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O líder e a liderança colaborativa

O líder e a liderança colaborativa

“Não! Não quero me comprometer com Associações, Cooperativas e tudo que envolva trabalho voluntário. É só trabalho e muito estresse!”  Normalmente  esse é o discurso é o que se ouve quando se está em busca de sucessores para cargos não remunerados de entidades sem fins lucrativos. A sucessão é um dos grandes desafios da Liderança nesse setor, consequentemente sobrecarrega e torna cansativa a tarefa para aquele que uma vez  aceitou a incumbência. Adjacente a esse contexto vem a importância de entender os papeis do Líder e da Liderança, principalmente na Liderança Colaborativa.

Por isso, convido-o a refletir - Liderança não como uma habilidade do líder, mas como fruto de uma necessidade que emerge em cenários diversos.  Quando um grupo ou comunidade enfrenta um problema ou almeja um objetivo comum, nasce a necessidade de Liderança e precisa de alguém para representá-la. O líder é aquele que se revela ou é escolhido para assumir as pautas dessa necessidade e passa a representar e fortalecer os objetivos do grupo ou classe.

Dessa forma o Líder está subordinado à necessidade de Liderança que o antecede, porque ele a representa

Logo, a posição de Líder de uma Rede, Associação ou Cooperativa não deve ser encarada como um cargo e sim como uma função, em que a incumbência é usar sua influência e habilidades para assegurar o sucesso da missão em um período de tempo.

É importante entender que para cada necessidade ou objetivo de um grupo pode haver várias funções possíveis de serem desempenhadas por diferentes perfis. Situações como essa oportuniza uma Liderança Compartilhada em que mais de uma pessoa do grupo contribuem e assumem o comando de determinada atividade de acordo com as próprias habilidades e necessidades específicas.

Além do desafio da sucessão, há 5 grandes desafios a serem enfrentados pela liderança colaborativa que merecem destaque:

  • falta de homogeneidade presentes nos grupos – nem sempre os participantes estão alinhados e coerentes com aquele coletivo;
  • cultura de não cooperação enraizada - quando o interesse individual se sobrepõe ao coletivo;
  • autonomia dos associados - considerando que não respondem hierarquicamente ao líder como nas empresas,  normalmente isso leva ao não comprometimento com as ações que cabe ao indivíduo como parte de uma rede ou associação;
  • comunicação interna e externa - quando não e feita de modo estratégico e gerida de perto se torna o caminho que leva ao fracasso, por isso, é um fator de grande atenção para organizações de qualquer porte com ou sem fins lucrativos;
  •  trabalho voluntário - para muitos é apenas um meio para um objetivo pessoal e quando é assim abandonam o grupo, deixando suas funções pendentes.

Então, por que uma pessoa se comprometeria a ouvir este grupo ou classe e representá-la por certo tempo sem remuneração?

  • Porque tem propósito claro, vontade de fazer a diferença e deixar um legado para si e para os outros.
  • Porque se sente capaz e tem um intenso desejo de contribuir com a causa do grupo.
  • Porque faz parte do grupo ou classe e sente compelido a assumir a função.
  • Porque o aprendizado gerado pela experiência é um benefício que não tem preço.

Ao assumir o compromisso, o Líder deve considerar 4 pontos essenciais para obter êxito:

Enfim, como ser Líder e obter sucesso para o grupo nesse contexto:

  • seja presente, envolvido e comprometido;
  • faça uma gestão sustentável com foco nos objetivos da liderança e não no líder, para facilitar a continuidade;
  • seja inovador e com boa comunicação faça com que a diretoria seja uma função de prestígio para ser mais atraente aos sucessores;
  • prepare sucessores que se sintam honrados pela missão.

O papel do líder no exercício da liderança é vital às redes e associações. Em uma de suas abordagens, Mario Sergio Cortella discorre sobre o papel do líder que é inspirar, motivar e animar. Inspirar no sentido de dar vitalidade, vigor; motivar no sentido de impulsionar as pessoas em direção ao objetivo; animar no sentido de dar “alma”, essência ou sentido ao que está sendo feito.

Dessa forma, é imprescindível entender que além do papel de gestor dos processos da governança com visão sustentável, compete também ao Líder mobilizar as pessoas interessadas para agir pelo propósito para garantir continuidade. É sempre bom ressaltar que para os envolvidos há um ganho  vindo do grande aprendizado com o coletivo, como crescimento e amadurecimento pessoal e profissional, maior visibilidade, rede de relacionamento ampliada e o reflexo causado pelos objetivos atingidos e legado deixado para o setor.

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