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Superação e Persistência no caminho empreendedor

Superação e Persistência no caminho empreendedor

Eu sou a Luciana Torres dos Santos, tenho 41 anos, sou casa e tenho 04 filhos. Moro em Maringá-Pr e há 22 anos trabalho como artesã. Comecei com o biscuit, depois passei ao ponto cruz e decupagem, até conhecer a minha paixão no ano de 2015: os chinelos massageadores.

Enxerguei ali uma oportunidade de negócios, oferecer algo diferenciado para o cliente não só a questão da beleza artesanal, mas também para o benefício de sua saúde. Também pensei que este produto pudesse me oferecer uma maior rentabilidade.

Meu enteado trabalha com esse tipo de material e convidei-o para ser meu sócio nessa nova empreitada. Ele aceitou, compramos a máquina e aceitação do produto foi muito boa, tanto que passei a trabalhar somente com esse produto. Inicialmente os chinelos eram produtos bem simples, sem nenhum tipo de detalhe. Mas como artesã, eu sempre queria mais. Foi então que comecei a fazer alguns detalhes e que trouxessem mais beleza ao produto. Comecei a colocar corações, flores, lacinhos e o público novamente teve boa aceitação. Principalmente o público feminino, compra primeiro com os olhos, o produto tem que encantar. Então tive a certeza de que também nesses produtos eu poderia utilizar a minha criatividade de artesã, comecei a comprar matéria prima com cores bem diferentes, bordar as alças, fazer algo bem diferenciado mesmo.

A demanda por este tipo de produto tem aumentado e continuarei produzindo artesanalmente, com todos esses detalhes, porém, somente sob encomenda. Iniciarei um processo de produção em lote de produção padrão para começar a vender no atacado. Já estou em testes também algumas melhorias no produto como o solado.

A ideia desse chinelo era para ser usado na praia, tanto que a primeira marca que surgiu aqui no Brasil chamava-se “praianas”. Mas as pessoas percebiam que era interessante usar não somente na praia, começaram a usar no dia a dia e perceberam que trazia benefícios terapêuticos para a saúde pois atua na circulação além de fazer massagem nos pés e também ser ideal para pessoas que tem intensa sudorese nos pés. Infelizmente, eu não consegui encontrar nenhuma pessoa da área de saúde que quisesse fazer uma pesquisa científica para comprovar todos os benefícios terapêuticos que esse produto traz para quem o utiliza. No nordeste do país esse tipo de chinelo só é vendido em lojas de produtos terapêuticos.

Eu participo de várias feiras de artesanato pelo Brasil e vendo muito bem, inclusive para pessoas que levam a nossa arte para outros países. Eu percebo que é um produto que veio para ficar. Algumas pessoas me questionam o porquê eu não agrego outros tipos de materiais, mas eu entendo que neste momento eu preciso manter a credibilidade que esse produto traz aos consumidores, então não penso em diversificar.

Uma das principais dificuldades que encontro é a falta de capital para investimentos: abrir uma loja, comprar material diferenciado e com melhor custo, aumentar a fábrica e contratar funcionários para que me ajudem não só na produção mas também na venda no atacado. Quero que o meu chinelo se torne conhecido no estado todo.

Meu chinelo é produzido em capacho (vinil – 100%) e o solado é Ruberkap (100% borracha antiderrapante). As tiras eu compro aqui mesmo em Maringá, sendo que o bordado foi uma criação minha em que eu coloco não só os cabedais, mas também insiro um fio, não há outra pessoa que faça o bordado da maneira que eu criei. E assim eu procuro agir em tudo o que faço, colocar o meu jeito, usar a minha criatividade sempre pensando em algo que fique mais bonito e com melhor qualidade.

Penso que como empreendedores do ramo de artesanato, precisamos acreditar no potencial de nossos produtos. Quando começou a pandemia eu fiquei bem desanimada, com muito receio de não conseguir vender, pensando em como seria sem as feiras e bazares. Enxerguei a oportunidade e fui vender tapetes de fibra pois passou a ser uma necessidade. No entanto, não deixei meu produto de lado, não tinha mais as feiras, mas, tinha a internet. Comecei a fazer postagens pelo marketplace do facebook e as vendas foram começando a acontecer e de lá para cá só aumentando. O sucesso foi tanto que resolvi pagar para uma pessoa administrar minhas redes sociais e assim eu tenho mais tempo livre para me dedica à criação e produção. Penso que é essa é a mensagem que posso deixar a outros pequenos empreendedores, como eu: não desistam do seu produto. Acreditem no seu trabalho, busquem parcerias, persistam, tenham flexibilidade e aprendam a explorar o mundo de vendas virtuais.

Conheça o meu trabalho nas redes sociais:

Instagram:  @luciannaschinelos  @lucianatorresdossantos

https://www.facebook.com/Luciannaschinelos

 

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