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Orientações para montar a política de inovação

Orientações para montar a política de inovação

Resolvi compartilhar nesse post uma série de orientações para empresas e instituições que queiram criar uma política de inovação institucional.

Desta forma, a política de inovação deve ter quatro grandes áreas:

  1. Gestão da Inovação
  2. Relacionamento com parceiros
  3. Transferência de Tecnologia
  4. Propriedade Intelectual

As universidades são um caso especial, pois a política de inovação deve seguir as premissas legais. Mas, para empresas e instituições privadas, podemos estabelecer áreas de correlação entre o que é previsto em lei e essas quatro áreas que listei acima.

1 – A base na Gestão da Inovação

gestão da inovação vai tratar da forma como a empresa ou a instituição dispõe de suas ações para a promoção da inovação. Por isso, ela é a base da política. Ou seja, nesta parte, precisamos descrever quais são, como fazemos e o que queremos das ações para inovação.

Cada empresa ou instituição terá os seus critérios e processos. Mas, ressalto que é importante sempre ter em mente que a gestão da inovação é o caminho para inovar. Assim, precisamos descrever todas as etapas que uma ideia percorre até virar uma solução inovadora.

2 – Relacionamento com parceiros: compartilhando a forma de inovar

Já sabemos que na inovação aberta precisamos de parceiros para inovar. São eles que podem nos ajudar com ideias ou tecnologias para a promoção da inovação. Assim, essa parte da política de inovação deve envolver o quê, como e quando haverá a relação com os paceiros.

Eles podem ser startups, universidade, pesquisadores independentes ou clientes. Em programas mais complexos eu até prefiro criar um campo para descrever a forma de cada um desses. Porque pode acontecer de a forma de se relacionar ser diferente para cada parceiro.

Assim, a ideia é criar os caminhos que serão organizados para que uma ideia de um parceiro vire uma solução inovadora. Ou mesmo, que se construa com o paceiro essa ideia.

Fonte: Mining Hub – O Hub da Mineração

A imagem acima mostra, por exemplo, como o Mining Hub criou o seu processo de seleção e validação de ideias de startups para o programa de inovação aberta na área de Mineração.

Além de todo o caminho definido, a empresa teve que pensar nos critérios e na forma de gerenciar esses processos. São essas informações que precisamos ter na política de inovação.

3 – Conectando por meio da transferência de tecnologia

Será a transferência de tecnologia que vai possibilitar que algumas soluções geradas com parceiros sejam comercializadas. Principalmente, se forem universidades ou pesquisadores independentes.

Nessa etapa da política podemos descrever quais são as formas de royalties que a empresa está disposta a pagar, quais serão os setores responsáveis nesse processo e, principalmente, de que forma o jurídico pode atuar.

Também é interessante definir quais são os critérios que serão adotados nos acordo de transferência de tecnologia, tais como período de atuação e formas de valoração tecnológica.

4 – Estabelecendo a propriedade intelectual

É possível proteger uma solução inovadora de diferentes formas: marca, patente ou desenho industriais são os mais comuns. Então, nesta etapa da política, é preciso descrever como serão identificados os potenciais de propriedade intelectual podem ter.

Além disso, sugiro ainda que se organize a gestão dessa propriedade intelectual, bem como em fase do desenvolvimento da solução ela será realizada.

Não é possível pensar em solução inovadora, sem pensar em PI, um capítulo desse tema deve ser claro ainda no relacionamento com os parceiros e nas atividades de transferência de tecnologia.

***

Com a política definida, as empresas podem ter mais clareza da forma de atuação. As equipes terão segurança na forma de agir e os parceiros saberão o que é possível esperar ou que é preciso fazer.

Nunca acho que é demais se organizar as coisas.

Ambientes de Inovação

Comunidade Sebrae
Tatiana Fiuza
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Gestora, sócia da Vlinder Estratégias para Inovação. Atuante no ecossistema de inovação de Londrina e atuou também no de Florianópolis. Mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia pelo PROFNIT-UEM. Mestre em Geografia pela UEL.

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