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Como aliar o fator humano à inovação no turismo?

Como aliar o fator humano à inovação no turismo?

O turismo é um dos setores que mais impulsiona a economia brasileira. E em um mundo cada vez mais robotizado, o papel humanizador pode ser o diferencial. Aliar o fator humano à inovação é um dos grandes desafios das empresas e também é um assunto discutido constantemente em eventos e congressos de turismo.

Esse questionamento é essencial para todos os negócios que pretendem se manter vivos. É preciso acompanhar tendências do mercado e o que buscam os clientes, já que eles podem ser considerados termômetros para novas ideias. Nesse cenário, o fator humano pode ser uma saída e investir em pessoas gera, inclusive, novos negócios. 

O turismo é um dos setores que mais geram empregos e renda no país. O Brasil ocupa posições de liderança na contribuição do turismo para a economia. Hoje são US$ 152,5 bilhões e 7,5% dos empregos do país, o que resulta em 6,9 milhões de postos de trabalho. Por isso, é preciso aproveitar e apostar no fator humano. Veja abaixo como isso pode auxiliar sua empresa!

Fator humano x OTAs

Como lidar com gigantes do turismo online? Essa é uma das perguntas que mais assustam os micro e pequenos empreendedores do setor. Mas é aí que aparece a oportunidade. As Online Travel Agencies nada mais são do que máquinas atendendo pessoas - sem o fator humano envolvido. Por isso, o sentimento, contato e brilho nos olhos, fazem a diferença.

Faça uma análise do seu negócio e se questione sobre como é possível fazer diferente. Se você possui uma agência de viagens, por exemplo, aproveite dos diferenciais em relação às agências online. Mostre ao cliente que um agente poderá apresentar mais opções de viagem, diminuindo suas preocupações, e encontrar melhores ofertas que atendam às expectativas do viajante. E o melhor preço pode ser um chamariz, já que muitas vezes as agências conseguem oferecer um preço mais atrativo em comparação às tarifas aplicadas pelas OTAs e em sites de compras coletiva. 

Além dos diferenciais, é importante trabalhar em inovações relacionadas ao atendimento. Pensar em como aliar o atendimento presencial ao online (como whatsapp, por exemplo) e focar em estratégias pós-venda para fidelizar o cliente é essencial. Lembre-se que ao estar visitando um outro lugar, o turista busca ter apoio disponível a todo momento.

A criatividade não é escassa

Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Big Data, realidade aumentada, sensores, robótica.. esses são alguns dos fatores que fazem do turismo o novo turismo inteligente. Porém, apesar da capacidade de compilar dados em tempo real e ser ágil para captar informações, essas tecnologias pecam quando o assunto é criatividade. E essa é uma das características intrínsecas ao ser humano: ela não é escassa!

Muitos acreditam que inovação não está relacionada à tecnologia, mas sim à criatividade. Por isso, é preciso utilizá-la para criar novos espaços, pensar em novas experiências e desenvolver ferramentas para atender o cliente da melhor forma possível.

O fator humano na experiência

Após uma viagem, o que fica são as experiências. E é isso que o turista quer levar: memória afetiva e momentos inesquecíveis. Um exemplo disso, que pode ser considerado um dos cases no Brasil, é Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul. As cidades são exemplo de hospitalidade e entretenimento, e aproveitam ao máximo seu potencial turístico. O destino pratica o turismo sensorial, de humano para humano, com o objetivo de marcar a visita do turista com experiências inesquecíveis.

E quando falamos em experiência, não podemos esquecer que as pessoas hoje se tornaram seres “ciber-híbridos”, ou seja, usuários de várias plataformas digitais. Os empreendedores devem encontrar um meio termo e atrelar isso ao fator humano para sair na frente.

E você, como tem inovado na sua empresa? Compartilhe conosco!



 

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