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A tendência do Recommerce no Varejo

A tendência do Recommerce no Varejo

Você conhece o conceito de "recommerce"? Também chamado de recomércio, revenda ou comércio reverso, ele consiste basicamente na compra e venda de produtos de 2ª mão. Embora não seja propriamente uma novidade, a prática tem se tornado mais comum nos últimos anos – e neste artigo você vai descobrir o porquê.

Mercado Livre, OLX e eBay são grandes empresas que se baseiam na prática do recommerce, movimentando milhões de itens que seus compradores originais desejam passar adiante. Em menor escala, temos os sebos (muitos dos quais anunciam seus produtos no marketplace Estante Virtual) e brechós (que também estão migrando para o ambiente digital).

Moda consciente

Possivelmente o ramo em que o recommerce mais tem crescido nos últimos anos, o varejo de moda está sendo fortemente impactado pelas tendências da sustentabilidade e do consumo consciente.

Cada vez mais pessoas estão procurando diminuir o impacto ambiental de seus hábitos de consumo, e uma das maneiras que encontraram para fazer isso é comprar roupas de 2ª mão, ao invés de produtos novos. Isso tende a reduzir a demanda por mais unidades e, por consequência, o impacto de sua produção.

Um case que merece destaque é o do site Enjoei. Criado em 2009, começou como um simples blog de revenda de roupas; com boa aceitação do público, tornou-se uma loja virtual em 2012, e hoje funciona no estilo marketplace – em que cada usuário tem sua própria "loja" dentro da plataforma, na qual pode revender seus produtos.

Outro case interessante é o do Nasty Gal, um e-commerce de revenda criado por Sophia Amoruso (cuja história inspirou o livro e o seriado Girl Boss) e que chegou a valer US$100 milhões em sua gestão. Sophia, no começo, publicava no eBay peças de roupa com potencial de revenda, e já havia conquistado uma boa audiência quando criou o Nasty Gal.

Tudo se aproveita

Uma tendência paralela ao recommerce, também inspirada na procura por sustentabilidade, é a do upcycling – o aproveitamento de matéria-prima que sobra da fabricação dos produtos principais.

Uma marca que inclui essa prática em seu modelo de negócios é a Farm, que possui uma coleção feita a partir de sobras de tecido, a re-FARM re-ROUPA. Em seu site, eles divulgam um dado preocupante: no Brasil, cerca de 170 mil toneladas de resíduos têxteis são descartadas todos os anos, e 85% desse material vão parar em aterros sanitários.

A empresa também oferece descontos para clientes que levam roupas antigas da marca até suas lojas físicas, o que ajuda a diminuir o desperdício e a geração de resíduos.

Fora do mundo da moda, a prática do recommerce vem crescendo no setor de eletrônicos, especialmente na compra e venda de smartphones e tablets. Um dos cases mais conhecidos é o da Apple, que oferece descontos na compra de novos smartphones em troca de aparelhos antigos (porém ainda em funcionamento).

Neste setor em especial, em que a evolução dos produtos é tão rápida, e o descarte de componentes é mais complexo do que em outros ramos, o recommerce aparece como uma prática a ser incentivada tanto pelas empresas como pelos consumidores.

Contar com o intermédio de uma empresa para poder passar seus produtos adiante é bom para o consumidor em vários sentidos, inclusive no que diz respeito a segurança: os riscos de se expor a um comprador desconhecido diminuem consideravelmente quando há o apoio de uma estrutura como a de um marketplace (Mercado Livre e eBay, por exemplo); o mesmo raciocínio se aplica ao vendedor.

Você já comprou ou vendeu produtos de 2ª mão? Como foi a experiência? Conte para nós nos comentários!

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