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Joint Ventures com empresas estrangeiras: o caso da Boing Brasil que pode inspirar sua empresa.

Joint Ventures com empresas estrangeiras: o caso da Boing Brasil que pode inspirar sua empresa.

No dia 23 de Maio, a Boeing anuciou que, após assumir a unidade de jatos comerciais da Embraer, chamará a divisão de Boeing Brasil – Commercial, dando fim a um dos nomes empresariais mais emblemáticos no Brasil.

A mudança de nome ocorre depois que a Boeing aceitou pagar US$ 4,2 bilhões para comprar 80% da operação da Embraer, de jatos de passageiros com menos de 150 assentos. Além da venda de 80% da divisão de aviação comercial, o negócio inclui a formação de uma joint venture para promoção e venda do cargueiro KC-390. Neste caso, a Embraer ficará com 51% das ações da parceria para o cargueiro e a Boeing com o restante.

Com a Joint Venture, a empresa norte-americana visa um menor investimento, menor risco e maior know-how. Para a Embraer, esta finalmente entraria no mercado dos aviões de fuselagem larga. A Boeing Brasil ilustra o realinhamento da indústria aeroespacial global, em que as duas líderes – Boeing e Airbus – fortaleceram seu duopólio no mercado de jatos de US$ 150 bilhões, absorvendo concorrentes menores.

O conceito de Joint Venture, suas aplicações e vantagens.

Nascida para resolver questões de ordem prática, não tendo surgido, portanto, como produto de estudos pragmáticos, a Joint Venture não possui um conceito definitivo e absoluto.

Uma Joint Venture é, de fato, uma associação econômica entre duas empresas, que podem ou não ser do mesmo ramo, durante um período específico e limitado. Essa parceria pode operar de várias maneiras, executando-se para fins logísticos, industriais, comerciais, tecnológicos e outros. Em muitos casos, a Joint Venture atua no sentido de ampliar o mercado consumidor sem demandar um grande investimento em infraestruturas e transportes.

Uma Joint Venture também costuma ser chamada de cooperação econômica e sua diferença em relação a outras associações é que as empresas envolvidas não perdem suas personalidades jurídicas. Em princípio, não havendo regulamentação específica dessa modalidade contratual no direito brasileiro, regem-se os contratos de risco celebrados entre empresa brasileira e empresa estrangeira pelas normas de direito comum.

As vantagens das parcerias do tipo Joint Venture são notáveis: diminuição de custos de produção; expansão de marcas em locais afastados sem a necessidade de presença física das empresas; aquisição de técnicas, conhecimentos e tecnologias; diminuição da concorrência ou atenuação de seus efeitos; ampliação de mercados; melhoria na qualidade dos produtos e serviços, entre outras.

Joint Venture para a minha empresa?

A lógica por trás da formação de uma Joint Venture é uma só: empresas envolvidas avaliam que a probabilidade de sucesso é maior ou mais rentável trabalhando em conjunto.

Exemplos de motivos para considerar uma Joint Venture:

a. Uma empresa com pouca liquidez, mas com propriedade intelectual especializada, e uma segunda empresa com maior liquidez, mas sem a capacidade técnica necessária. Em uma estratégia de Joint Venture as duas organizações podem se complementar para melhorar suas tecnologias.

b. Acordos para a compra conjunta de estoques de fornecedores com o objetivo de alcançar uma maior escala e custos mais baixos. As envolvidas podem concordar em unir produtos complementares, oferecendo um portfólio mais abrangente aos clientes.

c. Acordos para redução dos custos do fluxo comercial, quando a empresa distribuidora conclui uma Joint Venture com a fabricante para um determinado produto. A empresa fabricante passa a participar dos lucros das vendas finais e a empresa distribuidora consegue reduzir o valor do produto final e aumentar as suas vendas.

Quer saber mais sobre internacionalização de empresas? Entre em contato cecilia@northatlanticfood.com

Comunidade Sebrae
Cecilia Sobral
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Cientista por profissão, empreendedora por natureza. Fundadora do Núcleo Euro-Brasileiro de Incentivo a Exportação no Brasil e da North Atlantic Food Trading BVBA na Bélgica. Especialista em Inovação e novos mercados.

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