[ editar artigo]

[Conteúdo com podcast] Inteligência Artificial e as mudanças na educação

[Conteúdo com podcast] Inteligência Artificial e as mudanças na educação

No processo de ensino-aprendizagem, a Inteligência Artificial tem permitido grandes mudanças, como a experiência personalizada para os alunos. Porém, uma das principais barreiras que a tecnologia tem enfrentado neste setor é a adaptação e aceitação de uma parcela de pais e professores.

Essa resistência quanto à integração da tecnologia é devido ao fato de muitas pessoas terem aprendido somente por meio da educação “tradicional”- com material didático e professor em sala de aula.

No entanto, alguns gestores já estão vendo a  transformação tecnológica como uma aliada da educação. A gestão escolar pode se beneficiar com a Inteligência Artificial, uma vez que ela pode fornecer dados importantes que, transformados em insights, melhoram continuamente o resultado dos alunos. Isso porque é possível focar no problema e solucionar os gaps de aprendizado.

Outro benefício trazido pela tecnologia é o aprendizado personalizado, uma vez que você pode dar mais atenção aos pontos mais fracos e potencializar as áreas que se tem mais domínio. Entendendo as especificidades de cada aluno, o professor pode atuar de maneira mais eficaz.

Também precisamos pensar nos nativos digitais, que recebem informações de diversas fontes e podem ter a curadoria de um professor. Com esse bombardeio de conteúdo, o educador terá o papel de desenvolver o pensamento crítico do aluno e complementar as informações já disponíveis.

Segundo pesquisa realizada pelo Sesi, os principais sistemas educacionais que utilizam a tecnologia nos processos de aprendizagem são os Sistemas Tutores Inteligentes Afetivos (STIs), os Learning Management Systems (LMSs), a Robótica Educacional Inteligente e os Massive Open Online Course (MOOCs). Porém, cada uma dessas aplicações faz uso da Inteligência Artificial de forma distinta.

Redes sem fio, tecnologias móveis e armazenamento de conteúdo em nuvem

Ainda de acordo com o estudo, três realidades subjacentes à Inteligência Artificial (Internet Wi-Fi, celulares e cloud computing) foram responsáveis pela mudança no perfil de uso das tecnologias educacionais. Elas transformaram o panorama do software e do conteúdo educacional, tornando possível o compartilhamento de grandes bases de dados e conteúdos por meio do uso de buscadores inteligentes, facilitando a vida dos estudantes e professores.

O uso de plataformas de Inteligência Artificial integradas à sala de aula oferece relatórios ao professor, possibilitando o acompanhamento da turma durante o ano letivo. Já para os alunos, essas plataformas podem ajudar nos estudos.

Os aplicativos inteligentes podem ajudá-los a se comunicar com o professor e a escola, tornando a troca de informações mais eficaz. Além disso, os estudantes podem assistir videoaulas e tirar dúvidas com tutores virtuais. Outras aplicações da Inteligência Artificial, como os chatbots, podem auxiliar os estudantes por meio de consultorias sob demanda e até mesmo no planejamento de carreira.

O uso de alguns recursos, como o processamento de língua natural (PLN), já está cada vez mais recorrente. Essa evolução tecnológica permite que um computador seja capaz de interpretar a linguagem humana. Na educação, o PLN pode auxiliar no intercâmbio entre alunos de diferentes nacionalidades. Além disso, a transmissão de aulas em línguas distintas em tempo real podem ser traduzidas para os estudantes.

Até 2030, a utilização da criatividade computacional nas escolas se tornará uma realidade. Nos sistemas de ensino-aprendizagem, a aplicação desse modelo permitirá a geração de exercícios criativos para enriquecer os conteúdos educacionais online. Além disso, estima-se que a longo prazo, esse sistema poderá  identificar emoções e avaliar atividades criativas realizadas pelos estudantes a partir desta análise.

Outra inovação para o setor educacional será a utilização de óculos inteligentes, capazes de mostrar informações e interpretar comandos de voz. Já os fones de ouvido poderão traduzir conversas entre pessoas com idiomas diferentes. Para manter o interesse dos alunos, os chamados jogos sérios, técnica com características típicas de games serão utilizados no sistema de ensino. Pontuações, premiações e níveis de dificuldade estarão presentes em salas de aula.

Contudo, para que a Inteligência Artificial possa fazer parte das instituições de ensino brasileiras é preciso capacitar os profissionais da área de educação, melhorar a infraestrutura das escolas, desenvolver políticas de apoio à inovação tecnológica e fomentar linhas de pesquisa para a implementação de projetos-piloto em todos os níveis de ensino.

Para saber mais sobre o assunto, acompanhe nosso podcast com Ronaldo Hofmeister, fundador da Percurso Digital.

 

 

Comunidade Sebrae
Ler matéria completa
Indicados para você