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Uma carta para a Liderança

Uma carta para a Liderança

Uma Carta à Liderança

Algumas vezes, pessoas se perguntam: se desde a mais remota antiguidade, muitos sábios já conheciam a matemática e discutiam as mais variadas leis da natureza, por que somente a partir da renascença (século XVI), e mais especificamente, na revolução industrial (XVIII) se deu a explosão das aplicações técnicas daqueles conhecimentos, e que, portanto, resultaram em progresso e conforto para humanidade?

Historiadores em geral tecem uma série de teorias que concorreu para esse fato. Elas vão desde o regime escravocrata, que perdurou em maior ou em menor intensidade, por toda nossa história, e que não permitia que houvessem salários e consumidores. Até as limitações que a igreja impunha à aplicação do conhecimento científico durante muitos séculos.

Mas, também, já vi alguns defenderem a teoria da qual, os sábios eram muito perspicazes, pois ficavam o tempo todo a contemplar a natureza e os fenômenos naturais, sobre uma pedra ou sob a sombra de uma macieira, conjecturando, mas na hora de pegar uma marreta, uma bigorna e moldar uma ferradura. . .

Ao lembrar disso, fico perplexo quando leio as falácias de alguns teóricos, afirmando que LIDERAR é questão de treinamento, isto é, “qualquer um” pode aprender a ser líder.

Então vejamos quais são os atributos do bom líder:

  1. Ser autêntico, ter profissionalismo, respeitar e compartilhar emoções, ser coerente, impessoal, imparcial, justo, saber ouvir. Resumindo: ser íntegro, ético e honesto.
  2. Desafiar o processo e evoluir constantemente, ser aberto às mudanças, inovar sempre, ser colaborativo e ter uma visão compartilhada, treinar e capacitar os outros a agir e participar, inspirar e encorajar emoções, motivar o grupo a desenvolver um bom volume de trabalho com excelência. Ou seja, desenvolver pessoas e competências.
  3. Ter segurança, autoestima, não temer a concorrência, comunicativo, se preocupar com o trabalho e a equipe, liderar a mudança para novos hábitos, resiliente. Isto é, ter excelente saúde mental e estar plenamente resolvido consigo mesmo: ser uma verdadeira fonte de inspiração.
  4. Criar um excelente ambiente de trabalho, ficar vigilante às variações no ambiente corporativo, conscientizar a todos da importância de um clima que garanta o equilíbrio físico e mental da equipe. Portanto, ter conhecimento de psicologia organizacional e gestão de pessoas.
  5. Definir claramente onde deseja, como e quando chegar, definir a visão, a missão e os valores da empresa, refletir sobre a criação de novas rotinas de trabalho, que contribua para o resultado positivo, comunicar claramente o que espera dos outros, inclusive de líderes existentes ao seu comando, padronizar procedimentos para que as atividades não sejam executadas de forma diferente, a cada trocar de um colaborador. Simplificando: um bom planejador e com larga experiência no processo organizacional.

Se alguém desenvolver uma ferramenta que transforme “qualquer um” num bom líder, ou seja, com todos os predicados acima, certamente ficará bilionário.

Agora, se você não tem muitos dos atributos acima de forma intuitiva e natural, pode esquecer, nunca será um bom líder. Contudo se você tem esses atributos de forma latente, vale a pena tentar, pois bons líderes não dão em árvores.

Porém, não sejamos ingênuos. No mundo real, líderes são como a salsicha de um “cachorro quente”. Estão enfiados e espremidos num pão cuja a parte de cima é formada pela diretoria, acionistas, clientes e mercado, fornecedores, legislação, a sociedade civil e todas a instituições e suas demandas, exigências e metas a cumprir. A parte de baixo é formada pela equipe, pessoas com seus problemas psicológicos, sociais, inadequadas ao ambiente corporativo e às tarefas. Com uma série de demandas profissionais ou não, e muitas vezes, resistentes aos projetos no qual estão inseridos.

Apesar de tudo, vou repetir, se você tem os atributos necessários, não desista. Se você gosta de pessoas, não desista, se você gosta de ser desafiado, não desista, mas não esqueça que os desafios para o “novo tempo” aumentaram significativamente.

Você terá que amalgamar no novo espaço organizacional:

  • Uma equipe formada por pessoas que (por serem humanos) estão voltadas mais para satisfazer as suas necessidades pessoais (mais conforto, mais reconhecimento, mais tolerância, menos cobranças, etc.), principalmente por adquirirem alguns vícios nesse “novo normal”.
  • Adaptar ou desenvolver novos processos que estão mirando a plena utilização das mais modernas ferramentas digitais e a revolução 4.0.
  • E as incertezas dos rumos políticos e econômicos pós pandemia.

Portanto, aproveitando o antigo ditado: o desafio não é para amadores.

Agora com toda honestidade, se você é ético, íntegro e autêntico aceite o desafio. Pavimente a caminho das pessoas, que o seguem, pelo bom exemplo e você verá o quanto é gratificante.

Inspire-se nos grandes líderes que a humanidade já vivenciou. Jesus, Maomé, Buda, Joana D’Arc, Gandhi, Martin Luther King, Mandela, Winston Churchill e todos os grandes líderes empresariais que temos notícias. Cada um, com objetivos distintos, tinham em comum, além da integridade moral e a honestidade de propósitos, o “vício” salutar de dividir com seus liderados seus sonhos, que a partir da relação de confiança mútua passou a ser o sonho de todos.

Você líder, empreendedor ou gestor profissional, pavimente o seu caminho e dos seus liderados, compartilhando, sem medo, com eles seus sonhos, suas metas e seus ideais.

E como disse Raul Seixas, na música chamada Prelúdio:

“Sonho que se sonha só e só um sonho, sonho que se sonha junto é realidade”.

 

Obs. Os atributos, aqui relacionados, são encontrados em qualquer compêndio, revista ou gibi, que pretensiosamente, prometem transformar “qualquer um” num excelente líder.

Antônio Amaro Menezes Barreto

Gestão de Pessoas e Liderança

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