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A realidade aumentada nas compras online

A realidade aumentada nas compras online

Alguns anos atrás, o jogo Pokémon Go! virou febre em vários países e deu destaque a uma tecnologia que a maioria das pessoas provavelmente ainda não conhecia: a realidade aumentada (RA). Misturando o real com o virtual, a RA pode ter muitas aplicações - inclusive no varejo online.

Antes de falar sobre aplicações, vale a pena explicar o que é a realidade aumentada e qual a sua diferença em relação a uma tecnologia que tem um nome parecido (a realidade virtual). De maneira simplificada, a realidade aumentada é uma tecnologia que permite fazer simulações virtuais em um ambiente real (como no caso do jogo Pokémon Go!, em que os personagens eram “vistos” na tela do celular como se estivessem no ambiente mostrado pela câmera); já a realidade virtual é, como o nome sugere, totalmente virtual (o usuário fica “imerso” na simulação), similar a o que acontece nos filmes da trilogia Matrix.

Transformando o e-commerce

Apesar de toda a praticidade das lojas virtuais, como a praticidade e o custo reduzido de manutenção, há uma barreira difícil de vencer: a distância. Enquanto em uma loja física o cliente pode tocar no produto, experimentá-lo e olhá-lo de vários ângulos, na loja virtual ele no máximo consegue ler uma descrição e ver vídeos ou fotos do produto.

Para certos tipos de produto, isso não chega a ser tão problemático (no caso de eletrônicos, por exemplo, normalmente uma descrição das especificações técnicas e dimensões é suficiente); já no caso de roupas e produtos de decoração, as chances de insatisfação são maiores, já que o cliente não consegue ter uma boa noção de como o produto vai complementar seu visual ou seu ambiente.

É pensando nessa situação que lojas como a IKEA e a Sephora estão apostando em soluções de realidade aumentada. O IKEA Place, por exemplo, é um aplicativo de dispositivos móveis em que o usuário consegue visualizar como um móvel ficaria em sua casa ou escritório, usando a câmera para filmar o ambiente enquanto o aplicativo gera uma simulação tridimensional do produto. Já a Sephora desenvolveu um aplicativo que permite “aplicar” maquiagem sobre a foto do cliente.

De acordo com um estudo publicado em 2016 na revista Retail Perceptions, 40% dos compradores online estão dispostos a pagar mais por um produto se a loja oferecer o recurso de realidade aumentada para facilitar sua visualização; e 71% dos compradores comprariam com mais frequência em um site se ele tivesse RA.

Roupas, acessórios (desde brincos e esmaltes até óculos e pulseiras) e produtos de decoração: as possibilidades de experimentação de produtos são inúmeras. E, conforme cresce o uso da internet e de smartphones, mais pessoas vão poder aproveitar as soluções de RA que as lojas venham a oferecer.

Em resumo, a realidade aumentada pode ajudar a melhorar a experiência de compra dos clientes de e-commerce, que vão poder simular a presença dos produtos em situações verdadeiras - diminuindo a probabilidade de arrependimento e devolução do produto.

Essa é uma maneira de aproveitar bem a “tendência digital” para aprimorar a experiência do consumidor e, como consequência, melhorar os resultados do empreendimento. Se você possui uma loja virtual, vale a pena analisar se seria interessante oferecer soluções baseadas em realidade aumentada. Embora o investimento inicial possa parecer alto (especialmente se estivermos falando de desenvolver um aplicativo, por exemplo), as perspectivas de melhora de resultado não podem ser desconsideradas.

Ficou com alguma dúvida? Gostaria de saber mais sobre o assunto? Deixe um comentário!

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