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Turismo em alta: como aproveitar tendências do setor

Turismo em alta: como aproveitar tendências do setor

No dia de hoje, comemora-se o Dia Mundial do Turismo (27), em referência a uma das mais importantes atividades econômicas do mundo. A relevância e destaque do setor não é por acaso: o impacto econômico do turismo cresceu 50% no mundo na última década, segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT). No Brasil, o segmento é composto por cerca de 90% de micro e pequenas empresas, de acordo com o Sebrae.

O crescimento do turismo tem sido gradual no país. O movimento de turistas registrado em 2018 foi de 6.621 milhões de pessoas. As principais vias de acesso ao país são São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. O nosso estado contabilizou a chegada de 892.629 turistas internacionais em 2017 e 948.388 em 2018, segundo levantamento do Departamento de Polícia Federal e do Ministério do Turismo. No estado, duas importantes cidades são destaque quando falamos de turismo: a capital, Curitiba, e Foz do Iguaçu, que abriga as Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas da Natureza. 

Mas, quando falamos em crescimento, qual é o caminho do futuro do turismo? Confira algumas tendências que separamos.

Gastronomia

O setor de alimentação é um dos mais fortes quando o assunto é turismo. “72% da economia do turismo no estado é feita pela alimentação e 64% da mão de obra empregada no Paraná, dentro da atividade do turismo, também é de alimentação”, afirmou o diretor técnico da Paraná Turismo, Rafael Andreguetto, durante o Fórum Tutano de Gastronomia. O especialista destacou ainda a importância de valorizarmos os produtos e a gastronomia local, que mantém viva a história do estado.

Isso é cada vez mais importante, uma vez que o cliente tem buscado por viagens com experiências locais. Também conhecido como turismo de experiência, essa modalidade mostra que o turista quer vivenciar as tradições da região e ter experiências históricas, culturais e gastronômicas com base nas próprias atividades específicas de cada local. Com isso, a necessidade do consumidor se voltou para a satisfação de novidades que estimulem seus sentidos e sentimentos. Dessa forma, a gastronomia local, que resgata histórias e sentimentos, segue sendo uma das tendências para os próximos anos.

Peer to peer

Você pode não ter ouvido essa expressão, mas com certeza conhece aplicativos que são baseados nisso. De forma resumida, este formato representa os sistemas de serviço de pessoa a pessoa. Um exemplo disso é o Airbnb, que permite que os anfitriões e viajantes se conectem e negociem diretamente a estadia de hospedagens. 

Esse formato no turismo tende a crescer cada vez mais, já que o cliente quer e busca a troca de experiências com nativos e moradores locais. Hoje, produtos e serviços precisam despertar emoções únicas e fazer sentido. 

Hospedagem

Os meios de hospedagem também vão de encontro a essa importante palavra no setor de turismo, a experiência. A mudança de hábitos dos consumidores permitiu o compartilhamento de produtos e serviços. Dessa forma, as pessoas que estavam incomodadas com os modelos de negócios tradicionais agora são adeptas à economia criativa e compartilhada. Isso significa que os meios de hospedagem tradicionais vão acabar? Não. Muito pelo contrário, é a oportunidade de aproveitar essa busca por novas experiências para adaptar e inovar em seu negócio.

Um exemplo disso são os hotéis que oferecem outros serviços para o público além da acomodação. Alguns já abrem para o próprio público local, com atividades e programações diferentes. O segredo é encontrar um caminho de inovar.

Novos modelo de negócios

É preciso pensar diferente. Com a tecnologia, a estrutura tradicional do setor de turismo sofreu mudanças. Tínhamos uma cadeia muito bem definida, e a internet “encurtou” caminhos, aumentando a proximidade do consumidor com grandes players. Agora, é possível consumir serviços também de pessoas físicas. 

Essas mudanças exigem das empresas a adaptação a novos modelos de negócios. É preciso utilizar o que há de novo e criar experiências inovadoras para o consumidor. Lembre-se em tornar a jornada completa: o cliente começa a experiência antes mesmo de consumir o serviço em si. E isso não se resume apenas à presença online. O atendimento e a interação com o cliente deve se dar desde o início, para que assim ocorra o processo de fidelização. Por isso, não se esqueça que as peças principais do turismo são as pessoas. 




 

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