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Propósito Sustentável: o protagonismo das Empresas no Mundo Pós-Pandemia

Propósito Sustentável: o protagonismo das Empresas no Mundo Pós-Pandemia

O tema “Sustentabilidade”, apesar de ter sido largamente estudado e debatido, desde o seu surgimento, em meados da década de 1980, ainda hoje tem se apresentado de forma bastante significativa ao nosso modo de viver e fazer as coisas, exigindo ações cada vez mais responsáveis, tanto de empresas como de pessoas, em relação à manutenção da qualidade da vida no planeta.

Este fato foi potencializado a partir da crise sanitária da COVID-19, quando a pandemia acelerou a necessidade de relações mais humanizadas, decorrendo na busca por mais cooperação e menos competição, entre as pessoas e as empresas.

Ações conscientes e sustentáveis, em sua forma mais genuína, tendem a aproximar teoria à prática, permitindo deixar um “legado” positivo ao mundo.

Esta urgência por renovação evidenciou o protagonismo que as empresas devem assumir neste “outro/novo normal”, onde o propósito de existência da companhia, ou seja, sua entrega à sociedade, deve predominar sobre o lucro, gerando confiança aos multistakeholders e ressaltando a reputação da empresa, baseada no valor da responsabilidade socioambiental.

Somado a isso, o setor financeiro tem exigido cada vez mais das empresas contrapartidas socioambientais e de governança, para que estas possam direcionar seu norte estratégico não somente ao resultado financeiro, mas, também, causar impacto positivo no meio ambiente e na sociedade, onde estão inseridas.

Neste contexto, a esta nova “empresa consciente” deve ter uma visão de longo prazo para obter seus resultados, com motivação acima do lucro e estabelecendo relação de confiança com seu público (interno e externo), engajando colaboradores e gerando impacto positivo em sua cadeia produtiva.

Para tornar-se uma “empresa consciente” as companhias podem fazer uso, dentre outras ferramentas, das diretrizes disponibilizadas pelos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS-ONU), pois estes definem as prioridades do desenvolvimento econômico consciente global, no âmbito da Agenda 2030 da ONU (Organizações das Nações Unidas).

A integração com o “tripé” da sustentabilidade – ambiental, social e econômico, juntamente com o tema de governança - gera benefícios mútuos entre empresa e sociedade, além do potencial de transformar e ampliar todos os aspectos do negócio principal, incluindo a sua oferta de produtos e serviços e segmentos do cliente.

Cabe lembrar que os ODS são esforços que exigem uma ação mundial entre os governos, as empresas e a sociedade civil para erradicação da pobreza, a inclusão social, a sustentabilidade ambiental e a boa governança em todos os níveis, para criar uma vida com dignidade e oportunidades igualitária a todos considerando os limites do planeta.

Contudo, as empresas podem utilizar os ODS para conduzir e relatar as suas estratégias e atividades, ampliando oportunidades de negócios futuros, entregando soluções inovadoras e transformadoras, as quais serão cada vez mais crescentes no mundo “pós-pandemia”.

Para que tudo isso seja colocado em prática, será necessária uma liderança que faça a promoção da sustentabilidade, com a capacidade de antecipar tendências e inspirar soluções de forma integrada e holística. Este novo líder deve ser flexível e adaptável a este novo mundo pós-pandemia, implantando práticas inovadoras e sustentáveis, gerando valor e impacto positivo para sociedade e meio ambiente.

Atualmente, considera-se que a sustentabilidade, que inicialmente começou como um movimento social e ambiental, tornou-se fator central de transparência, autenticidade e engajamento que deve ocorrer em todas as esferas da empresa, para que ela possa buscar a perenidade de sua marca no mercado no qual está inserida, fazendo a diferença aos consumidores e à sociedade como um todo!

 

Gestão de Pessoas e Liderança

Comunidade Sebrae
Gisele Victor Batista
Gisele Victor Batista Seguir

Consultora em ESG e Responsabilidade Social | Mentora Empresarial e de Desenvolvimento Pessoal | Colunista de Sustentabilidade | Palestrante em Capitalismo Consciente, Economia Circular, ODS e Mercado de Carbono.

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