[ editar artigo]

Slow fashion- A moda sustentável

Slow fashion- A moda sustentável

Você já pensou sobre os “bastidores” da produção em massa da indústria têxtil para atender o consumismo e os resíduos químicos provenientes desse processo? No Brasil, são produzidos todos os anos mais de 175 mil toneladas de resíduos têxteis e somente 4% desses resíduos são reciclados. Porém, para mudar essa estatística, surgiu a Slow Fashion, que busca conciliar moda e sustentabilidade a fim de frear o consumismo, o desperdício e a poluição.

Em 2008, o conceito, inspirado no movimento Slow Food, foi desenvolvido por Kate Fletcher, que aliou o design e o consumo sustentável de roupas. Como as pessoas estão mais conscientes sobre a importância da sustentabilidade para o meio ambiente, as empresas estão adotando este novo modelo de negócio.

O conceito de moda rápida

A partir da década de 1990, o conceito de moda rápida ganhou espaço quando os consumidores se viram diante da possibilidade de encontrar nas lojas diversas coleções com preços baixos. Como a moda ganhou espaço no mercado mundial, a produção de roupas passou a ser realizada de forma rápida e barata. Porém, a fabricação das peças foi transferida para os países de terceiro mundo, pois a mão-de-obra é muito mais barata e em alguns casos, não há regularização das condições de trabalho e nem dos direitos trabalhistas. Pode-se dizer que o consumo em massa na indústria da moda tem um alto preço para os trabalhadores que fabricam as peças e ao meio ambiente.

Muitas vezes, as peças são de má qualidade, para que se possa vender mais e, consequentemente, o preço diminui no mercado. No mundo da moda, são lançadas várias coleções, o que sugere uma troca de guarda-roupa a cada estação. Isso contribuiu muito para o aumento do consumismo.

A moda Slow

Em 2019, o conceito slow fashion começou a se popularizar, ultrapassando as barreiras do consumismo desenfreado e se tornando tendência. A moda slow promove uma produção feita de forma menos acelerada, prezando pela qualidade, utilizando produtos orgânicos em sua produção a fim de não degradar a natureza. Além disso, a moda sustentável visa a conexão do consumidor com o meio ambiente. Ou seja, ela implica uma atitude mais ética dos nossos hábitos, pois muitas vezes compramos produtos por diversas influências e não porque realmente precisamos.

Por possuirmos cada vez mais o desejo pelo imediatismo e consumismo, acabamos gerando impactos negativos à sociedade e ao meio ambiente. Isso se deve ao fato de uma maior utilização de matéria-prima, o que causa desmatamento e até mesmo o descarte de resíduos que promove o acúmulo de lixo.

Dessa forma, a moda sustentável quer que o consumidor tenha mais consciência ambiental e passe a optar por peças de vestuário com maior qualidade e, consequentemente, que durem por mais tempo.

Outra vantagem que a slow fashion traz para o mercado, é o incentivo aos modelos de negócios locais e independentes. Por exemplo, peças de designers independentes, roupas artesanais, brechós e bazares ganham mais destaque com esse conceito. Assim, a economia e moda própria da região são estimuladas, o que garante a renda de produtores locais. Além disso, a maioria dessas peças são exclusivas e de maior qualidade.

Preço X Sustentabilidade

Alguns consumidores ainda têm resistência em aderir a slow fashion por conta do preço ser um pouco mais alto em relação aos produtos industrializados. Porém, o valor compensa quando se leva em conta o cuidado que o profissional teve ao produzir a peça, as técnicas utilizadas e, principalmente, a consciência com a sustentabilidade e o meio ambiente.

Uma boa alternativa para quem quer aderir à moda sustentável são os “garimpos” de segunda mão, já que prolonga a vida útil das peças em bom estado. Estudos apontam que desde 2018, a compra de de produtos de segunda mão aumentou 25%. Essa é uma forma de difundir o consumo consciente, minimizar danos, aumentar a vida útil de produtos que foram descartados e reutilizá-los.

Como podemos nos adaptar ao movimento slow fashion?

Primeiro, precisamos valorizar os negócios locais e independentes e utilizar muita criatividade na hora de escolher os looks. Assim, é possível variar o uso das peças por meio de combinações diferentes, por exemplo.

Outra forma de entrar na moda de forma sustentável é evitar as compras por impulso e optar por brechós e lojas de segunda mão. Além disso, por que não aderir ao empréstimo? Essa é uma maneira de repetir looks e contribuir à sustentabilidade!

A customização de roupas e calçados também é uma ótima maneira de começar a fazer parte do movimento slow fashion. Isso possibilita que as peças ganhem uma nova cara, prolongando sua vida útil.

Sabe aquelas peças que você não usa mais? Doá-las faz parte da consciência sustentável e é uma atitude solidária, certo? Portanto, separar aquelas peças de roupas  que não usa mais e doá-las a outras pessoas é uma forma de aumentar a vida útil delas.

A moda sustentável veio para alinhar a identidade da marca e a sustentabilidade. Seja consciente e consuma mais produtos que são produzidos como obras de arte, que transmitem valores e não apenas peças idênticas, sem identidade. Dessa forma, você estará ajudando a economia local e o meio ambiente!

Comunidade Sebrae
Ler matéria completa
Indicados para você