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Líder, você sabia que competência emocional vai além da inteligência emocional?

Líder, você sabia que competência emocional vai   além da inteligência emocional?

Uma pessoa pode ter inteligência e não ser competente. Ela pode ter conhecimento sobre determinado assunto, mas não saber como utilizá-lo apropriadamente. Quando se trata das emoções, uma pessoa com Inteligência Emocional pode não saber como se comportar emocionalmente, por esse motivo eu acredito naquilo que chamo nesse artigo de COMPETÊNCIA EMOCIONAL. O termo “inteligência” se concentra mais na “capacidade mental” e nas características da pessoa sem a noção de influências contextuais e  de vida no indivíduo. Mais recentemente desenvolvi uma linha separada de pesquisa, com foco nas concepções, conscientização, entendimento e aplicações das emoções também nas interações sociais.  A principal diferenciação entre Competência e Inteligência emocional é a conceituação de aprender e se desenvolver a partir das emoções. A essência da Inteligência emocional é mais sobre os traços e a personalidade de alguém em resposta à emoção exibida. No entanto, os conceitos da competência são propensos à vertente da abordagem do desenvolvimento e crescimento.

A competência emocional descreve a capacidade que uma pessoa tem de expressar suas próprias emoções com total liberdade, e sim é derivada da inteligência emocional, que é a capacidade de identificar ou reconhecer suas emoções. Mas competência é o nível de habilidade com o qual alguém interage construtivamente com essas emoções e com as outras pessoas.

Quando uma pessoa é capaz de distinguir entre um conjunto de emoções e outro, elas podem começar a aprender como administrar essas emoções em sua vida diária. Reconhecer as próprias emoções abre a possibilidade de responder adequadamente às emoções que outras pessoas experimentam. Sem conhecer as próprias emoções, é difícil ajudar ou sentir empatia pelo outro.

Tem sido demonstrado através de vários estudos que as emoções internalizadas podem levar a uma deterioração da saúde física e mental. Isso pode incluir um aumento nos níveis de estresse, o que pode causar condições perigosas, como hipertensão, um súbito aumento ou perda de peso, ou ainda, fadiga extrema. Suprimir emoções pode levar à depressão e os relacionamentos com outras pessoas podem sofrer sérias consequências devido à incompetência emocional. Embora existam muitos tipos de problemas emocionais que podem causar dificuldades com a competência emocional, a inteligência emocional desempenha um papel significativo na capacidade de uma pessoa aprender essas habilidades através de perceber e reconhecer tais emoções, tornando-a apta a uma autorregulação, ou adaptação.

Competência emocional é baseada na capacidade que a pessoa tem de  reconhecer emoções individuais, mas também, como essas emoções afetam outras pessoas. É baseada na capacidade de manter o controle das suas próprias reações e de se adaptar. Devemos ter em mente que uma pessoa tem que ser capaz de compreender suas emoções pessoais antes de avaliar as emoções de outras pessoas, se isso não acontece, não será capaz de tomar as decisões mais acertada. Através da competência emocional, os seres humanos têm a capacidade de reagir e interferir nas suas emoções pessoais e compreender àquelas experimentadas por outras pessoas. Um indivíduo pode responder apropriadamente e respeitosamente quando alguém experimenta emoções como raiva, medo e dor. Portanto, um aspecto individual da competência emocional é a competência social, que se refere à empatia em relação aos outros. Ele engloba as habilidades que precisamos desenvolver para ter sucesso em diferentes ambientes, circunstâncias e nos relacionamentos. É muito importante usar de comunicação clara, assertiva e aprender como gerenciar conflitos, adotando uma postura flexível, adaptativa e inclusiva, acolhendo ideias de todas as fontes e colaborando na resolução de problemas.

A competência emocional te prepara  para desenvolver, o que chamamos de Flexibilidade Cognitiva. Essa é a capacidade do cérebro para adaptar sua conduta e opiniões a acontecimentos novos, variáveis e inesperados. Em outras palavras, a flexibilidade cognitiva é a habilidade para perceber que, se algo não funciona, ou se surge um novo desafio, você estará disposto a agir e executar as alterações adequadas para adaptar-se às novas situações e grandes mudanças.

A flexibilidade cognitiva exerce uma ampla função no processo de aprendizagem e na resolução de problemas. Ela permite escolher uma dentre várias estratégias e executá-la para adaptar-se à nova situação que você se encontra. Ajuda a reunir a informação do ambiente e responder de forma flexível e eficiente, ajustando a sua conduta às alterações que a situação exige. Em tempos de crise, tudo o que você precisa é desenvolver competências de crises, isso inclui ampliar o seu repertório e a sua reserva cognitiva para exercer a capacidade analítica, comparativa e adaptativa.

Gestão de Pessoas e Liderança

Comunidade Sebrae
Helena Santos Levorato
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Consultoria especializada em implementar uma cultura criativa e otimista, por meio do Design Thinking e da Neurociência.

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