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Onde Devemos Inovar Primeiro? Nas pessoas!

Onde Devemos Inovar Primeiro? 
Nas pessoas!

Caros Empreendedores Apaixonados por Inovação E POR PESSOAS!

Ao pensar neste assunto para o momento em que passamos, onde dezenas de artigos e reportagens comentam demasiadamente sobre a TRANSFORMAÇÃO DIGITAL, comunicação virtual e o mundo pela internet, analisei e percebi que somente ALGUNS abordam sobre AS PESSOAS no meio de tudo isso! Elas estão sendo ouvidas, acolhidas, capacitadas, incluídas no processo? Como elas se encontram?

Quero antes, resgatar do post anterior sobre Replanejamento, onde havia citado a fala da HSM Management – sobre O Futuro do Trabalho, quando a líder Irene Azevedo da Empresa LHH, afirma que “o novo o RH será o suporte da inovação, o setor vai precisar ser o guardião da mudança e da inovação nas organizações, preparando líderes e colaboradores para o novo cenário, em que vai ser necessário se transformar. Práticas e métodos tradicionais entrarão em desuso, e a inovação será um pilar fundamental da cultura organizacional no novo tempo do mercado.”   

E essa abordagem da líder, percebemos que vem ao encontro do que refletem muitas das pesquisas de RH sobre os anseios dos profissionais das empresas neste cenário. Ou seja, a inovação vai precisar cumprir com o princípio do seu conceito, segundo Manual de OSLO - “precisa ser útil à sociedade”. Alinhado ao conceito de útil no dicionário Conceito.de, onde diz que “algo útil serve para satisfazer uma necessidade”.

E nessa citação, quero trazer mais um elemento para nossa reflexão, qual é o stakeholder (público de interesse) primário da empresa? O público interno.

Então, podemos dizer que suprir as necessidades primárias do público interno, é e deve ser o foco da inovação nesse momento para realinhar os negócios e fazer as empresas à retomarem sua produção e mercado? Ouso afirmar, que sim!

Devemos trazer o termo “útil” para o ponto de partida da inovação: tratar, cuidar, zelar, preparar e desenvolver as pessoas. “Aprender a ser aprendiz vitalício, pois o melhor profissional das próximas décadas, é e será, aquele que faz e fará a conexão entre máquina, tecnologia e o humano (princípios e valores)”, como cita Thomas Friedmann, no livro A Nova Ordem Política e Econômica do Mundo.   

Por isso, convido-os a percorrer alguns pontos importantes para uma empresa ter sucesso na sua inovação com esse olhar para as pessoas e que refletirá diretamente e rapidamente nos resultados e performance do negócio.

O MÉTODO PARA CRIAR A CULTURA DE INOVAR

Normalmente seguimos um método de etapas para construir as ideias e executar uma inovação, que pode ser como este gráfico a seguir:

 

Esse é o processo para a geração de uma inovação na empresa, mas o que vem antes disso? As pessoas. Então o que devemos fazer?

OUVIR A EQUIPE

  • Antes de tudo, entender quem é minha equipe? 
  • Como a minha equipe se encontra, após o isolamento? 
  • Qual era a minha cultura organizacional antes e depois da pandemia e o home office?
  • O que deu certo e o que não foi bom?
  • Qual foi a produtividade da equipe, neste período?
  • Quais são as percepções da equipe de modo geral sobre a empresa, cenário e futuro delas dentro da empresa?
  • Qual era minha política de Recursos Humanos antes?
  • Qual será minha nova política de RH?
  • Qual formato de trabalho é mais rentável à minha empresa?
  • Quais fatores são fundamentais daqui pra frente para o bom desempenho da minha equipe?
  • Qual é o mindset, a configuração dos pensamentos da minha equipe, hoje?  
  • O nosso propósito continua o mesmo?

Todas essas questões são itens de um diagnóstico que se faz necessário hoje, antes de avançar na produção, na tomada de decisões da empresa e nas inovações a serem criadas, pois entender e investir na equipe, é antes de tudo, a melhor inovação a ser idealizada. Porém, é preciso sair do papel, precisa virar ações concretas monitoradas e com avaliação de resultados.  

DESEMPENHAR UMA LIDERANÇA EMPÁTICA E ASSERTIVA

Outro fator fundamental para idealizar inovação voltada as pessoas, é a necessidade de obter uma liderança com empatia nesses momentos difíceis, principalmente nos âmbitos psicológico e emocional dos colaboradores. Assim como, uma liderança que busca a assertividade na condução de sua equipe. Mas, como fazer?

Kim Scott, no livro Empatia Assertiva, propõe uma nova filosofia de gestão, onde o líder pode ser incisivo, sem perder a humanidade. “Esse estudo indica que o líder, para ser assertivo deve desenvolver as seguintes aptidões:

  1. Desenvolva relacionamentos assertivamente empáticos – Leve tudo o que você é ao trabalho. Dica - Desenvolver ferramentas e técnicas com abordagem para conquistar a confiança do seu pessoal.
  2. Receba, dê e encoraje o feedback – crie uma comunicação aberta. Dica - Criar ideias para receber, dar e incentivar elogios e críticas.
  3. Saiba o que motiva cada membro de sua equipe – Ajude as pessoas a realizarem seus próprios sonhos. Dica - Desenvolva técnicas para evitar o tédio, a ansiedade e a estafa.
  4. Trabalhe em colaboração para atingir resultados – Não diga às pessoas o que fazer. Dica - O que você pode fazer para atingir resultados em conjunto e mais rápido.”

O papel do líder nesse momento é ainda mais importante para resgatar o melhor potencial de cada colaborador e proporcionar as inovações para as pessoas que cada empresa necessita.  

ANALISAR O NEGÓCIO

Este estudo é mais do que condição para inovar, é condição de sobrevivência dos negócios. Além de entender a equipe e o ambiente interno, ser uma liderança aderente as necessidades do momento, é preciso compreender como estão outros fatores que precisam ser analisados nessa retomada do negócio:

  • Compreender a situação financeira.
  • Compreender a capacidade e todos os fatores citados do público interno.
  • Compreender os clientes e quais são as mudanças ocorridas.
  • Quais são os novos mercados que despontam?
  • Quais as mudanças nas legislações e Decretos Governamentais, etc.
  • Além de, escalonar as prioridades no processo de retomada, considerando margem de insegurança política, econômica e social instauradas.

Com a análise dos dados e direcionamento da tomada de decisões, criar uma estratégia para e com as pessoas da empresa, através de uma política diferenciada, justa e acolhedora aos colaboradores, é um passo para a estratégia do negócio, obter ainda mais sucesso.

Mas, não esquecendo da busca da felicidade no trabalho, um dos assuntos mais abordados em congressos de gestão, pois as pesquisas internas das empresas, tem apontado nos últimos anos, que o desejo da maioria dos colaboradores de ser feliz e satisfeito no trabalho, está sendo ressignificado. É mais uma reação da “nova gestão” que faz parte deste nosso “novo normal” e que vai continuar mudando. Assim é o ser humano, ser diferente e complementar uns com os outros. Talvez a razão de nosso criador em fazer-nos uns diferentes dos outros para aprendermos a somar.  

ENTÃO, ONDE DEVEMOS INVESTIR?

Inovar com a equipe, fará com que a equipe queira inovar com a empresa mais facilmente. Para obter um ambiente cada vez mais propício à inovação, é fundamental que antes seja um ambiente adequado, agradável e propício as pessoas. Por isso, devemos investir no ambiente propício, no bem estar/saúde física e mental da equipe, na requalificação das pessoas e alinhar a liderança para essa nova cultura organizacional que se faz necessário e terá aderência com o novo normal em que vivemos.

Este assunto não termina aqui, pois percebemos a imensa carência de falarmos muito mais sobre as pessoas e tudo o que, as envolve: o bem estar e saúde, a criatividade, o estado flow (o melhor de cada um), a felicidade, etc., para que hajam sempre mais, boas ideias para inovar. 

E por fim, após diagnosticar as necessidades primárias dos colaboradores, definir foco de inovação, resgatar o melhor das habilidades da equipe, alinhar a postura e ação da liderança para ser mais assertiva, a empresa terá um outro cenário e estará muito mais fortalecida para as próximas inovações necessárias,  e para ganhar mercado e crescer. E a equipe estará pronta para vencer os novos desafios que virão!  

CONVITE AOS LEITORES

Prezados leitores, podemos abordar mais sobre este tema. Façam parte da Comunidade Ambientes de Inovação e venham contar suas histórias das inovações e como foi a sua experiência da aplicação das dicas da inovação para as pessoas. Queremos todos participando, comentando nossos artigos, escrevendo, seguindo e compartilhando com seus contatos.  

Sucesso e conte com as soluções do Sebrae!


Irene Hoffelder Vioti - Consultora, palestrante e escritora nas áreas: Estratégia empresarial, sustentabilidade, inovação e storytelling empresarial.

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Mestranda em Administração Estratégica de Negócios pela UNAM - Universidad Nacional de Misiones - Argentina. Consultora, palestrante, instrutora e escritora nas áreas: Estratégia empresarial, sustentabilidade, inovação e storytelling empresarial.

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