los durante toda a sua jornada no manejo da lavoura. Vemos essa conexão entre campo e indústria também na plataforma de Ribeirão Preto (SP), o Agro Distribuidor

 

Mapeamento e digitalização de áreas

Aumento de produtividade e maior rentabilidade na produção agrícola a partir do uso de tecnologias exponenciais como Drones, Redes de Satélites, Inteligência Artificial, IoT,  são as oportunidades geradas pela plataforma FarmGO. A empresa criada em Maringá - PR tem a intenção de ajuda a tornar as operações no campo mais eficientes.

Um exemplo é a possibilidade de Digitalização de Áreas Agrícolas, que permite que as informações sobre a propriedade agrícola estejam todas em um único lugar, facilitando o acesso à informação e permitindo a melhor tomada de decisão no manejo agrícola.

Na palma da mão, é possível monitorar hectares de produção.

Pensando aqui que o futuro nos reserva maior valor aos dados que a outros insumos, conseguimos enxergar o potencial que a digitalização e a tecnologia representam para o Agro.

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