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Líder 360º: como a liderança é exercida em todos os níveis de uma organização

Líder 360º: como a liderança é exercida em todos os níveis de uma organização

Quando falamos em liderança, a primeira ideia que surge, automaticamente, é a do profissional que está no topo de uma organização, seja ele o CEO, VP, Diretor ou Sócio. Entretanto, de acordo com o conceito de liderança 360º, criado por John C. Maxwell, você não precisa ser o CEO ou gestor para ser visto como líder. Ele ainda afirma que “99% de toda a liderança não parte do topo, mas do escalão médio de uma organização”.

Para compreender a figura do líder 360º, e mapear onde a liderança ocorre dentro da sua organização, primeiro é preciso desmistificar alguns paradigmas que permeiam o inconsciente coletivo na maioria das organizações.

Desmistificando mitos sobre Liderança

Dentre os muitos mitos sobre liderança que ouvimos ao longo de nossa trajetória profissional estão o mito do destino, do líder nato, da posição, da extroversão, entre outros. Para podermos entender o que é o líder 360º.

Mito do destino

Esse mito diz respeito à crença de que “quando eu chegar lá, me tornarei um líder”. É um grande equívoco acreditar que uma pessoa se tornará um líder automaticamente quando passar a ocupar uma posição no topo da organização. A liderança deve ser estudada, desenvolvida, aplicada e aprimorada, como qualquer outra habilidade, e não surgirá por milagre no momento de pseudonecessidade.

Mito da posição

Outro aspecto frequente no senso comum é considerar que o líder é aquele que ocupa o cargo mais alto de uma organização. Na verdade, a liderança acontece em todos os níveis, do estagiário ao presidente, pois liderança consiste em influenciar pessoas.

Mito do líder nato

Um líder já nasce líder. Esqueça essa afirmação! Um líder adquire habilidades através dos anos, acumulando experiências, se adaptando ao ambiente em que está inserido e de desenvolvendo no domínio dos assuntos em que atua. Se transforma em líder aquele que obtém respeito suficiente para ser ouvido e influenciar ações, por ter domínio técnico, mas também empatia pelos demais.

Mito da extroversão

Um líder precisa ser extrovertido, expansivo, ser o centro das atenções. Será?

Na verdade, a extroversão é uma característica pessoal, mas de forma nenhuma é um pré-requisito para determinar a aptidão em liderar. Mesmo pessoas tímidas são capazes de responder plenamente ao papel de líder, sem que para isso seja necessário mudar a sua essência.

Mito do elogio em público e correção em particular

O elogio em público pode, eventualmente, cruzar os limites da “bajulação”, perdendo assim o seu efeito positivo e se transformando em ruído nos corredores. Da mesma forma, um erro pode, sim, ser corrigido em público, para que essa correção tenha aplicação a todos os demais colaboradores, desde que haja o cuidado para que não sejam apontados culpado e não seja criado um conflito. Não existe jeito fácil ou fórmula mágica, então busque ser sensível a cada caso específico.

Mito do líder amigo

Para ser um líder não basta ser amigo ou exercer papel de proteção. Um líder exerce, acima de tudo, influência sobre os demais, além de contribuir junto a eles para a expansão do conhecimento.

O que é ser um Líder 360º?

Para entender o que é o conceito de líder 360º, é preciso partir da premissa que a hierarquia da companhia pouco importa, pois o líder será aquele que, independente de sua posição, consegue se colocar no lugar do outro e exercer influência sobre ele, seja um(a) colega de mesa, estagiário(a) ou auxiliar de limpeza.

O requisito para ser um líder 360º é ser capaz de influenciar pessoas em todas as áreas do seu convívio profissional, seja junto aos superiores, pares ou subordinados. É deste requisito que

Liderança para Cima

Liderar para cima nada mais é que exercer influência sobre os superiores hierárquicos. Diferente dos mitos previamente abordados, em que imagina-se que a liderança sempre acontece de cima para baixo, é comum que um colaborador seja ouvido e tenha influência junto aos superiores, por diversos fatores como tempo de experiência em uma função, colaboração ativa para os resultados, conhecimento profundo sobre a atividade em exercício, entre outros.

Liderar para cima também ocorre quando alivia-se a carga do “chefe”, mostrando disposição para exercer atividades que outros, talvez, não acreditem ser função sua.

 

Liderança para os Lados

Assim como o conceito de liderança para cima, a liderança lateral é aquela em que uma pessoa consegue apresentar seus pontos de vista, ser ouvida e influenciar seus pares, ou seja, pessoas com o mesmo nível hierárquico que ela. São pessoas que, na prática, não tem obrigação de seguir suas indicações, mas seguem de forma livre.

A liderança lateral também ocorre quando é oferecida ajuda para que um colega alcance resultados positivos, ou quando uma conquista é reconhecida.

 

Liderança para Baixo

Não é porque um profissional está hierarquicamente abaixo de outra pessoa que este lhe dará ouvidos automaticamente. Exercer a liderança para baixo requer a geração de um vínculo de confiança mútua, onde todas as partes caminham para o mesmo lado, a fim de convergir em um objetivo comum. É de suma importância que o subordinado saiba (e acredite) que o líder, antes de mais nada, busca sempre o seu bem, como pessoa e como profissional.

Isso tudo nos mostra que o papel do líder mudou muito. É preciso desmistificar a imagem do gestor e se adaptar ao novo mercado. Receitas antigas já não funcionam mais, e os liderados também têm outro perfil: eles buscam por flexibilidade e por um líder que esteja lado a lado com eles. O líder que não se adapta e não está disposto à mudança está fadado ao fracasso. Por isso, esqueça a ideia quadrada sobre líderes e coloque em prática algumas dessas dicas!

Obrigado e até a próxima!

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Gestão de Pessoas e Liderança

Comunidade Sebrae
Rosangela Maria Angonese
Rosangela Maria Angonese Seguir

Mestre em administração. Cursos de liderança na American University e Babson College nos Estados Unidos e OIT na Itália. Especialista em comportamento organizacional pela SBDG, UNAT e Rosa Krauz. Consultora no SEBRAE-PR

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