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Aplique tendências aos negócios de turismo

Aplique tendências aos negócios de turismo

Tendência nos dá a ideia de futuro. A dúvida é: por que uma empresa de turismo deveria se preocupar com tendências? Bem são elas – as tendências – que nos indicam grandes padrões de comportamento social e características de mercado que irão ganhar força e gerar impacto na realidade analisada num determinado contexto. São as tendências que nos dizem o que há por vir.

Comumente se falam das tendências que irão reger os setores que dinamizam a economia. A questão central de traçar uma tendência é compreender as necessidades e atitudes, sejam de consumidores, sejam do ambiente, em que a atividade econômica está inserida. E é neste ponto que as tendências se constituem como a principal matéria-prima para se traçar estratégias de desenvolvimento e inovação do setor. E assim, nesse mundo de rápidas mudanças, ao invés de ficar correndo atrás do que está acontecendo, ao analisar tendências e propor mudanças, a empresa será capaz de criar o futuro e inovar correndo menos riscos.

E no turismo, quais tendências estão regendo o comportamento dos viajantes e o ambiente?

Numa pesquisa realizada pelo Sebrae/PR, observamos 6 tendências que merecem ser analisadas com muita atenção pelas empresas de viagens e turismo. Veja abaixo quais são as essas 6 tendências e porque devemos levá-las em consideração nos negócios de turismo:

1.Influência do perfil geracional

Cada vez temos mais pessoas de diferentes faixas etárias viajando. A população mundial envelhece mas, diferente das gerações anteriores, ela é mais ativa – vive um processo chamado de midorexia, envelhece com muita energia e disposição. Temos dois outros consumidores, os millennials, que serão 75% da força de trabalho mundial no ano de 2025, e os centennialls, que nasceram num mundo phigital, e não fazem mais diferença entre o físico e digital.  

2.Empoderamento feminino

Segundo pesquisas do Ministério do Turismo (2017), 1 em cada 8 mulheres está disposta a viajar sozinha. As mulheres representam 55% da população economicamente ativa do Brasil (IBGE, 2017), sendo que 40% delas são chefes de família no nosso país e quase 60% das mulheres possui o ensino superior. As mulheres também são responsáveis por 70% das decisões de viagens nas famílias e compõem 54% do mercado de viajantes (PANROTAS, 2018).

3.Turismo lento e de bem-estar – slow tourism

O segmento de turismo de bem-estar tem previsão de crescer 50% mais rapidamente que a indústria global de turismo nos próximos cinco anos. O Brasil é um dos líderes do continente americano neste nicho de mercado, entre 2015 e 2017, teve um crescimento de 10,4%, segundo o Global Wellness Institute, o que coloca nosso país entre os 5 principais mercados de bem-estar na América Latina-Caribe, atrás apenas do México. No ranking mundial é o 20º maior mercado para Turismo de bem-estar, com 10,5 milhões de viagens (Global Wellness Institute).

4.Novas fronteiras-tecnológicas

Estamos passando para o próximo estágio evolutivo da interação humano-computador, em que a inteligência artificial e tecnologia digital são chaves para os consumidores escolherem seus novos destinos, reformulando o jeito com que pesquisamos, reservamos e vivenciamos uma viagem. Dados do Booking, de 2018, apontam que 34% dos viajantes brasileiros diz que se sente confortável em deixar o computador planejar sua próxima viagem com base nos dados de seu histórico; 71% não veem diferença entre lidar com uma pessoa ou um computador, desde que suas perguntas sejam respondidas; e 7 em cada 10 viajantes brasileiros (74%) dizem que gostariam de uma ‘prévia’ do destino por meio de realidade virtual aumentada.

5.Plataformas digitais e o turismo P2P - peer to perr – é uma expressão utilizada para marcar um conjunto de atividades turísticas dentro de uma ampla gama de novos modelos de produção e consumo emergentes que envolvem a troca comercial de bens e serviços entre particulares por meio de plataformas digitais, como exemplos clássicos dos dias de hoje podemos destacar o Airbnb, Couchsurfing e o Uber. Os turistas têm usado tecnologia no planejamento de viagens mais curtas, mais frequentes e para destinos próximos, incentivados por redes sociais, ferramentas e aplicativos de planejamento de viagem, que já são usados por 83% dos viajantes (VISA, 2018).

6.Experiência e personalização

Cada vez mais as pessoas se tornam menos preocupadas com os bens materiais, dando maior valor a vivência. Elas estão trocando o ‘ter’ pelo ‘ser’. Com isso, há necessidade de se ofertar experiências únicas, ao invés de processos padronizados para todos. Para experiências personalizadas, o bigdata é a chave para permitir que as marcas ofereçam produtos e serviços personalizados, a partir do rastreamento das preferências dos seus clientes. Com isso o design de viagens se baseia na inteligência digital (bigdata) por trás da composição de produtos turísticos, combinando e conectando as informações para melhorar a experiência do viajante.

 

Nos próximos posts será falado um pouco mais sobre cada uma dessas tendências e de que forma as empresas de turismo podem lidar com elas propondo inovação no seu dia-a-dia.

Crédito da foto - banco de imagens Freepik

Comunidade Sebrae
Patricia Albanez
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Coordenadora Estadual de Turismo no SEBRAE/PR Consultora de Negócios no SEBRAE/PR

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