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O que é prospecção tecnológica?

O que é prospecção tecnológica?

Prospecção Tecnológica é buscar por novas tecnologias, novos produtos ou até mesmo entender a trajetória tecnológica deles. A prospecção é importante para definir estratégias de mercado e entender melhor as possibilidade de parcerias na inovação aberta.

Em muitos casos, chamamos a prospecção tecnológica de inteligência tecnológica. Isso porque ela permite à empresa visualizar novas possibilidades de negócio, bem como mapear mercados e concorrentes. Assim, a prospecção pode ser entendida como uma estratégia para inovação.

Há diferentes formas de se fazer a prospecção tecnológica. Uma forma não elimina a outra, por isso, temos empresas que usam mais de uma possibilidade.

1 – Prospecção tecnológica com especialistas

O Painel de Especialistas é uma forma bem comum de prospecção tecnológica. Nessa modalidade, se reune especialistas para determinados temas. Geralmente, são pesquisadores e estudiosos da área.

A partir da discussão dos especialistas, consegue-se estabelecer os parâmetros de novos estudos, de deficiências nas áreas ou mesmo de novas possibilidades de pesquisa em determinados temas.

Os temas são pré-definidos e os especialistas escolhidos para iniciar as discussão. O resultado pode ser organizado em estudos que serão fundamentais tanto para a indústria, quando para a academia.

2 – Prospecção a partir de patentes

Os bancos de patentes são uma forma muito comum de se prospectar tecnologias. Somente na base Espacenet são mais de 120 milhões de documentos de patentes.

Há diferentes formas de se prospectar por uma tecnologia em banco de patentes. Você pode escolher:

  • Pesquisar por palavra-chave, considerando os aspectos centrais da tecnologia que você quer entender melhor;
  • Inventores, assim, é possível entender quem são as pessoas que estão por trás de determinada tecnologia;
  • Empresas, onde podemos entender por onde os concorrentes estão andando, ou mesmo, quais negócios podemos estabelecer as parcerias;
  • Classe, que são as determinações de áreas das patentes;
  • Tempo, estabelecendo assim as rotas tecnológicas necessárias para entender a trajetória tecnológica.

Trouxe um exemplo que gostamos de usar por aqui. O mapa abaixo diz respeito às classes de patentes (áreas de atuação) voltadas a Inteligência Artficial. A base Patente Inspiration identificou mais de 22 mil documentos ligados ao tema.

Fonte: PatenteInspiration, 2020.

A partir do mapa, conseguimos ver que há pesquisas com inteligência artificial nas áreas de: necessidades humanas, operações e transportes, têxtil, construção, engenharia, física e eletricidade. Ou seja, há inúmeras formas de se combinar os dados e fazer a análise para a prospecção.

3 – Pesquisa em banco de artigos científicos

Esse tipo de prospecção acaba sendo mais comum entre pesquisadores. Na maioria dos casos, alunos de mestrado e doutorado fazem a revisão do estado da técnica a partir de artigos científicos. Assim, após realizarem seus estudos publicam novos artigos.

No campo das empresas, as grandes corporações também atuam com esse tipo de prospecção tecnológica. Nela é possível identificar quais grupos de pesquisa e universidades estão atuando com determinado tema.

Mas, pequenas e médias empresas ainda não utilizam deste instrumento. Assim, quando querem se aproximar de uma universidade, por vezes, não sabem nem que professor ou grupo procurar. Ou mesmo, qual instituição é a mais adequada.

Essas dúvidas poderiam ser sanadas perfeitamente se a prospecção tecnológica em banco de artigos científicos fosse feita. E para você que não quer perder tempo, recomendo o Google Acadêmico.

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Estudos de mercado são importantes para qualquer tipo de empresa que quer fazer mais, economizando tempo e dinheiro. A prospecção tecnológica permite estar atento à oportunidades. Afinal, ninguém precisa reinventar a roda, não é mesmo?

Ambientes de Inovação

Comunidade Sebrae
Tatiana Fiuza
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Gestora, sócia da Vlinder Estratégias para Inovação. Atuante no ecossistema de inovação de Londrina e atuou também no de Florianópolis. Mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia pelo PROFNIT-UEM. Mestre em Geografia pela UEL.

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