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Como adaptar seu negócio ao turista conectado

Como adaptar seu negócio ao turista conectado

A transformação digital tem obrigado empresas de todos os setores a se adaptarem ao novo tipo de consumidor. E na área do turismo não é diferente. Um dos maiores setores econômicos do mundo agora tem que considerar que o turista está conectado - e isso influencia diretamente em toda a experiência da viagem. 

Essa mudança no perfil e na expectativa do consumidor é reflexo de uma população cada vez mais conectada. Segundo o estudo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), praticamente dois terços da população do país possuem conexão com a internet. Isso é representa 69,8% das pessoas. Nesse cenário, a maioria dos brasileiros utilizam os smartphones como principal meio de acesso, contabilizando 97% dos acessos.

Mas, o que muda na prática? Isso significa que as empresas precisam considerar que o turista estará conectado em todas as fases de sua experiência: no planejamento, buscando por opiniões, referências e informações de forma direcionada (sobre o destino, hospedagem, transporte, entre outros), durante a viagem, postando em redes sociais, buscando por programações locais e outros serviços, e após a viagem, compartilhando momentos e relatando as experiências. Pensando nisso, separei alguns pontos importantes que devem ser levados em conta pelas empresas que desejam atingir de forma certeira esse público. Confira!

O perfil do turista conectado

Com toda essa mudança digital e a facilidade no acesso às informações, o viajante tem novas preocupações: ele quer ganhar tempo, encontrando soluções para os problemas e tendo experiências agradáveis sem complicação. Há quem diga que o smartphone se tornou uma espécie de bússola de viagem. Um exemplo disso são os inúmeros aplicativos que facilitam a viagem, como os de reserva de hospedagem, de passagens aéreas, de compras, entre outros.

Dessa forma, o turista conectado está mais seguro: ele compartilha opiniões, busca recomendações e confia nas compras feitas no meio online. Ele também não se prende aos prestadores de serviços tradicionais. Está a procura de facilitadores. Isso resulta em um consumidor mais exigente, independente, que busca experiências que podem ser vividas no destino real e virtual.

Considere a jornada do turista

Pensar na jornada do turista conectado é imprescindível para empresas que querem oferecer uma boa experiência. Considere qual é o tipo de informação que seu cliente está procurando e qual é seu momento na jornada. Claro, isso tudo considerando o seu modelo de negócio. Por exemplo, se você trabalha com hospedagem, pense que a experiência do cliente começa bem antes da viagem em si, quando ele ainda está pesquisando. Mas não se esqueça das outras etapas. O ideal é que o turista tenha uma experiência completa como um todo. Para isso, considere o que ele busca antes, durante e depois da viagem.

Oportunidades

Para aproveitar as oportunidades que surgem com essas mudanças, as empresas do setor devem estar atentas a alguns detalhes importantes. 

Marketing digital: mais do que ofertar bons produtos ou serviços, a empresa deve pensar sua presença no meio digital. Isso não envolve apenas um site, mas sim a produção de conteúdo de interesse do seu público. Desenvolver estratégias de divulgação, fazer parcerias com empresas ou digital influencers pode ser um dos caminhos para fortalecer a marca. Ah, e não se esqueça! Aproveite para monitorar os dados e informações conseguidas por meio das ferramentas de marketing digital, já que elas podem te ajudar a desenvolver estratégias específicas para seu público-alvo.

Tecnologia: lembre-se que o turista conectado preza pela experiência. Por isso, invista em tecnologia e em profissionais do setor para o desenvolvimento de soluções que permitam essa experiência. Investir em tecnologia não necessariamente significa desenvolver plataformas próprias, buscadores ou sistemas. Mapeia os principais sistemas que atendem seu setor, conheça as plataformas que o seu turista frequenta e avalie qual a presença e relevância da sua empresa estar nessas plataformas. Utilizar plataformas e sistemas disponíveis pode ser uma forma mais barata de incorporar tecnologia.

Parcerias: ter empresas parceiras é uma oportunidade de oferecer melhor custo-benefício e mais possibilidades ao turista. Pense nas parcerias como uma forma de agregar valor ao seu negócio.

Vínculo emocional: trabalhe com excelência para que os clientes compartilhem conteúdo sobre a marca espontaneamente. Uma oportunidade também é oferecer serviços que o turista não teria sem sua intermediação, como wi-fi, por exemplo. Não faça “panfletagem” em redes sociais, publique conteúdo, fale sobre diferentes empresas e parceiros que interessam também ao seu cliente e gere vínculos contando sua história, compartilhando outras histórias que tenham relação com a proposta de valor da sua empresa e pedindo contribuições.

Por isso, mais do que vender viagens, passeios ou soluções voltadas para o turismo, as empresas precisam, cada vez mais, focar na venda de experiências. E, para isso, precisam pensar como o novo consumidor. Eles estão conectados, querem facilidade e rapidez. Pense nisso!

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